Ebro: os quatro SUV no arranque
- José Caetano

- 26 de mar.
- 3 min de leitura
Atualizado: 27 de mar.
A Ebro, marca espanhola fundada em 1954, desmantelada em 1987 e recuperada em 2023, depois de acordo entre os investidores por detrás da sociedade (EV Motors) que adquiriu os direitos de utilização do nome de marca popular no outro lado da fronteira e a Chery Automobile, o terceiro maior fabricante chinês (2.806.393 carros vendidos no ano passado), regressou à atividade em 2024 e, em 2026, em Portugal, com o Grupo MCoutinho como parceiro, inicia o projeto de expansão internacional.

A Ebro apresenta-se como uma espanhola com parceria tecnológica chinesa, tem a base em Barcelona – comprou fábrica à Nissan, na Zona Franca, unidade que os japoneses abandonaram na “ressaca” da pandemia de COVID-19 e que chegou a produzir cerca de 200.000 automóveis/ano, comprometendo-se com 100 milhões de euros apenas na primeira fase do processo de modernização das instalações – e, em 2025, em Espanha, registou 12.460 carros, garantindo, assim, uma quota de mercado de 1,9%. A empresa, nesta caminhada, já criou 1600 postos de trabalho, número que aumenta para 3000, se somarmos os empregos indiretos aos diretos. A marca antecipa aumento na produção de 120 para 500 carros/dia, para cerca de 50.000 unidades em 2026, e ambiciona dispor de capacidade para propor mais de 100.000/ano a partir de 2028/2029.
“Portugal, na Europa, é uma referência na eletrificação do automóvel. Conta com um dos ecossistemas mais avançados da região, o que combina com a ambição e a visão da Ebro. Partilhamos, por exemplo, o objetivo da mobilidade sustentável e cada vez menos dependente dos combustíveis fósseis”, diz Rafael Ruiz, diretor da marca espanhola. Em Portugal, com Ricardo Ramos como diretor-geral da divisão nova do Grupo MCoutinho, plano para 20 concessionários operacionais até ao fim de 2027 (10 este ano). “Existia a história com mais de 70 anos, mas não tínhamos futuro. Ganhámo-lo com a Chery, que tem a tecnologia de que necessitamos para sermos bem-sucedidos nesta operação”, explica o mesmo responsável.
Ebro e MCoutinho, para Portugal, anunciam o objetivo de conseguirem uma quota de mercado de 1,2% no fim de 2028, depois da construção tanto da marca, como da rede em 2026 e 2027 – na prática, e considerando-se os ligeiros de passageiros registados no nosso País em 2025 (225.039), a ambição é de 700 automóveis/ano. Para o arranque da operação, quatro Sport Utility Vehicles (SUV): s400, s700, s800 e s900.

Gama: s400, s700, s800 e s900
Os quatro automóveis assentam em plataformas da Chery (T1X nos três primeiros e T2X no topo de gama) que admitem o recurso a diversos tipos de motorizações – térmicas (gasolina), híbridas (HEV) e híbridas Plug-In (PHEV) no início da atividade, primeiro elétrico no fim do ano ou no início de 2027, igualmente com o formato de SUV, mas dimensões ainda mais compactas (segmento B).
No s400 com 4,320 m de comprimento e 2,610 m entre eixos (capacidade da mala: 430 a 1155 litros), sistema híbrido autorrecarregável (HEV) que combina mecânica a gasolina (1.5 TGDI com 95 cv) a dois motores elétricos, caixa de 1 velocidade e bateria com 1,83 kWh de capacidade. A potência máxima combinada é de 211 cv e anuncia-se um consumo médio de 5,3 l/100 km. Preços: a partir de 29.240 €

No s700 com 4,553 m de comprimento e 2,670 m entre eixos (capacidade da mala: 500 a 1305 litros), três motorizações: 1.6 TGDI (147 cv), 1.5 HEV (224 cv) e 1.5 PHEV (279 cv). Preços: respetivamente, a partir de 33.740 €, 36.240 € e 42.240 €. Na versão de topo, com bateria que tem 18,3 kWh de capacidade, até 1200 km de autonomia, incluindo 90 de forma totalmente elétrica.
No s800 com 4,725 m de comprimento, 2,720 m entre eixos e sete lugares (capacidade da mala: 117, 889 ou 1930 litros), motor 1.6 TGDI com 147 cv e sistema 1.5 PHEV com 279 cv, por 42.240 € e 47.240 €, respetivamente. Finalmente, no topo de gama da marca espanhola, o s900 PHEV 4x4 (56.740 €), que mede 4,810 m de comprimento e 2,800 m entre eixos, e tem, também, sete lugares, motorização híbrida Plug-In com 428 cv (combina um 1.5 TGDI e três máquinas elétricas, duas no eixo dianteiro, uma no traseiro).

A bateria com 34,46 kWh de capacidade, admite carregamento rápido (potência máxima de 71 kW, o que permite recuperar a energia armazenada de 30% para 80% em 0h25) e permite até 140 km de condução em modo totalmente elétrico (177 km em cidade), razão por detrás do anúncio de 1,68 l/100 km de consumo médio e 39,72 g/km de emissões de CO2.
Todos os automóveis da Ebro dispõem de equipamento abundante, sobretudo em itens de conectividade, conforto e segurança ativa (ADAS) e passiva, e apresentam garantias de sete anos/150.000 km – nos HEV e nos PHEV, sistemas híbridos com proteções por oito anos/160.000 km. Os primeiros concessionários encontram-se em Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Porto e Viseu.















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