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Stellantis: todos os planos até 2030

O “estado-maior” da Stellantis, segundo maior fabricante europeu de automóveis, encontrou-se no “quartel-general” da Chrysler, em Auburn Hills, no Michigan, EUA, para apresentar plano de ação novo. O FaSTLAne 2030 sucede ao Dare Forward de Carlos Tavares, de 2022, reorganiza as 14 marcas integradas no consórcio e prevê, entre outras ações, investimento de 60 mil milhões de euros e o lançamento de 60 automóveis e 50 muito modernizados (na Europa, 25 e 25, respetivamente). E FIAT, Jeep, Peugeot e Ram ganham estatuto de fabricantes globais e a América do Norte torna-se mercado prioritário – em qualquer dos casos, por detrás destas decisões, o potencial de rentabilidade.



O FaSTLAne 2023 foi apresentado durante o Investor Day, na sede da empresa nos EUA. Apresentou-o Antonio Filosa, o italiano que assumiu o comando da Stellantis a 23 de junho de 2025, mais de seis meses após a saída do antecessor no cargo, o português Carlos Tavares, que abandonou o construtor franco-italo-americano no primeiro dia de dezembro de 2024, demitindo-se tanto pelos resultados negativos, como pelas tensões dentro da companhia. O encontro contou com a participação de duas dezenas de responsáveis, que dissecaram os pontos mais importantes de estratégia que “rasga” o Dare Forward 2030 comunicado por Tavares em março de 2022, em Amesterdão, Países Baixos, num contexto económico e político mundial muito diferente do que vivemos atualmente.

 

A escolha de Auburn Hills para o anúncio não foi, obviamente, inocente e confirma que a administração nova da Stellantis mudou o centro de decisão da Europa para o outro lado Atlântico, porventura por pensar que há mais potencial na América do Norte do que no mercado europeu. Prova-o, igualmente, o investimento alocado à região. Este plano custa qualquer coisa como 60 mil milhões de euros, com 36 mil milhões (60%) direcionado para o desenvolvimento das marcas e dos automóveis. E 60% deste montante destina-se, precisamente, ao mercado norte-americano. “É a região que tem a melhor combinação entre oportunidades de crescimento, força das marcas e níveis de rentabilidade”, disse Antonio Filosa, que anunciou, ainda, o lançamento de 11 novidades em menos de cinco anos.



Os pilares estratégicos do FaSTLAne 2030 

No FaSTLAne 2030, seis pilares estratégicos: gestão mais rigorosa do portefólio de marcas, plataformas, motorizações e tecnologias globais, parcerias que reforcem a capacidade da Stellantis (Leapmotor, Dongfeng, Tata ou JLR), otimização da rede industrial, promoção qualidade e maior responsabilização das equipas regionais e locais. Parte muito significativa do investimento previsto (24 mil milhões de euros) destina-se ao ponto dois do programa, uma vez que a ambição para 2030 é de que 50% das vendas mundiais da companhia assentem em três arquiteturas técnicas: STLA Large, STLA Frame e STLA One. A terceira tem introdução prevista para 2027, na geração nova do Peugeot 208, substitui a STLA Small e STLA Medium, e abrange os segmentos B, C e D.


Reorganização e hierarquização das 14 marcas 

A Stellantis também atualizou a organização do portefólio de marcas e reviu todos os planos de produtos. Segundo Filosa, fê-lo para “maximizar o capital disponível, evitar despesas redundantes e promover a rentabilidade”. Os fabricantes do grupo passam a apresentar-se hierarquizados de acordo com os níveis de desempenho e os valores individuais. Assim, quatro são globais (Jeep, Ram, Peugeot, FIAT), cinco ganham dimensões regionais (Chrysler, Dodge, Citroën, Opel, Alfa Romeo) e duas apresentam-se como especializadas (DS Automobiles, Lancia). A DS Automobiles fica sob o comando da Citroën e a Lancia na dependência pela FIAT. Para as duas, prioridade aos mercados domésticos. No caso da primeira, trata-se de regresso às origens: a marca tornou-se independente da Citroën em 2014 e passou a competir no segmento “premium”.



Reorganização e hierarquização das 14 marcas 

A Stellantis também atualizou a organização do portefólio de marcas e reviu todos os planos de produtos. Segundo Filosa, fê-lo para “maximizar o capital disponível, evitar despesas redundantes e promover a rentabilidade”. Os fabricantes do grupo passam a apresentar-se hierarquizados de acordo com os níveis de desempenho e os valores individuais. Assim, quatro são globais (Jeep, Ram, Peugeot, FIAT), cinco ganham dimensões regionais (Chrysler, Dodge, Citroën, Opel, Alfa Romeo) e duas apresentam-se como especializadas (DS Automobiles, Lancia). A DS Automobiles fica sob o comando da Citroën e a Lancia na dependência pela FIAT. Para as duas, prioridade aos mercados domésticos. No caso da primeira, trata-se de regresso às origens: a marca tornou-se independente da Citroën em 2014 e passou a competir no segmento “premium”.

 

A Maserati, propositadamente, não entrou nesta equação, mas Filosa garante que a Stellantis não pretende vender a marca italiana. Pelo contrário, de acordo com o administrador-delegado do consórcio, existe plano específico para este fabricante baseado em Modena, Itália, que será anunciado apenas em dezembro, de forma a assegurar que a empresa tem futuro. Na rampa de lançamento, dois concorrentes no segmento E – Ghibli e Quattroporte “saíram de cena” em 2023.



A Stellantis, apenas para o mercado europeu, promete 50 automóveis, 25 novos e 25 muito modernizados – nesta “agenda”, cinco FIAT, sete Peugeot, sete Citroën e quatro Opel. O programa para o Velho Continente pressupõe quer uma redução da capacidade de produção – menos 800.000 exemplares/ano –, quer a assinatura de acordos de parceria industrial com as chinesas Leapmotor e Dongfeng, de forma a otimizar o aproveitamento das unidades do consórcio sem penalizar os postos de trabalho.

 

Acordos com Leapmoptor, Dongfeng, Tata e JLR 

A Leapmotor prepara-se para produzir carros nas fábricas de Villaverde (Madrid) e Saragoça, Espanha, e a Dongfeng fará o mesmo em Rennes, França, para melhorar a tração da marca Voyah na Europa. A Stellantis tem 51% da divisão internacional da primeira e pretende criar uma “joint-venture” semelhante com a segunda. E os acordos abrangem quase todas as áreas, e com benefícios mútuos, das compras à engenharia, da distribuição à partilha de capacidades industriais. O objetivo é o aumento da taxa de utilização das infraestruturas de 60% para 80%.

 

Para os EUA, a Stellantis assinou memorando de entendimento com a JLR, divisão britânica da indiana Tata Motors que integra as marcas Jaguar e Land Rover, com a ambição de “estudar todas as oportunidades de colaboração no desenvolvimento e na produção de automóveis”, explicou Filoso, o que abre a porta, por exemplo, à associação da Land Rover à… Jeep. O acordo com a casa-mãe asiática destina-se ao aumento da competitividade do consórcio europeu na Ásia-Pacífico, no Médio Oriente, em África e, ainda, na América do Sul.

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