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Nissan Leaf 75 kWh

O Nissan Leaf, o primeiro automóvel elétrico fabricado massivamente, comemora os 15 anos de pioneirismo com esta terceira geração. Tem formato que combina mais com as preferências dos condutores europeus e dois motores (130 kW e 160 kW) e duas baterias (52 kWh e 75kWh). Primeiras impressões do topo de gama.



A Nissan, interpretando bem as mudanças na “linha do horizonte”, antecipou-se à concorrência na corrida à eletrificação do automóvel, posicionando-se à frente do pelotão em 2010, com a primeira geração do Leaf, carro que está a comemorar 15 anos de carreira e mais de 290.000 unidades vendidas apenas na Europa. A marca nipónica também é pioneira no anúncio de uma terceira geração de um automóvel elétrico, que apresenta com dois motores, com 130 kW (177 cv)/345 Nm e 160 kW (218 cv)/355 Nm. A versão menos potente tem bateria com 52 kWh de capacidade, o que permite anunciar até 445 km de autonomia. Já na mais, bateria com 77 kWh de capacidade e até 622 km de condução entre recargas.

 

O Leaf à venda na Europa é fabricado em Sunderland, no Reino Unido, e dispõe de baterias da AESC Enviosion, entidade que opera no ecossistema para produção de carros elétricos criado pela Nissan em Inglaterra. E, brevemente, a marca contará com um quarto membro da gama de produtos sem motores térmicos, com o Juke ao lado de Micra, Leaf e Aryia. E, assim, segundo a marca, assegura-se a cobertura de 70% do mercado. Obviamente, por integrar Aliança com a Renault, o construtor nipónico dispôs de mais e melhores ferramentas para desenvolver a geração nova de carro que acumula já mais de 700.000 vendas em todo o mundo.



Uma identidade nova diferenciada e diferenciadora

O Leaf novo, comparado com o antecessor, não é diferente somente no desenho e no formato – “crossover” em vez de berlina compacta, o que permite aproximação aos Sport Utility Vehicles (SUV) dominantes nas vendas tanto na Europa, como no segmento dos compactos. Uma mudança importante, considerando o número de concorrentes no mercado, que aumentou exponencialmente desde 2010. Existem mais marcas e modelos, mas o número de consumidores não é maior, o que exige capacidade de adaptação aos construtores, de forma a manterem-se nos radares. Neste ponto, a Nissan protegeu-se bem, produzindo carro que atrai olhares. E isto torna-o (mais) relevante.



A plataforma do Leaf é a AmpR Medium (chamava-se CMF-EV), arquitetura técnica para carros elétricos que a Nissan utiliza no Aryia e é, também, a base dos Renault Megane E-Tech Electric e Scenic E-Tech Electric (comparada com a antecessora, a estrutura nova permite aumento de 66% na rigidez, o que beneficia a dinâmica e o conforto). Os motores são os mesmos dos dois concorrentes francesas. Adotando este ponto de partida, a equipa que trabalhou no projeto foi capaz de criar modelo com identidade diferenciada e diferenciadora. A pintura em duas cores, devido ao tejadilho preto contrastante, torna-o mais atrativo. O Cx de 0.25 confirma o “peso” atribuído à otimização da aerodinâmica no desenvolvimento deste programa, pois trata-se de item que impacta, diretamente, o consumo de energia e a autonomia – e, nestes automóveis, quanto mais quilómetros entre recargas da bateria, melhor. Também por isso, o compacto apresenta-se com “air curtains”, jantes carenadas, persianas móveis na grelha e fundo plano.



Somam-se apontamentos como os farolins com dois (Ni, em japonês) segmentos horizontais sobrepostos, seguidos de três (San) elementos arrumados na vertical. A Nissan, no desporto automóvel, tenta sempre competir com o 23, a exemplo do que sucede na Fórmula E – é o número de Oliver Rowland, o britânico campeão de pilotos na Época 11!


Uma revolução no exterior, uma revolução no interior

A mudança de plataforma originou a mudança da barra de torção no eixo posterior para uma arquitetura do tipo multibraços. Motor, inversor e redutor apresentam-se integrados num elemento, o que tem vantagens em matéria de espaço e peso, e o sistema climatização transitou do habitáculo para o compartimento sob o “capot”. A tração é dianteira, independentemente da versão. E, surpreenda-se com o facto, este Leaf é mais compacto do que o anterior, o que contraria todas as tendências, medindo menos em comprimento e entre eixos. Paradoxalmente, no habitáculo, o espaço aumentou – outra vantagem do recurso à uma base nova! A bagageira tem 437 litros com os encostos traseiros na vertical (rebatendo-os, 1052 litros) e conta com compartimentos adicionais lateralmente, à esquerda, ou sob a plataforma de carga (o primeiro destina-se à arrumação dos cabos para alimentação da bateria).



No interior, que revolução. A apresentação do painel de bordo muda muito. O ecrã da instrumentação e o monitor do sistema multimédia têm 14,3’’. E a climatização tem comandos táteis e ainda existem botões físicos para ativar algumas funções e até controlo rotativo para aumentar e diminuir o volume do som. O volante integra patilhas para a seleção de três intensidades da regeneração de energia durante as desacelerações e travagens. E, a meio da consola, encontram-se os seletores dos modos de condução e da função One Pedal que imobiliza o Nissan, retirando-se o pé do acelerador.



Desempenho dinâmico muito competente

Num primeiro contacto dinâmico, na zona de Copenhaga, Dinamarca, registámos apenas impressões positivas. A direção tem assistência e precisão suficientes, os sistemas de regeneração e travagem atuam corretamente e o chassis nunca sente problemas para “absorver” bem o débito de potência e binário do motor elétrico, o que significa capacidade e qualidade. E também gostámos muito do desempenho da suspensão, devido à forma como amortecimento elimina as irregularidades do piso e controla os movimentos da carroçaria as transferências de massa (curvas e mudanças repentinas de direção), combinação de características que beneficia o comportamento, por torná-lo mais ágil, previsível e seguro, e conforto.

 

O Leaf não é automóvel leve (quase duas toneladas), mas os 218 cv movimentam-no com facilidade, como demonstram os 7,6 s anunciados para o arranque de 0 a 100 km/h. A velocidade máxima, para proteção da autonomia, está limitada a 160 km/h. No arranque da comercialização, Nissan proposto apenas com a bateria de maior capacidade (77 kWh). A porta CHAdeMO foi substituída por uma CCS para o carregamento rápido com potências até 150 kW – encontrando-as, em 0h30, mais 420 km de condução. A segunda versão do compacto elétrico da Nissan surgirá no mercado europeu apenas numa segunda fase do programa de lançamento.



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