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Fórmula E Félix da Costa ganha em Madrid

Atualizado: há 15 horas

António Félix da Costa, no I-Type 7 da Jaguar TCS Racing, ganhou a primeira edição do ePrix de Madrid, Espanha, ronda seis da Época 12 do Mundial de Fórmula E. É a 14.ª vitória do português na disciplina, a segunda consecutiva (torna-se, assim, no segundo piloto mais bem-sucedido na história da categoria, atrás de Mitch Evans, o companheiro de equipa, que tem 15 triunfos e acabou esta corrida em segundo).



Em Jarama, num circuito que não recebia Campeonato do Mundo com a chancela da Federação Internacional do Automóvel desde a primeira posição do canadiano Gilles Villeneuve, num Ferrari, na sétima corrida de 1981 na Fórmula 1, porventura a razão por detrás da bilheteira esgotada, mesmo com a ampliação temporária da lotação, com a construção de bancadas não permanentes, Félix da Costa realizou corrida notável, depois de qualificação ótima (pela quinta vez esta temporada, em seis ePrix, apurou-se da fase de grupos para a duelos e, pela terceira, apresentou-se nas meias-finais, terminando a sessão na terceira posição).


 

O português, na primeira parte de corrida que teve 23 voltas ao circuito com 3,934 km e 14 curvas, e que não registou quaisquer incidentes que obrigassem à entrada em ação do Safety Car conduzido pelo compatriota Bruno Correia, nem à ativação do Safety Car Virtual, manteve-se sempre entre os homens da frente, privilegiando o controlo da energia na bateria no monolugar elétrico – neste período, três pilotos passaram pelo comando, Nick Cassidy (Citroën), Felipe Drugovich (Andretti) e Pepe Martí (Cupra KIRO).



Sempre no sítio certo à hora certa 

Na segunda, que teve início no final da volta 11, Félix da Costa foi o primeiro piloto a parar nas boxes para cumprir os 30 s de carregamento obrigatório da bateria (Pit Boost), decisão estratégica determinante para o resultado em Madrid, pois deixou-o em vantagem no confronto com a concorrência. Cumpridas todas as operações e ainda com o Attack Mode de 6 minutos por ativar – aumento na potência de 300 kW para 350 kW e quatro rodas motrizes em vez de tração traseira… –, o português encontrava-se na primeira posição do ePrix, que perderia momentaneamente para Maximilian Günther, na volta 16. Na 17, regresso ao comando, Modo de Ataque em ação e vitória (quase) na mão.



Até à bandeira de xadrez, Félix da Costa manteve-se pressionado por Mitch Evans, o parceiro de equipa, que tinha arrancado para a corrida da 16.ª posição da grelha de partida, Dan Tickum, da Cupra KIRO, e Pascal Wehrlein, da Porsche. Porém, em Madrid, numa corrida em que teve muito apoio do que habitual, devido à presença massiva de amigos e familiares, António, pilotando sem quaisquer erros, venceu o ePrix mais excitante do ano (até ao momento…) – como demonstram as diferenças no final da corrida, com os primeiros quatro classificados em 0,985 s! – e, assim, somou 25 pontos que o projetaram de sétimo para quarto no Mundial.



“Ganhar em Madrid, quase em ‘casa’, e à frente de muitos portugueses, da família e dos amigos, é uma sensação incrível. Não foi fácil, com a chuva na qualificação, o que obrigou a trabalho tanto estratégico como técnico, mas o dia foi perfeito. É a segunda vitória consecutiva, sim, mas gosto de pensar apenas corrida a corrida. O objetivo é ganhar mais algumas até ao fim da temporada e vencer o campeonato”, disse-nos António Félix da Costa, após o 150.º ePrix em 12 épocas na Fórmula E, e depois de receber o troféu das mãos de Felipe VI, Rei de Espanha.



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