Grupo VW despede 50.000 até 2030
- José Caetano

- há 3 horas
- 2 min de leitura
A Volkswagen, na sequência do anúncio dos resultados operacionais de 2025 e do lucro operacional de 8,9 mil milhões de euros, o que representa menos de metade do de 2024, devido aos impactos negativos das taxas alfandegárias adotadas pela Administração Trump, nos EUA, à estagnação das vendas na Europa e, também, à perda importante de quota no maior mercado mundial, a China – somam-se todos os problemas na Porsche… – , confirmou plano para eliminar 50.000 empregos até 2030, o que supera os 35.000 comunicados anteriormente. A maioria registar-se-á na Alemanha e, de acordo com diversas fontes, não são antecipadas reduções de funcionários na Autoeuropa de Palmela, unidade que emprega, atualmente, quase 5000 trabalhadores.

Oliver Blume, 57 anos, administrador-delegado do Grupo Volkswagen, função que desempenhará até 31 de dezembro de 2023, não existindo mudanças no contrato, comunicou a decisão na carta enviada aos acionistas do maior fabricante europeu de automóveis. A medida não abrange apenas a marca principal do consórcio, que tem cerca de 72.000 trabalhadores no país (e 134.000 no mundo), o que apresenta a dimensão de empreitada necessária para aumentar a eficiência da companhia e prepará-la para produzir só carros com motores elétricos. A empresa tem 290.000 funcionários na Alemanha e 660.000 globalmente.
No mesmo documento, Blume comunicou aos acionistas que existem mais cortes programados para os próximos quatro anos, sobretudo na Audi e na Porsche, e na divisão que trabalha o desenvolvimento de “software”, a Cariad, que tem cerca de 5500 funcionários (engenheiros informáticos, maioritariamente). O consórcio tem de reduzir muitos custos para poder competir com a concorrência chinesa, que é cada vez forte e não pára de ganhar quota de mercado na Europa. Já na China, em 2024, a marca perdeu a primeira posição para a BYD e, no ano passado, baixou de segunda para terceira, superando-a, também, a Geely.
Na Porsche, a dimensão da empreitada é ainda maior, depois de os lucros (quase) desaparecerem no ano passado, para apenas 90 milhões de euros (menos 98% do que em 2024)! Antecipa-se, assim, o recurso a programa de recuperação que exige pacote ambicioso (e “doloroso”) de medidas de reestruturação.










Comentários