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Mónaco 1: vitória de Nyck de Vries (Mahindra)

Nyck de Vries, da Mahindra Racing, ganhou a ronda nove e a primeira corrida no programa do fim de semana do Mundial de Fórmula E no Principado do Mónaco. Para o piloto neerlandês de 31 anos, é a quarta vitória nesta disciplina, mas só a primeira desde Berlim-2022, quando ainda representava a equipa Mercedes-EQ (primeira também na era Gen3 iniciada no arranque da temporada de 2022-23, a nova do campeonato de monolugares elétricos)). Para a equipa indiana baseada em Inglaterra, o sexto triundo na categoria e o primeiro desde Londres-2021 (Alex Lynn).


Fotos: FIA Formula E / LAT Images
Fotos: FIA Formula E / LAT Images

Nyck de Vries, no entanto, não ganhou no Circuito do Mónaco pela primeira vez. O neerlandês, no currículo desportivo, extensíssimo, por também competir no WEC (Mundial de Resistência), campeonato em que representa a Toyota, já apresentava duas vitórias na pista nas ruas de Monte Carlo, ambas na Fórmula 2, a primeira em 2017, a segunda em 2019, o ano da conquista do título da categoria que precede a Fórmula 1 (estreou-se na categoria de topo do desporto automóvel em 2022, com a Williams, conseguindo uma nova posição na primeira corrida e, em 2023, fez 10 grandes prémios com a AlphaTauri, mas a equipa na “órbita” da Red Bull acabaria por substitui-lo pelo australiano Daniel Ricciardo, por falta de resultados…).



“É um momento emotivo, uma vitória muito importante. Devo-a à equipa por tudo o que trabalha. É a minha terceira temporada com a Mahindra. Os progressos são excecionais de corrida para corrida, mas faltava-nos este resultado, uma vitória. E, felizmente, conseguia-a! Hoje, fomos perfeitos no planeamento e na execução da estratégia, exclamou Nyck de Vries, que assumiu o comando da corrida durante a volta 20, quando tinha o Attack Mode ativado (350 kW em vez de 300 kW, e tração integral em vez de tração traseira), por isso conseguindo ultrapassar, facilmente, o português António Félix da Costa, que liderava desde a 17 e foi capaz de manter a posição depois de parar nas boxes para o carregamento obrigatória da bateria (Pit Boost) do Jaguar I-Type 7.



Félix da Costa no muro, Ticktum penalizado 

Nyck de Vries dominou a ponta final movimentadíssima da corrida no Mónaco. O neerlandês, sempre de olho na gestão da energia na bateria e nos adversários que o perseguiam (Mith Evans, da Jaguar, Dan Tictum, da Cupra KIRO, que arrancou da “pole”, e Félix da Costa), nunca esteve sob ataque e beneficiou, ainda, da ativação do Safety Car Virtual após o incidente que envolveu Ticktum e Félix da Costa.



A três voltas da bandeira de xadrez, na travagem forte para a curva 10, na reta após a saída do túnel, o português procurou ganhar a terceira posição ao britânico, mas Ticktum bloqueou-o e Félix da Costa, sem espaço e tempo de reação, colidiu com o muro, perdeu a roda traseira esquerda do monolugar e abandonou. De imediato, iniciou-se processo de investigação ao acidente, que originou uma penalização de “drive through” (passagem pela via das boxes) transformada em 33 s, o que valeu a perda da terceira posição ao piloto britânico da Cupra KIRO, que seria apenas 12.º – ganhou-a o companheiro de equipa Pepe Martí, espanhol que garantiu o primeiro pódio na Fórmula E).



No Mónaco, na segunda posição, Mitch Evans, da Jaguar TSC Racing, neozelandês que assumiu o comando do campeonato de pilotos, com a 18.ª posição de Pascal Wehrlein. O alemão da Porsche, devido a um furo originado por toque do parceiro de equipa Nico Müller, atrasou-se na corrida ainda antes das paragens para os Pit Boost. E, assim, também houve mudança na frente na classificação do Mundial de Equipas, com a britânica à frente da alemã

 

Amanhã, segunda corrida do fim de semana, com 28 voltas a partir das 14h05 em Portugal Continental (dois Attack Mode em vez de só um, por não existir Pit Boost), após qualificação durante a manhã.



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