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Ebro: os quatro SUV no arranque

A Ebro, marca espanhola fundada em 1954, desmantelada em 1987 e recuperada em 2023, depois do acordo dos investidores associados sociedade que adquiriu o direito de utilização do nome de marca muito popular no outro lado da fronteira (a EV Motors) e a Chery Automobile, terceiro maior fabricante chinês de automóveis, com 2.806.393 carros vendidos no ano passado, regressou à atividade em 2024 e, em 2026, em Portugal, com o Grupo MCoutinho como parceiro, inicia o projeto de expansão internacional.



A Ebro apresenta-se como uma espanhola com parceria tecnológica chinesa, tem a base em Barcelona – comprou fábrica à Nissan, na Zona Franca, unidade que os japoneses abandonaram na “ressaca” da pandemia de COVID-19 e que chegou a produzir cerca de 200.000 automóveis/ano, comprometendo-se com 100 milhões de euros apenas na primeira fase do processo de modernização das instalações – e, em 2025, em Espanha, registou 12.460 carros, garantindo, assim, uma quota de mercado de 1,9%. A empresa, nesta caminhada, já criou 1600 postos de trabalho, número que aumenta para 3000, se somarmos os empregos indiretos aos diretos. A marca antecipa aumento na produção de 120 para 500 carros/dia, para cerca de 50.000 unidades em 2026, e ambiciona dispor de capacidade para propor mais de 100.000/ano a partir de 2028/2029.


 

“Portugal, na Europa, é uma referência na eletrificação do automóvel. Conta com um dos ecossistemas mais avançados da região, o que combina com a ambição e a visão da Ebro. Partilhamos, por exemplo, o objetivo da mobilidade sustentável e cada vez menos dependente dos combustíveis fósseis”, diz Rafael Ruiz, diretor da marca espanhola. Em Portugal, com Ricardo Ramos como diretor-geral da divisão nova do Grupo MCoutinho, plano para 20 concessionários operacionais até ao fim de 2027 (10 este ano). “Existia a história com mais de 70 anos, mas não tínhamos futuro. Ganhámo-lo com a Chery, que tem a tecnologia de que necessitamos para sermos bem-sucedidos nesta operação”, explica o mesmo responsável.

 

Ebro e MCoutinho, para Portugal, anunciam o objetivo de conseguirem uma quota de mercado de 1,2% no fim de 2028, depois da construção tanto da marca, como da rede em 2026 e 2027 – na prática, e considerando-se os ligeiros de passageiros registados no nosso País em 2025 (225.039), a ambição é de 700 automóveis/ano. Para o arranque da operação, quatro Sport Utility Vehicles (SUV): s400, s700, s800 e s900.



Gama: s400, s700, s800 e s900 

Os quatro automóveis assentam em plataformas da Chery (T1X nos três primeiros e T2X no topo de gama) que admitem o recurso a diversos tipos de motorizações – térmicas (gasolina), híbridas (HEV) e híbridas Plug-In (PHEV) no início da atividade, primeiro elétrico no fim do ano ou no início de 2027, igualmente com o formato de SUV, mas dimensões ainda mais compactas (segmento B).

 

No s400 com 4,320 m de comprimento e 2,610 m entre eixos (capacidade da mala: 430 a 1155 litros), sistema híbrido autorrecarregável (HEV) que combina mecânica a gasolina (1.5 TGDI com 95 cv) a dois motores elétricos, caixa de 1 velocidade e bateria com 1,83 kWh de capacidade. A potência máxima combinada é de 211 cv e anuncia-se um consumo médio de 5,3 l/100 km. Preços: a partir de 29.240 €



No s700 com 4,553 m de comprimento e 2,670 m entre eixos (capacidade da mala: 500 a 1305 litros), três motorizações: 1.6 TGDI (147 cv), 1.5 HEV (224 cv) e 1.5 PHEV (279 cv). Preços: respetivamente, a partir de 33.740 €, 36.240 € e 42.240 €. Na versão de topo, com bateria que tem 18,3 kWh de capacidade, até 1200 km de autonomia, incluindo 90 de forma totalmente elétrica.

 

No s800 com 4,725 m de comprimento, 2,720 m entre eixos e sete lugares (capacidade da mala: 117, 889 ou 1930 litros), motor 1.6 TGDI com 147 cv e sistema 1.5 PHEV com 279 cv, por 42.240 € e 47.240 €, respetivamente. Finalmente, no topo de gama da marca espanhola, o s900 PHEV 4x4 (56.740 €), que mede 4,810 m de comprimento e 2,800 m entre eixos, e tem, também, sete lugares, motorização híbrida Plug-In com 428 cv (combina um 1.5 TGDI e três máquinas elétricas, duas no eixo dianteiro, uma no traseiro).



A bateria com 34,46 kWh de capacidade, admite carregamento rápido (potência máxima de 71 kW, o que permite recuperar a energia armazenada de 30% para 80% em 0h25) e permite até 140 km de condução em modo totalmente elétrico (177 km em cidade), razão por detrás do anúncio de 1,68 l/100 km de consumo médio e 39,72 g/km de emissões de CO2.



Todos os automóveis da Ebro dispõem de equipamento abundante, sobretudo em itens de conetividade, conforto e segurança ativa (ADAS) e passiva, e apresentam garantias de sete anos/150.000 km – nos HEV e nos PHEV, sistemas híbridos com proteções por oito anos/160.000 km. Os primeiros concessionários encontram-se em Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Porto e Viseu.

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