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Omoda: dois SUV na estreia

É quase impossível dissociar a chegada a Portugal da chinesa Omoda da sua conterrânea Jaecoo. Porque ambas são, frequentemente, apresentadas em conjunto nas suas próprias comunicações; porque as duas fazem parte do Grupo Chery, o maior exportador de automóveis chinês; porque os respetivos carros, obviamente, partilham diversos componentes e soluções técnicas; e porque chegaram quase em simultâneo ao nosso País – onde são representadas pelo Grupo JAP (tal como a Nio, e a sua submarca firefly).



Curiosamente (ou talvez não…), à semelhança do que sucede com a Jaecoo, também a Omoda inicia as suas atividades em território nacional com o lançamento de dois SUV. O mais acessível, totalmente elétrico; o mais dotado animado por uma sofisticada, e poderosa, motorização híbrida Plug-In – mas ambos oferecendo uma garantia geral de 7 anos ou 150.000 km, e de 8 anos ou 160.000 km para a bateria de “alta tensão”, e, porventura mais importante, prometendo apostar numa relação qualidade/preço difícil de igualar.



Olhando para o Omoda 5 EV, não será difícil adivinhar a sua proveniência, não obstante um desenho jovial e dinâmico, dominado por formas vincadas e por linhas aerodinâmicas, e em que se destacam as jantes de 18”, e a colocação na zona dianteira da tomada de carregamento da bateria. Por outro lado, com 4,424 m de comprimento, 1,830 m de largura, 1,588 m de altura, e uma distância entre eixos de 2,630 m, o espaço habitável promete ser generoso para a classe; a capacidade da mala varia entre 380 e 1075 litros; e, num interior extremamente bem equipado, mesmo na versão de acesso, destacam-se um ecrã curvo em que se reúnem dois monitores de 12,3”, os bancos em pele (os dianteiros desportivos, com encostos de cabeça integrados), as ligações Apple CarPlay e Android Auto sem fios, e o sistema de carregamento por indução para "smartphones".



Fazendo uso de uma estrutura composta em 76% por aço de alta resistência, o Omoda 5 EV é animado por um motor elétrico dianteiro com 204 cv e 340 Nm, que lhe permite anunciar 7,6 segundos nos 0-100 km/h, e uma velocidade máxima de 172 km/h. A alimentá-lo está uma bateria com química LFP (fosfato de ferro-lítio) e 61,06 kWh de capacidade, o suficiente para que a autonomia anunciada, no ciclo combinado WLTP, seja de 430 km, podendo recuperar de 30% a 80% da respetiva carga em 28 minutos num posto de carregamento rápido a 80 kW, ou em cerca de 4h00 fazendo uso do carregador embarcado de 11 kW.

 

Proposto por 34.900 € na versão Comfort, o Omoda 5 EV custa 37.490 € na variante de topo Premium, por incluir, de série, iluminação ambiente configurável multicor; volante e bancos aquecidos (os dianteiros também ventilados, e o do condutor regulável eletricamente; portão traseiro de operação elétrica; retrovisor interior electrocromático; sistem de som Sony com oito altifalantes; câmara de visão panorâmica a 360°; Head-Up Display; luzes diurnas por LED; bomba de calor; e, em opção, pintura bicolor. Nota final para os 16 sistemas de assistência à condução oferecidos por ambas as versões, e para a "app" que permite controlar remotamente diversas funções do veículo.



No topo da oferta do fabricante chinês está o Omoda 9 Premium, comercializado, por 49.900 €, num único nível de equipamento, que inclui praticamente tudo o que é possível imaginar nesta categoria. Com um formato de carroçaria ao estilo "coupé", a sua aparência exterior pretende transmitir uma sensação de “luxo moderno”, através de um "design" dinâmico, cosmopolita e aerodinâmico (Cx de 0,308). Em destaque, neste particular, os faróis dianteiros Full LED, os puxadores das portas retráteis, a grelha frontal paramétrica sem molduras, a abertura de portas através de cartão NFC (do tipo “contactless”), as jantes de 20” revestidas por pneus Michelin, e o teto panorâmico de abertura elétrica com uma área de 1,3 m2.

 

Para oferecer uma ampla habitabilidade, e uma bagageira cuja capacidade varia entre 471 e 1004 litros, o Omoda 9 conta com 4,775 m de comprimento, 1,920 m de lagura, 1,671 m de altura, e 2,800 m de distância entre eixos, marcando, ainda, o seu interior os dois ecrãs de 12,3” (o que serve como painel de instrumentos totalmente digital, e o central, tátil, destinado a comandar o sistema multimédia) reunidos num painel curvo, e o Head-Up Display com realidade aumentada de 50”. Do equipamento de série fazendo parte, entre outros “mimos”, o volante em pele com secção inferior plana, os bancos em pele (reguláveis eletricamente tanto à frente como atrás, dispondo os dianteiros de quatro funções de passagem, cada qual com três níveis de intensidade, e o do condutor de colunas integradas nos encostos de cabeça), o sistema de som Sony com 14 altifalantes, os oito airbags, e os 19 sistemas de assistência à condução.



Mas o que, realmente, faz a diferença no mais dotado dos SUV comercializados em Portugal pela Omoda é a mecânica, e, muito especialmente, a sua motorização híbrida Plug-In, em que o motor a gasolina 1.5 TDI de 142 cv e 215 Nm (sobrealimentado turbocompressor, a funcionar no ciclo Miller, e com uma eficiência térmica anunciada de 44,5%) é auxiliado por um motor elétrico dianteiro de 224 cv e 390 Nm, e por um motor elétrico traseiro de 238 cv e 310 Nm – fazendo, ainda, parte do conjunto um motor elétrico dianteiro auxiliar, que funciona, essencialmente, enquanto gerador, e uma caixa 3DHT de 3 velocidades, para que, no total, sejam 11 as relações de desmultiplicação disponíveis, devido à forma como as 3 da caixa se conjugam com as várias formas como os três motores de tração se combinam. Com tração integral, e um rendimento combinado de 537 cv e 650 Nm, o Omoda 9, não obstante um peso de 2270 kg, anuncia 4,9 segundos nos 0-100 km/h, e 180 km/h de velocidade máxima.



Por outro lado, ao recorrer a uma bateria de origem CATL com nada menos do que 34,46 kWh de capacidade, a autonomia prometida, em modo totalmente elétrico, é de uns muito assinaláveis 145 km (1100 km somando as duas fontes de energia). Sendo, de igual modo, de saudar a capacidade que a mesma tem para receber carregamento rápido a 65 kW, o que permite repor de 30% a 80% da carga em 25 minutos, embora também possa ser carregada em corrente alternada através do carregador embarcado de 6,6 kW. Notas adicionais: o consumo de 7 l/100 km no ciclo combinado WLTP quando o modelo funciona no modo híbrido; as suspensões independentes às quatro rodas (MacPherson na frente, multibraços atrás) com amortecimento ativo; e os sete modos de condução disponibilizados a quem estiver ao volante (Normal, Eco, Sport, Areia, Lama, Neve e Todo-o-terreno).

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