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Fuoco (Ferrari) na pole da final do WEC

há 8 horas
5 min de leitura

Piloto italiano conquista a quinta pole position da carreira no Mundial de Resistência (WEC) – e a 11.ª do Ferrari 499P –, realizando a volta mais rápida da sessão de qualificação para as 6 Horas de Monza, a corrida final da temporada de 2026. Título de pilotos decide-se entre as duas “tripulações” da Toyota. Em LMGT3, categoria que ainda não tem campeões, francês Hadrien David garante primeira posição na grelha de partida ao Lexus RC F GT3 #78 da Akkodis ASP Team.



Antonio Fuoco, numa sessão de qualificação disputada com a pista quase seca, mas ainda com algumas zonas húmidas (e, por isso, muito traiçoeiras!), depois de três treinos livres condicionados pela chuva, conquistou a pole position para as 6 Horas de Monza, oitava e última corrida do WEC-2026, com 1.33,364 m nos 5,753 km do Templo da Velocidade. O italiano, ao volante do Ferrari 499P #50, superou o francês Mathieu Jaminet, no Genesis GMR-001 #19, por apenas 0,996 s, garantindo à marca do “cavallino rampante” a primeira posição na grelha de partida para a corrida desde domingo (11h00 locais, 10h00 em Lisboa).


Fuoco, de 30 anos, foi o mais rápido nas duas fases da qualificação, apesar de a Ferrari não ter realizado qualquer sessão de treinos em piso seco durante todo o programa em Monza. O italiano, que partilha o 499P com o espanhol Miguel Molina e o dinamarquês Nicklas Nielsen, conquistou a quinta pole da carreira no WEC, mas apenas a primeira desde as 6 Horas de Spa-Francorchamps realizadas em maio de 2025.



“Correr em Itália é sempre especial e conseguir a pole em Monza, sendo italiano e piloto da Ferrari, torna tudo mais muito emotido”, afirmou Fuoco, que destacou as dificuldades provocadas pela meteorologia. “Todos os treinos decorreram com chuva e não tivemos oportunidade de rodar em piso seco. Gosto destas condições, em que temos de arriscar e tentar juntar tudo numa volta. Felizmente, conseguimos fazê-lo”, disse.


O italiano agradeceu ainda o trabalho da equipa e antecipou o apoio dos adeptos na corrida. “Sabemos que será uma corrida longa, por isso temos de manter a calma e continuar a dar o nosso melhor”.


Fotos: FIA WEC / DPPI
Fotos: FIA WEC / DPPI

Atrás do Ferrari e do Genesis, o neozelandês Earl Bamber colocou o Cadillac V-Series.R #38 na terceira posição, a 0,177 segundos de Fuoco, enquanto o italiano Antonio Giovinazzi garantiu o quarto tempo com o segundo 499P oficial, o #51, que partilha com o compatriota Alessandro Pier Guidi e o britânico James Calado. O francês Théo Pourchaire completou o “top-5” com o Peugeot 9X8 #94.


A Toyota, que já garantiu o título de construtores, foi uma das grandes derrotadas da qualificação. Nenhum dos dois TR010 Hybrid conseguiu o apuramento para a Hyperpole que reúne os 10 mais rápidos da qualificação, atribui a pole e arruma as primeiras cinco linhas da grelha de partida, com Ryō Hirakawa, no #8, a terminar em 15.º e Kamui Kobayashi, no #7, em 16.º. Este domingo, as tripulações dos dois hipercarros japoneses lutam pela vitória no campeonato de pilotos…



Ferrari: 11 poles desde o regresso

A pole position de Monza é a 11.ª conquistada pelo 499P desde a estreia da Ferrari na categoria Hypercar, em março de 2023, e a quarta consecutiva da marca italiana em provas do WEC realizadas em Itália, depois das três que obteve em Imola de forma consecutiva, entre 2024 e 2026.


Fuoco é responsável por cinco dessas 11 poles. A primeira foi conquistada nas 1000 Milhas de Sebring, a 16 de março de 2023, precisamente na estreia do 499P em competição. Nessa ocasião, o italiano colocou a Ferrari no primeiro lugar da grelha, assinalando o regresso da marca à principal categoria das corridas de resistência, depois de uma ausência de 50 anos.


