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BMW i3 campeão de autonomia!

A BMW, apresentado o primeiro Neue Klasse, o iX3, prepara berlina com a mesma arquitetura técnica: o i3. No imediato, promove-se só a versão de topo (50 xDrive), que tem início de produção em série, em Munique, na nova iFactory do construtor, marcado para o agosto (entregas a partir de outubro), com motores nos dois eixos – o traseiro (326 cv), o que mais aciona as rodas, preferencialmente, é síncrono e o dianteiro assíncrono (167 cv), tração integral, 469 cv(345 kW e 645 Nm, plataforma com arquitetura elétrica de 800 V, para potências de carregamento de até 400 kW, a razão por detrás da possibilidade de receber energia para mais 400 km em 0h10, bateria com química NMC e 108,7 kWh de capacidade e, ainda, autonomia de até 900 km!



O i3 é o segundo automóvel da Neue Klasse e, em muitos domínios, do desenho à tecnologia, a berlina elétrica apresenta-nos o essencial da oitava geração do BMW mais bem-sucedido de sempre, comercialmente. Na agenda da marca, até ao fim de 2027, recorda-se, 40 novidades, combinando os carros criados do zero aos que recebem somente atualizações – ainda durante este ano, quinta geração do X5 e a primeira modernização da sétima do Série 7.


Em todas, sem exceção, encontrar-se-ão tecnologias estreadas pelo fabricante na segunda geração do iX3, do Panoramic iDrive no painel de bordo, na base do para-brisas, de extremo a extremo, à sexta do sistema elétrico eDrive, que introduz uma arquitetura de 800 V capaz de progresso de até 30% na autonomia e na velocidade de carregamento das baterias com células cilíndricas em vez de prismáticas.



O i3 novo baseia-se, portanto, na mesma plataforma do iX3, Sport Activity Vehicle (SAV) com 4,78 m de comprimento e 2,89 m entre eixos que inaugurou a fábrica de Debrecen, Hungria, que ainda possui capacidade de produção capaz de satisfazer a procura do primeiro Neue Klasse – anunciam-se mais de 50.000 encomendas e, de momento, conhece-se apenas a versão 50 xDrive (469 cv, arranque 0-100 km/h em 4,9 s, velocidade máxima de 210 km/h), que dispõe de bateria com 108,7 kWh de capacidade útil (113,4 kWh é a nominal) e percorre até 805 km entre recargas.


Como o iX3 50 xDrive

O i3, tecnicamente, é igual ao iX3. Esta berlina tem dimensões muito próximas das do Mercedes-Benz CLA, o “alvo” número um do automóvel elétrico novo! Segundo o fabricante, até 900 km de autonomia, uma vez que este formato é bastante mais eficiente, aerodinamicamente, que o do SAV. A marca, apenas para a produção do i3, anunciou investimentos de 650 milhões de euros na transformação da unidade industrial de Munique, que produzirá apenas carros baseados na plataforma Neue Klasse. No projeto, quatro edifícios e linha de montagem novos, e a deslocalização para o Reino Unido e a Áustria das linhas de motores de combustão, após 70 anos de atividade ininterrupta na infraestrutura cidade bávara. O plano de ação da BMW também prevê a produção da berlina nova na China e no México, além do regresso do Série 3 a Dingolfing, igualmente na Alemanha.



Quatro “supercérebros”

No i3, como no iX3, a bateria posiciona-se sob o piso, o que a torna num elemento estrutural, por aumentar a rigidez, o que otimiza quer o conforto, quer a dinâmica. E este acumulador de energia tem mais 26 kWh de capacidade do que o instalado no i4, razão por detrás das diferenças nas distâncias entre eixos (no primeiro, com 2,90 cm, mais 4,1 cm do que no segundo). A berlina elétrica nova mede 4,76 m de comprimento, 1,87 m de largura e 1,48 m de altura. A BMW não confirma o volume da mala, mas anuncia compartimento adicional à frente sob o “capot” (chama-se “frunk”, com 31 litros de capacidade.


Nos Neue Klasse, quatro “supercérebros” controlam o funcionamento de tudo no automóvel. Um é o “Heart of Joy”, unidade de controlo que atua coordenada com o Dynamic Performance Control para adaptar, rapidamente, todos os parâmetros dinâmicos do carro (direção, motores, recuperação de energia, travagem, etc.). O programa considera os modos de condução que intervêm, de forma integrada, na gestão dos diversos sistemas, e na apresentação tanto do ambiente interior como dos monitores de bordo.



De acordo com a BMW, o sistema tem tanto poder computacional e é tão capaz e rápido que 95% das travagens dispensam o recurso à fricção dos discos, uma vez que são realizadas apenas por ação dos motores elétricos – e mais capacidade de regeneração de energia representa mais eficiência e, sobretudo, mais autonomia!


O i3 tem desenho muito polarizador: o duplo rim adotado em 1933, no 303, ganha formas novas da grelha, que contrariaram a tendência recente de serem cada vez maiores e mais verticais, como observamos no Série 4 de 2020, no Série 7 de 2022 e no XM de 2023. Os elétricos dispensam a funcionalidade deste componente. No entanto, ainda assim, mantém o estatuto de elemento de “design” diferenciador e identitário num segmento cada vez mais povoado, também por poder contar com iluminação e surgir combinado com interpretação nova do “nariz do tubarão” dos BMW. Os puxadores das portas encontram-se dissimulados na carroçaria, opção que beneficia a aerodinâmica, mas a China decidiu proibir a partir de 2027.



No “cockpit”, manutenção do Panoramic iDrive estreado no iX3, que muda muito a apresentação do painel de bordo, por combinar o Panoramic Vision (informações projetadas na base do para-brisas, em monitor montado de extremo a extremo…), monitor central tátil com 17,9’’ (no i3, encontra-se direcionado para o condutor) e Head-Up Display 3D. O sistema operativo é o BMW Operating System X. O sistema elétrico admite cargas com corrente alternada (11 kW de série, 22 kW em opção) e a tampa de tomada de bordo é elétrica e abre e fecha de forma 100% automática – no primeiro caso, após a deteção da proximidade do ponta de carga; no segundo, depois da remoção do cabo de alimentação.


E a apresentação do i3 não abre a porta apenas à geração nova do Série 3. A BMW também prepara a introdução do iM3 (ZA0), “derivado” desportivo que estreia o M eDrive baseado na sexta geração do sistema elétrico estreado no iX3. A tecnologia tem quatro motores elétricos, um por roda, para comando individual da repartição do binário tanto nas acelerações, como nas desacelerações/travagens. O sistema permite o desacoplamento do eixo dianteiro (a eletrónica gere o funcionamento de tudo), o que faz com que o carro consiga movimentar-se com tração traseira, ação que beneficia a eficiência (e a autonomia!), se a condução não exigir quatro rodas motrizes. No topo de gama, e no primeiro M elétrico, bateria com mais de 100 kWh de capacidade e potência capaz de transpor a fasquia dos… 1000 cv!



A BMW, para o i3 com suspensões MacPherson à frente e multibraços atrás, com amortecedores de firmeza variável em função das vibrações das rodas (em opção, amortecimento adaptativo M), e rodas até 21’’, também trabalha em versões mais e menos potentes, incluindo com tração só às rodas posteriores, e numa carrinha – i3 Touring (NA1).

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