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Peugeot também moderniza 408

A Peugeot modernizou o 408, carro baseado na mesma arquitetura do 308 (EMP2) que apresenta como “crossover” e posiciona no topo do segmento médio-inferior (C), categoria importante para todos os fabricantes com ambições na Europa. Na gama à venda a partir de abril, somente três motorizações, e todas eletrificadas – Hybrid (145 cv), Plug-In (240 cv) e BEV (213 cv).



A Peugeot, após a modernização de 308 e 308 SW, introduz a primeira atualização do 408, que também assenta na arquitetura técnica EMP2. A ambição da marca é reposicionar-se no topo do segmento C, de forma a aumentar as vendas do carro que fabrica em Mulhouse, França, que ficaram aquém das expectativas em 2024 e 2025, sobretudo comparando-as com as dos concorrentes diretos, como o Skoda Octavia, automóvel que soma e segue, comercialmente, na maioria dos mercados europeus. A abertura das encomendas está confirmada para o primeiro trimestre, com o início das entregas a clientes programa para a abril.

 

Visualmente, a modernização do Peugeot 408 é bem mais significativa na dianteira do que na traseira e no interior. Comparado com o original, o carro novo distingue-se pelos desenhos dos faróis e dos farolins, da grelha dianteira, dos para-choques e das jantes (17’’, 19,’’ e 20’’, dependendo do nível de equipamento). O logotipo da marca, à frente, apresenta-se iluminado nas versões GT e GT Exclusive. Já atrás, as letras PEUGEOT também o estão em todos os carros da gama. E, assim, ganha-se uma assinatura luminosa diferenciada e uma identidade diferenciadora.



No interior, modernização menos impactante: existem materiais novos, mudanças nas apresentações gráficas da instrumentação e do sistema multimédia – existem duas versões (i-Connect nos modelos com o nível Allure e i-Connet Advanced nos demais). Ambas possuem conetividade sem fios para equipamentos Android Auto e Apple CarPlay, mas só a segunda tem navegador dedicado (TomTom Connected), ChatGPT e tecnologia de geolocalização.


Na gama, só três motorizações: Hybrid 145, Plug-In Hybrid 240 e E-408. A primeira conta com motor 1.2 Turbo com 136 cv e máquina elétrica com 29 cv integrada no módulo da caixa automática de 6 velocidades e dupla embraiagem (e-DSC6). Esta combinação, segundo a marca, rende 145 cv e 230 Nm, e assegura arranque 0-100 km/h em 9,4 s, velocidade máxima de 205 km/h e consumo médio de 5 l/100 km. A máquina alimentada por bateria com menos de 1 kWh de capacidade atua apenas pontualmente (ainda assim, promete-se até 50% da condução em circuito urbano sem gases de escape), mas contribui para a eficiência do sistema híbrido de 48V.



A segunda muda mais, registando-se, desde logo, aumento da potência de 225 cv para 240 cv. Neste sistema, 1.6 Turbo a gasolina (180 cv), motor elétrico (180 cv) e caixa automática de 7 velocidades e dupla embraiagem (e-DSC7). Já a bateria tem 14,6 kWh de capacidade, o que permite percorrer, de acordo com a homologação WLTP, até 85 km de forma 100% elétrica – a marca não divulgou o consumo médio. Em opção, carregador com 7,4 kW para a alimentação do acumulador de energia.



Finalmente, no E-408, motor elétrico com 213 cv (157 kW) e bateria com 58,2 kWh de capacidade. A Peugeot reivindica consumo médio de 14,7 kWh/100 km, registo moderado para carro com estas dimensões, e até 456 km de autonomia. E existem funções novas: pré-condicionamento da bateria, VL2 (alimentação de dispositivos elétricos externos) e Plug & Charge (o posto de carga, dispondo dessa capacidade, identifica o automóvel de forma automática).

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