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Vitória 106 de Hamilton, primeira com a Ferrari

Ironicamente, no dia em que a Ferrari não ganhou Le Mans pela 12.ª vez, a quarta consecutiva, a Scuderia, que não ganhava uma corrida na Fórmula 1 desde 27 de outubro de 2024 (Cidade do México, com Carlos Sainz), a Scuderia regressou aos triunfos na categoria-rainha do desporto automóvel e venceu a primeira edição do Grande Prémio de Barcelona-Catalunha – o de Espanha, este ano, muda-se para o Madring de Madrid, circuito que tem estreia no mapa do Mundial marcada para 13 de setembro (é a ronda 14 de 2026). E conseguiu-o com piloto que também estava a viver jejum de sucessos: o britânico Lewis Hamilton!


Fotos: Ferrari e Mercedes-AMG
Fotos: Ferrari e Mercedes-AMG

Hamilton, em Barcelona, num circuito em que ganhou pela sétima vez, esteve 686 dias sem ganhar corridas na Fórmula 1 – não vencia no Mundial desde 28 de junho de 2024 (Grande Prémio da Bélgica, Spa-Francorchamps). Esta domingo, pontapé na má sorte, primeiro vitória com as cores da Scuderia, à segunda temporada com a equipa, que também é 106.ª numa carreira iniciada na Austrália-2007.



Fim do domínio da Mercedes 

E as vitórias de Hamilton e da Ferrari em Barcelona e na Catalunha representaram, igualmente, o fim do domínio absoluto da Mercedes no campeonato de 2026, com triunfos nas primeiras seis corridas do Mundial – George Russell na Austrália, Kimi Antonelli na China, no Japão, em Miami, no Canadá e no Mónaco! O italiano de 19 anos continua no topo da classificação de pilotos, mas abandonou na ponta final do grande prémio, depois de ultrapassagem ao parceiro de equipa e “promoção” à segunda posição, devido a problemas técnicos no monolugar da escuderia.



Hamilton e Ferrari impuseram-se estrategicamente à Mercedes, com o britânico a protagonizar três paragens nas boxes para trocas de pneus, aproveitando ativação do Safety Car Virtual para remoção do Aston Martin (avariado) de Fernando Alonso e, após a “operação”, assumir, definitivamente, o comando de corrida que ganhou de forma brilhante, depois de arrancar da segunda posição da grelha de partida. A vitória deste domingo é, ainda, a 250.ª de uma motorização Ferrari na Fórmula 1



“É um momento muito especial. Cresci a ver os sucessos da Ferrari na televisão e sempre tive consciência da dimensão e da importância da Scuderia. Hoje, cumpri um sonho! Agradeço a todos na equipa. Acreditaram em mim e nunca deixaram de trabalhar, mesmo quando os resultados eram negativos. Amo o que faço, sinto-me feliz”, afirmou Lewis Hamilton, que recuperou 25 pontos a Kimi Antonelli e passou a somar menos 41 do que o italiano no comando do campeonato.



Abandono de Antonelli 

Kimi Antonelli, em Barcelona, num circuito que Hamilton venceu pela sétima vez – o piloto britânico passou a deter um recorde que partilhava com o alemão Michael Schumacher desde 2021 –, registou o primeiro abandono do ano. O incidente deu-se com a bandeira de xadrez “quase” à vista e depois de ganhar a segunda posição ao parceiro de equipa, devido a problema técnico (unidade de potência), e “abriu a porta” ao 12.º pódio 100% britânico na história da Fórmula 1, o que não acontecia desde 1968! Então, nos EUA, num grande prémio em Waktins Glen, Jackie Stewart (Matra) primeiro, Graham Hill (Lotus) segundo e John Surtees (Honda) terceiro.



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