WEC: Monza atribui três títulos
O Mundial de Resistência (WEC) termina este domingo, com as 6 Horas de Monza, em Itália, corrida que substituiu as 8 Horas do Bahrain, no circuito de Lusail, como oitava ronda do campeonato de 2026, a 14.ª da competição recriada em 2012 pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e o Automobile Club de l’Ouest (ACO) – a sexta nesta era Hypercar! –, devido à situação de instabilidade do Médio Oriente. A Toyota assegurou a vitória entre os construtores na categoria de topo na penúltima prova do ano, em Barcelona, a 18 de outubro, mas continuam por atribuir três títulos: pilotos na categoria de topo e equipas e pilotos em LMGT3.

O Templo da Velocidade, devido à instabilidade no Médio Oriente, a razão por detrás das mudanças de última hora no calendário do campeonato regressa, assim, ao mapa do Mundial que recebeu de 2021 a 2023. Com 5,793 km e 11 curvas, Monza caracteriza-se pelas longas retas realizados a fundo e as fortes desacelerações, exigindo elevada eficiência aerodinâmica, boa capacidade de tração e estabilidade nas travagens. Na última prova da temporada, em ação, 17 máquinas diferentes em duas categorias (17 Hypercar, 18 LMGT3), considerando as duas categorias, num total de 35 carros.
Em Barcelona, a Toyota garantiu o oitavo título de construtores desde a criação do WEC, em 2012. Conseguiu o primeiro em 2014, seguindo-se as vitórias em 2018/2019, 2019/2020, 2021, 2022, 2023, 2024 e 2026. Desde a introdução dos Hypercar, em 2021, marca japonesa campeã em cinco das seis temporadas, perdendo apenas o campeonato de 2025 para a Ferrari.
Entre os construtores, a Toyota soma 212 pontos, contra 154 da BMW, 130 da Ferrari e 118 da Cadillac, três marcas na luta ainda pela segunda posição no final do campeonato. No Mundial de Pilotos, Sébastien Buemi, Brendon Hartley e Ryo Hirakawa, os vencedores das 6 Horas de Barcelona, no TR010 Hybrid #8 da equipa nipónica, apresentam-se em Monza no comando do WEC, com 114 pontos, mais 17 do que os companheiros de equipa Kamui Kobayashi, Mike Conway e Nyck de Vries, que partilham a condução do TR010 Hybrid #7.
Existindo um máximo de 26 pontos por ganhar – 25 pela vitória na corrida e um pela “pole position” —, a tripulação do Toyota #8 encontra-se numa posição muito privilegiada. Terminando entre os cinco primeiros em Monza, título no bolso, independentemente do resultado do Toyota #7. Kobayashi, que acumula as funções de piloto e diretor da equipa, garantiu que não haverá ordens de equipa.
Buemi e Hartley, que cumprem a 50.ª participação conjunta no WEC, procuram o quinto título mundial das carreiras – um recorde! Hirakawa, que se juntou aos dois 2022, poderá alcançar o terceiro, poucos dias depois da estreia na Fórmula 1, com a Haas-Ferrari, no Grande Prémio do México, corrida em que substituiu o “despedido” Esteban Ocon e terminou na 10.ª posição, somando, por isso, o primeiro ponto da carreira na categoria-rainha do desporto automóvel, após “mão cheia” de penalizações! A tripulação do Toyota #8 já foi campeã em 2022 e 2023.

Em Monza, no entanto, o histórico do Toyota #7 é mais favorável. Conway e Kobayashi venceram em 2021 e 2023, arrancando da pole nas duas ocasiões, e foram terceiros classificados em 2022. Para Conway, corrida com significado especial. O britânico, bicampeão mundial, divide carro com Kobayashi pela 75.ª vez e termina a carreira no final da prova, esperando despedir-se do WEC com um terceiro título.
Para a Toyota, em Monza, outra estatística muito favorável: a equipa venceu todas as oito últimas provas de encerramentos de temporadas do WEC, série que iniciou em 2017! Nas duas mais recentes, ambas no Bahrain, ganhou em 2024 com Buemi, Hartley e Hirakawa e, em 2025, venceu com Conway, Kobayashi e de Vries.
A Ferrari, que iniciou a temporada derrotada pela Toyota em Imola, Itália, procura terminar o campeonato com uma vitória perante os adeptos italianos. A marca de Maranello, campeã em 2025, viveu temporada difícil na defesa dos títulos e é apenas terceira classificada entre os construtores, atrás da Toyota e da BMW. O 499P terminou no pódio na estreia em Monza, em 2023, e cinco dos seis pilotos da equipa já conseguiram pódios no circuito italiano, mas nas antigas categorias GT.
A BMW também procura regressar aos pódios depois de sequência de resultados aquém das expectativas, enquanto a Cadillac mantém possibilidades de terminar o campeonato na segunda posição entre os construtores. Outro destaque para o fim de semana é o adeus ao WEC da Alpine. A marca francesa cumpre a 80.ª e última participação no Mundial de Resistência, encerrando um percurso que incluiu uma vitória em Monza, em 2022. Esta será também a 36.ª corrida da equipa na categoria Hypercar.
Corvette e Porsche favoritas em LMGT3
Em LMGT3, Corvette e Porsche na luta pelos títulos. O Z06 GT3.R #33 da primeira, representa pela estrutura britânica TF Sport, chega à última corrida da temporada na liderança do campeonato de equipas, com 92 pontos, contra 74 da formação alemã The Bend Manthey, que utiliza o 911 GT3 R # 92 da segunda.
Na mesma categoria, na classificação de pilotos, uma particularidade: o britânico Jonny Edgar (Corvette) comanda o campeonato 92 pontos, seguido do parceiro de equipa neerlandês Nicky Catsburg, com 88. Os dois partilham o Z06 GT3.R #33, mas Catsburg falhou parte da temporada, tal como o norte-americano Ben Keating, o terceiro elemento da formação na corrida italiana deste domingo, que soma “apenas” 70 pontos.

Os principais adversários são o italiano Riccardo Pera, o austríaco Richard Lietz e o australiano Yasser Shahin, que ocupam a terceira posição, todos com 74 pontos, depois de terem ganho em Barcelona.
Na classificação de equipas, a Racing Team Turkey by TF Sport, com o Corvette #34, ocupa a terceira posição, com 70 pontos, enquanto o BMW M4 GT3 Evo #69 da formação belga Team WRT está na quarta, com 66. Matematicamente, estas duas formações continuam na luta pelo título, embora a marca alemã dependa de uma conjugação muito favorável de resultados para conseguir ganhá-lo…
A Manthey procura o terceiro título consecutivo em LMGT3, categoria introduzida no WEC em 2024, mas a Corvette tem um histórico muito positivo em Monza. No circuito transalpino marca norte-americana propriedade do consórcio General Motors venceu a categoria LMGTE Pro em 2022, beneficiando de uma paragem tardia de um Ferrari. Em 2023, o Corvette #33 sagrou-se campeão em LMGTE Am.

Este domingo, em Monza, dois recordes para a Porsche: 500.ª participação do 911 no WEC, considerando todas as categorias GT utilizadas no WEC desde a criação do campeonato, e 100.ª corrida de Richard Lietz, apenas o segundo piloto a atingir este número no Mundial de Resistência, depois de Sébastien Buemi, suíço da Toyota, ter alcançado a mesma marca em Barcelona.
Domingo, às 10h00 de Lisboa, arranque das 6 Horas de Monza. A qualificação e a Hyperpole estão agendadas para este sábado, a partir das 13h20.






Comentários