Renault “elimina” 20% dos engenheiros
- José Caetano

- há 3 horas
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A Renault, de acordo com notícia da agência Reuters, prepara-se para eliminar até 2400 postos de trabalho na área da engenheira (isto é, 20% dos funcionários desse departamento). Razão: a concorrência chinesa não pára de aumentar e marca tem de procurar aproximar-se dos rivais asiáticos quer nos custos, quer nos tempos de desenvolvimento. E, em qualquer dos casos, menos significa… mais!

François Provost, administrador-delegado da Renault, pensa que o consórcio tem de recorrer a métodos de funcionamento e trabalho iguais aos chineses, se quiser competir com BYD & Cia., afirmou Laurent Giblot, representante do sindicato CGT, em entrevista à Reuters. “Este desmantelamento do departamento de engenharia preocupamo-nos muito. Os cortes programados são enormes e, na nossa opinião, comprometem o plano da empresa para produzir 36 carros novos até 2030”, disse.
Esta ambição foi anunciada pelo próprio Provost a 10 de março, no Technocentre, infraestrutura de Guyancourt, arredores de Versalhes. França, na apresentação do programa futuREady, que também prevê a redução de empregos denunciada pelo representante do CGT. No final do ano passado, globalmente, o consórcio contava com 100.541 funcionários, incluindo mais de 11.000 engenheiros. De acordo com porta-voz da empresa, os cortes serão decididos quase país a país pelos diretores da empresa.

A Renault, para o programa de desenvolvimento da geração nova do Twingo, carro proposto apenas com motorizações elétricas, recorreu a muitos componentes de origem chinesa (baterias, por exemplo) e apoiou-se no centro de investigação que detém em Shanghai, na China, para diminuir o tempo de execução do projeto, que demorou apenas 21 meses. E Provost, depois de experiência tão positiva, garantiu que pretende implementar os mesmos processos nos centros de investigação em França, nomeadamente no Technocentre.






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