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Mercedes-Benz Classe C “perde” carrinha

A próxima geração do Mercedes-Benz Classe C, a sexta desde o W202 de 1993, poderá marcar uma rutura histórica na gama do “best-seller” da marca alemã, ao prescindir da habitual carrinha, que esteve sempre no catálogo do automóvel.



O Classe C novo foi apresentado recentemente, numa variante 100% elétrica que tem chegada ao mercado europeu prevista para a segunda metade do ano. No entanto, esta fase poderá também assinalar o fim da carrinha, refletindo a evolução da procura global, que passou a privilegiar os Sport Utility Vehicles (SUV), incluindo na Europa.

 

A possibilidade foi admitida por Robert Lesnik, responsável de “design” exterior da Mercedes-Benz, que reconhece a diminuição da procura deste tipo de carroçaria. Apesar de continuar a ser apreciada por entusiastas, a realidade comercial tem vindo a afastar os construtores deste formato.



Em declarações à britânica Autocar, Lesnik destacou as diferenças regionais na aceitação das carrinhas: nos EUA, experiências como a variante “shooting brake” do CLS tiveram fraca adesão; na China, o conceito continua a ter expressão reduzida; e na Europa, embora exista tradição, os preços elevados limitam os volumes de vendas, mesmo em automóveis de referência como o Classe E.

 

Ainda assim, a decisão não está definitivamente fechada. O responsável admite que o futuro da carroçaria dependerá da viabilidade comercial, sublinhando que, embora as “station wagons” continuem a ter méritos, o mercado tem evoluído noutra direção. Nesse contexto, os SUV continuam a consolidar a sua posição dominante. O GLC elétrico, que partilha a base técnica com o Classe C novo, deverá, assim, assumir o papel de alternativa mais versátil dentro da gama, respondendo às preferências atuais dos consumidores.

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