Ainda em 2023, Fuoco conquistou a pole nas 24 Horas de Le Mans, na edição do centenário da maratona francesa, a corrida mais importante e mediática do WEC, repetindo o resultado nas 6 Horas de Imola de 2024 e nas 6 Horas de Spa-Francorchamps de 2025.



O programa Hypercar da Ferrari foi anunciado em 2021 e materializou-se com a apresentação do 499P em outubro de 2022. A designação recuperou a tradição dos protótipos da marca de Maranello, Itália, identificados pela letra P, enquanto os números 50 e 51 dos hipercarros assinalaram os 50 anos decorridos desde a última participação do fabricante na categoria de topo da resistência automóvel.


O regresso ficou marcado pela vitória absoluta nas 24 Horas de Le Mans de 2023, a primeira da Ferrari desde 1965, com Alessandro Pier Guidi, James Calado e Antonio Giovinazzi. A marca voltou a vencer em 2024, desta vez com Antonio Fuoco, Miguel Molina e Nicklas Nielsen, e repetiu o triunfo em 2025 com o 499P #83 da equipa AF Corse, conduzido por Robert Kubica, Phil Hanson e Yifei Ye.



Em 2025, a Ferrari conquistou também os títulos mundiais de construtores e pilotos, este último com Pier Guidi, Calado e Giovinazzi, encerrando um jejum de 53 anos sem vencer o título de marcas na principal categoria da resistência.


A defesa dos títulos em 2026 foi muito difícil. A Ferrari, este ano, soma apenas uma vitória, conquistada pelo trio Fuoco, Molina e Nielsen em Austin, EUA, em setembro, e apresenta-se em Monza no terceiro lugar do Mundial de Construtores, atrás da Toyota e da BMW. A corrida de domingo representa uma oportunidade para tentar recuperar o segundo lugar no campeonato.



Três títulos ainda por decidir

A Toyota assegurou antecipadamente o oitavo título mundial de construtores no WEC, o quinto em seis temporadas da era Hypercar, graças à dobradinha conquistada pela equipa nas 6 Horas de Barcelona, em outubro.


O título de pilotos, porém, continua por atribuir e será decidido entre os dois hipercarros japoneses. Sébastien Buemi, Brendon Hartley e Ryo Hirakawa, vencedores em Barcelona com o Toyota #8, lideram o campeonato com 114 pontos, mais 17 do que Kamui Kobayashi, Mike Conway e Nyck de Vries, que partilham o #7.


Com a pole já atribuída à Ferrari (1 ponto), Monza vale já só um máximo de 25 pontos… Um lugar no “top-5” garante o título ao trio do Toyota #8, independentemente do resultado dos companheiros de equipa. Para Buemi e Hartley, quinto título à vista (um recorde!), enquanto Hirakawa procura o terceiro, depois dos conquistados em 2022 e 2023. Já Conway e Kobayashi tentam ganhar o terceiro campeonato, enquanto Nyck de Vries procura o primeiro. Esta corrida tem ainda um significado especial para Conway, que se despede do WEC no final da temporada.



A Toyota chega a Monza com um registo invulgar: venceu as últimas oito corridas de encerramento de temporadas do WEC, numa série iniciada em 2017. Nas duas mais recentes, ambas disputadas no Bahrain, triunfou em 2024 com Buemi, Hartley e Hirakawa e em 2025 com Conway, Kobayashi e de Vries.


Na categoria LMGT3, também continuam por decidir os títulos de pilotos e equipas. O Corvette #33 da TF Sport lidera a classificação das equipas com 92 pontos, seguida pelo Porsche #92 da The Bend Manthey, com 74, pelo Corvette #34 da Racing Team Turkey, com 70, e pelo BMW #69 da Team WRT, com 66.


Entre os pilotos, Jonny Edgar, do Corvette #33, lidera com 92 pontos e poderá conquistar o título isoladamente, depois de os seus companheiros de equipa terem falhado algumas corridas ao longo da temporada.



Já a qualificação LMGT3 foi dominada por Hadrien David, que garantiu a pole position com o Lexus RC F GT3 #78 da Akkodis ASP Team, com 1.47,523 m na volta a Monza. O francês superou Jonny Edgar, no Corvette Z06 GT3.R #33, por apenas 0,014 s, conquistando a segunda pole da carreira no WEC (primeira em Spa-Francorchamps, também este ano).


É a última participação do RC F GT3 no WEC, uma vez que a Lexus prepara carro novo para o campeonato de 2027.

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