Megane E-Tech elétrico renovado vai mais longe
- Pedro Junceiro

- há 19 horas
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A Renault, em 2022, apresentou o Megane E-Tech elétrico como o primeiro automóvel da nova geração de carros sem mecânicas de combustão interna. Desde então, registou-se aumento significativo da concorrência, o que impõe reação da marca francesa para continuar a dispor de proposta atrativa numa categoria cada vez mais concorrida. Esta intervenção modernizou a imagem (exterior e interior) e, sobretudo, o pacote tecnológico, nomeadamente com a adoção de nova bateria LFP com 67 kWh de capacidade que permite reivindicar progresso na autonomia para até 500 km (WLTP).

O primeiro aspeto de destaque é o desenho, cuja renovação reforça o carácter dinâmico, principalmente quando observamos o automóvel de frente, já que todos os componentes são novos, à exceção dos faróis. A secção do para-choques, na cor da carroçaria, é mais proeminente e as entradas de ar laterais foram substituídas por nova assinatura luminosa com oito componentes, em forma de diamante. A grelha fechada tem acabamento em preto brilhante e padrão em forma de losango, e o logótipo da Renault foi reposicionado no “capot”.
A traseira mantém os farolins posicionados à largura do automóvel, mas ganham elementos 3D. O para-choques foi redesenhado e ganhou aparência mais desportiva. Mantêm-se as jantes de 19’’ ou 20’’, as proteções inferiores da carroçaria e guarda-lamas, e os puxadores das portas embutidos, elemento que contribui para a otimização da aerodinâmica, item com impacto direto na autonomia dos elétricos.

A altura ao solo aumenta 20 mm, mudança que a marca do losango justifica com a adoção de bateria LFP de maiores dimensões. Para o novo Megane E-Tech elétrico, sete cores exteriores, incluindo um inédito azul “Satin Blue”, e configurações opcionais de dois tons (teto preto ou cinza “shiste”).
Versões Techno e Esprit Alpine
A Renault também reestruturou a gama para simplificar a oferta. Existem apenas dois níveis de equipamento, o Techno e o Esprit Alpine, que também influenciam a apresentação exterior e interior do automóvel. No primeiro, revestimento TEP no painel de bordo, por exemplo. No segundo, bancos dianteiros com função de massagem e sistema de som Harman Kardon.

No Megane E-Tech elétrico, motor síncrono com 220 cv e 300 Nm, bateria LFP (fosfato de ferro-lítio) com construção do tipo “cell-to-pack” (C2P) e 232 células arrumadas de forma muito compacta (Pouch 2 Cell). Esta atualização também melhora a potência de recarga em corrente contínua, que aumenta para 165 kW (mais 35 kW), o que permite aumentar a energia armazenada no acumulador de 15% para 80% em cerca de 24 minutos. O recurso a bomba de calor e a sistema de pré-condicionamento também beneficiam o desempenho.
O Megane E-Tech elétrico também passa a dispor de carregador bidirecional de 11 kW ou 22 kW (opcional), o que permite a alimentação de equipamentos externos com a energia da bateria. A base do automóvel mantém-se, mas o nome oficial da plataforma mudou de AmpR Medium para RG medium 1.0. A marca também otimizou o chassis para melhorar a dinâmica da condução e o sistema Multi-Sense conta com novo modo de condução Smart (substitui o Perso) que “considera” o comportamento do condutor para selecionar, automaticamente, o programa mais correto a cada momento (Eco, Confort ou Sport). O Renault tem patilhas no volante para seleção do nível de intensidade da travagem regenerativa e também ganha uma função One-Pedal.
Para o Megane E-Tech elétrico com estreia no mercado prevista para o início do outono, a Renault também anuncia 0-100 km/h em 7,6 segundos e velocidade máxima de 160 km/h.






















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