UE pede à China para limitar exportações de híbridos
A União Europeia (UE), aparentemente, pediu à China que limite as exportações de automóveis híbridos para o mercado europeu de forma voluntária, numa tentativa de travar o rápido crescimento das vendas destes modelos na região e evitar uma nova escalada das tensões comerciais entre Bruxelas e Pequim.

Segundo notícia do Financial Times, que cita fontes por dentro das negociações, a UE pretende que os híbridos produzidos na China não ultrapassem cerca de 15% de quota do mercado europeu. Bruxelas terá feito pedidos semelhantes para outros produtos, incluindo químicos, procurando, simultaneamente, aumentar as exportações europeias para a China.
A pressão aumentou depois da introdução, em outubro de 2024, das tarifas aplicadas aos automóveis 100% elétricos produzidos na China. Estes podem ficar sujeitos a direitos adicionais de até 35,3%, aos quais acresce a tarifa normal de 10%, enquanto os híbridos continuam sujeitos apenas à segunda taxa. O resultado foi um forte aumento das importações de híbridos chineses: de cerca de 3800 unidades em outubro de 2024 para cerca de 50.000 em julho deste ano.

Esta questão insere-se num problema muito mais complexo: o défice da UE no comércio de bens com a China atingiu cerca de 361.000 milhões de euros em 2025 e continuou a agravar-se este ano. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que a Europa atingiu um ponto de viragem e prometeu utilizar os instrumentos disponíveis para reduzir os desequilíbrios.
O comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, pretende obter resultados concretos até outubro e deverá deslocar-se à China no início do próximo mês. Bruxelas, caso Pequim não aceite o pedido apresentado, poderá avançar com novas restrições. A China rejeita as acusações europeias de excesso de capacidade produtiva, considerando-as protecionistas.







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