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Norris na pole em São Paulo

há 2 horas
4 min de leitura

Lando Norris, da McLaren-Mercedes, garantiu a primeira posição na grelha de partida para a sexta edição do Grande Prémio de São Paulo, ronda 20 do Mundial de 2026, naquela que é a 43.ª passagem da Fórmula 1 pelo Autódromo José Carlos Pace. O piloto britânico percorreu os 4,390 km do circuito brasileiro com 15 curvas em 1.27,470 m, superiorizando-se ao compatriota George Russell, da Mercedes, por 0,204 s.


Fotos: McLaren Racing Media, Mercedes-AMG F1 Team e Red Bull Content Pool
Fotos: McLaren Racing Media, Mercedes-AMG F1 Team e Red Bull Content Pool

Numa qualificação marcada pela chuva – o programa arrancou, mas parou quase de imediato e esteve interrompido durante mais de 1h20!... –, o piloto da McLaren-Mercedes conquistou a 20.ª pole position da carreira na categoria mais importante do desporto automóvel, a terceira no campeonato de 2026 e a terceira consecutiva em Interlagos! Não menos significativo, a grelha de partida será muito diferente dos resultados registados nesta sessão, devido às alterações na classificação determinadas pelas penalizações aplicadas a cinco pilotos, todas por mudanças de componentes nos monolugares.



Entre os penalizados, os quatro pilotos na luta pela segunda posição num Mundial de Pilotos conquistado precocemente por Kimi Antonelli, da Mercedes – o italiano comemorou o primeiro título da carreira na ronda anterior do campeonato, na Cidade do México: Max Verstappen, da Red Bull-RBPT-Ford, Lewis Hamilton e Charles Leclerc, da Ferrari, e George Russell, da Mercedes – o primeiro soma 261 pontos, o segundo 259, o terceiro 245 e o quarto 250!


E, assim, este domingo, na corrida de 71 voltas com início marcado para as 14h00 locais, 17h00 em Lisboa, primeira linha da grelha de partida com os campões de 2025 e 2026. Imediatamente atrás, Liam Lawson, da Racing Bulls-RBPT Ford, e Nico Hülkenberg, da Audi, os autores do quinto e do sexto tempos da qualificação, respetivamente.



Entre as equipas mais penalizadas pela “chuva” de penalizações, a Ferrari. Leclerc baixa de quarto para 14.º, perdendo 10 posições pela mudança do motor de combustão interna integrada na unidade de potência do SF-26 #16 da Scuderia, enquanto o companheiro de equipa, Hamilton, piloto que cumpre o 400.º grande prémio da carreira, foi penalizado com a perda de 65 posições (!) e “despromovido” de 11.º para 20.º – houve pilotos que receberam penalizações ainda maiores! –, também na sequência de mudanças na unidade de potência do monolugar.


Verstappen também tem pela frente uma corrida de recuperação. O neerlandês decidiu mesmo participar apenas no primeiro segmento da qualificação, com o objetivo de poupar pneus para o grande prémio, que também poderá realizar-se sob condições climatéricas adversas – chuva e temperaturas mais baixas do que habitual em São Paulo, Brasil, nesta época do ano.



Durante a qualificação deste sábado, duas bandeiras vermelhas que obrigaram à paragem temporária da sessão: a primeira registou-se na Q1, após despiste do brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi; a segunda na Q2, devido a acidente do compatriota Rafa Câmara, da Haas-Ferrari, piloto que compete em estreia na Fórmula 1, em substituição do francês Esteban Ocon, que abandonou a escuderia norte-americana na véspera do Grande Prémio da Cidade do México – nesta corrida, substituiu-o Ryo Hirakawa, japonês que luta este domingo pelo título do WEC, com a Toyota, nas 6 Horas de Monza.



“Preciso da chuva”, diz Lando

“Não foi fácil. Sabia-se que a intensidade da chuva iria aumentar e era importante completar duas voltas rápidas logo no início da Q3 e evitar quaisquer erros. Fomos bem-sucedidos, felizmente”, disse o piloto britânico. “Senti confiança no carro, o que é sempre um bom ponto de partida, principalmente com este tipo de condições”.


Norris, após a qualificação, manifestou-se esperançando na possibilidade de as condições climatéricas serem iguais durante a corrida… “Para ganharmos aqui, precisamos de chuva! Se o piso estiver seco, não temos a velocidade dos nossos adversários. Existindo água, penso que posso compensar essa desvantagem e fazer mais a diferença. Tenho o Kimi atrás de mim e, por isso, espero um desafio complicado”, concluiu o britânico.



Lando Norris, no entanto, tem de preocupar-se com mais adversários. Em 2024, numa das recuperações mais notáveis da história da Fórmula 1, Max Verstappen ganhou em São Paulo depois de iniciar a corrida da 17.ª posição da grelha de partida!


Mercedes campeã se…

Em São Paulo, a Mercedes pode conquistar o nono título de construtores, o primeiro desde 2021 – Red Bull campeã em 2022 e 2023, McLaren primeira em 2024 e 2025 –, igualando a Williams na terceira posição do “ranking” das equipas mais bem-sucedidas da história do Mundial, atrás da McLaren (10) e da Ferrari (16), se somar mais três pontos do que a Scuderia – os alemães têm 630 e os italianos 504, o que significa uma diferença de 126; depois do Brasil, e mantendo-se o calendário planeado (Las Vegas, Catar e Abu Dhabi), máximo de 129 para ganhar. Mesmo que a Scuderia os ganhasse todos, o critério de desempate beneficia a rival (12 vitórias contra duas!...).



Por fim, em São Paulo, a Fórmula 1 anunciou a renovação, por mais cinco anos, do contrato com os organizadores da corrida brasileira. Este acordo garante a permanência de Interlagos no calendário do Mundial até 2035. O acordo prolonga a ligação da categoria a pista histórica que recebeu o campeonato pela primeira vez em 1973.



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