Paris-2026: Dacia Spring e Striker
A Dacia apresenta-se no Salão Automóvel de Paris (entre 12 e 18 de outubro) com duas propostas para reforçar o seu posicionamento europeu: o Spring direciona-se ao segmento dos citadinos 100% elétricos, substituindo o modelo com o mesmo nome, enquanto o Striker permite à marca romena do Grupo Renault ingressar num segmento novo e bastante competitivo, o dos familiares compactos.

Enquanto marca apostada na oferta de propostas que apelida de “valor justo”, a Dacia surge no Salão de Paris com mais duas apostas bastante fortes, cobrindo de forma mais completa o mercado europeu. O objetivo é ampliar o apelo da companhia romena, abrangendo novos segmentos e, também, gamas de motorizações mais amplas.
Para o segmento dos citadinos 100% elétricos, a marca apresenta o Spring, que dá continuidade ao modelo lançado na Europa em 2021 e que, à época, foi o modelo elétrico mais acessível do mercado. A sua popularidade comprova-se com as mais de 210 mil unidades comercializadas desde então.
Porém, tudo muda com esta geração, uma vez que a Dacia tira partido das novas “ferramentas” desenvolvidas pelo Grupo Renault, como a plataforma RGEV Small, que serve de base também para os Renault Twingo e Nissan Pixo. Outra novidade é a transferência da produção da China para a fábrica eslovena de Novo Mesto, coincidindo aqui, uma vez mais, com os dois outros modelos.

Spring pragmático
A marca mantém a sua filosofia de pragmatismo, procurando oferecer um automóvel 100% elétrico adaptado às necessidades dos condutores que prezam a funcionalidade, os custos controlados e a eficiência ambiental. O “design” é tipicamente Dacia, embebendo detalhes estilísticos como a grelha dianteira carenada em preto unida aos faróis, os para-choques robustos e as jantes que que podem às 18 polegadas na versão mais equipada (de série, tem jantes de 16 polegadas). Na traseira, repete-se a filosofia da frente, com faixa preta a unir os farolins.
A digitalização faz parte das ambições da Dacia, com o modelo a oferecer também ligações à aplicação e serviços digitais. O interior revela maior modernidade, com dois ecrãs – um para a instrumentação (7 polegadas) e outro para o infoentretenimento (este de 10,1 polegadas, nas versões superiores de equipamento) – e aposta na ergonomia geral, com comandos fáceis de aceder pelo condutor e passageiro e muitos locais de arrumação (até 337 litros na bagageira principal, podendo chegar aos 1283 litros com o rebatimento dos bancos traseiros).
Quanto ao motor, o Spring terá uma versão de 82 cv (60 kW) de potência e 175 Nm de binário máximo, com tração dianteira, e bateria LFP de 27,5 kWh “úteis”, o que lhe permite afiançar até 250 km de autonomia em ciclo combinado WLTP.
A Dacia também garante uma melhoria na qualidade dos materiais a bordo. Ao contrário do Twingo, o Spring não terá os bancos traseiros deslizáveis.
A marca mantém a sua ambição de custo acessível, apontando a versão de entrada do Spring novo para menos de 17.990€. O lançamento deste elétrico abre também a porta a uma família de modelos elétricos que será ampliada até 2030 e que contará com quatro integrantes (a contar com este Spring).

Striker entra no segmento C
Com estilo inspirado nos “fastbacks”, o Striker reforça a aposta da Dacia no segmento C, embora neste caso para o das berlinas, surgindo com o intuito de atrair novos clientes, tanto particulares como profissionais e também para quem não pretende seguir a “onda” dos SUV.
Criado com o intuito de ser um automóvel versátil e multifacetado, o Striker chegará a Portugal no início de 2027 com a promessa de motorizações multienergia, incluindo versões híbridas a gasolina, de 155 cv e 150 cv de tração integral e bi-fuel (Hybrid-G) de 140 cv. No caso da versão híbrida, a marca romena avança com consumo médio desde 4,2 l/100 km e emissões de CO2 desde 95 g/km (dependendo do nível de equipamento).
Com comprimento exterior de 4,62 m, o Striker mantém a abordagem interior já vista noutros modelos da Dacia, com foco na melhoria da apresentação e da vertente tecnológica, apostando no conceito de ecrã tátil de 10,1 polegadas que serve de ponto de controlo para o sistema de infoentretenimento. O espaço para os ocupantes foi outra das preocupações da marca, estando prometidos lugares traseiros amplos e funcionais, enquanto a bagageira aponta para 600 litros com os cinco lugares em utilização.
Tratando-se de marca alicerçada no conceito de “valor justo”, a Dacia adianta que os preços irão situar-se abaixo dos 25.000€ para a versão de entrada (Essential, havendo ainda variantes Expression, Extreme e Journey), mantendo assim a postura agressiva de mercado.

Outra novidade importante na gama é a introdução da motorização híbrida 155 nos Sandero e Sandero Stepway, enquanto os Duster e Bigster, modelos que partilham a maioria dos componente adotam a motorização “tribrid” 150 4x4, a qual combina o bloco térmico a gasolina e GPL e um motor elétrico.






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