Toyota ganha 24 Horas de Le Mans épicas!
- José Caetano

- há 2 horas
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O Toyota, com o TR010 Hybrid #7 e os pilotos Mike Conway, Kamui Kobayashi e Nyck de Vries, ganhou a 94.ª edição das 24 Horas de Le Mans 2026. Este sucesso numa corrida épica deve-se à estratégia tão arriscada como vencedora da equipa japonesa, que ganhou no Circuito de la Sarthe pela sexta vez, registo que iguala o número de êxitos da Bentley na maratona francesa organizada a partir de 1923 (agora, mais, só Jaguar, com sete, Ferrari, com 12, Audi, com 13, e Porsche, com 19). É a terceira na era Hypercar que teve início em 2021 e a 21.ª no Mundial de Resistência (WEC), também desde a adoção das máquinas que sucederam aos LMP1. A BMW M Team WRT, com o M Hybrid V8 #20, foi segunda e a Toyota, com o TR010 Hybrid #8, comemorou outro pódio!

Em 2026, Le Mans renovou a reputação de que desfruta há muitos anos. Esta 94.ª edição das 24 Horas proporcionou-nos uma das corridas mais imprevisíveis e intensas da era moderna do WEC, iniciada em 2012, pois somente 10,913 s separaram o primeiro classificado do segundo, após 24 horas em ritmo de grande prémio e 381 voltas à pista com 13,626 km que percorre muitas estradas que são públicas durante o resto do ano – trata-se da diferença mais pequena na história de prova que cumpriu 100 anos em 2023!
No centro da ação esteve a Toyota Gazoo Racing, que regressou às vitórias no Circuito de la Sarthe depois de comemorar o quinto triunfo em Le Mans, e após três sucessos consecutivos dos 499P da Ferrari e da AF Corse. O Toyota #7 contou com oposição poderosíssima do BMW #20, do Toyota #8 e do Cadillac V-Series. R #12 do Hertz Team Jota perante uma assistência recorde de 350.105 espectadores.

Toyota recuperam forma após qualificação dececionante
O resultado da Toyota na corrida contrasta enormemente com o ponto de partida dos dois TR010 Hybrid, que protagonizaram qualificação dececionante – apenas 14.º e 15.º classificados na grelha, na categoria Hypercar. Este “atraso” fez com que a equipa optasse por uma abordagem estratégica alternativa desde os primeiros minutos das 24 Horas de ação em Le Mans, antecipando paragens nas boxes para reabastecimentos e trocas de pneus e procurando contar com o máximo de tempo de pista limpa.
E esta decisão revelou-se determinante. À medida que a corrida avançava, e ainda numa fase inicial, os GR010 Hybrid começaram a progredir entre os hipercarros, evitando o tráfego intenso e posicionando-se, gradualmente, entre os candidatos à vitória. Durante largas horas, protagonismo do #8, com Brendon Hartley, Ryō Hirakawa e Sébastien Buemi a ultrapassarem adversários diretos, incluindo o Cadillac #12 e o BMW #20, até consolidarem as suas posições na frente do pelotão.

Acidente de LMGT3 altera equilíbrio de forças
Na manhã de domingo, depois da noite mítica de Le Mans, a corrida encontrava-se longe de estar decidida. No entanto, acidente na categoria LMGT3 com o Porsche 911 GT3 R #91 da Manthey DK Engineering obrigou à entrada em cena do segundo período de Safety Car nesta edição 94 das 24 Horas – ordenou-o Eduardo Freitas, o português que tem a função de diretor de corrida no WEC. E este momento alteraria o equilíbrio de forças.
Foi neste contexto que o hipercarro #7 reentrou na discussão pela vitória. Após um início marcado por contratempos (furo lento e problema técnico no sensor da transmissão), o TR010 Hybrid de Conway, Kobayashi e Vries beneficiou da neutralização para recuperar tempo. A partir daí, Le Mans transformou-se numa espécie de “sprint”, com quatro carros separados por margens de tempo muito reduzidas, com as equipas oficiais de três construtores (BMW, Cadillac e Toyota) determinados a ficarem na história da corrida de resistência mais importante e mediática do desporto automóvel.
E, assim, nas horas finais, todas as decisões foram críticas. A gestão do tráfego, a execução das paragens nas boxes e o momento das neutralizações determinaram o rumo da corrida. Kamui Kobayashi assumiu protagonismo na fase final, combinando consistência com velocidade, enquanto Nyck de Vries protagonizou algumas das ultrapassagens mais entusiasmantes do dia, incluindo uma ao Cadillac #12 de Norman Nato na reta de Mulsanne.
Um “Full Course Yellow” já próximo do final da competição acabaria por favorecer a estratégia do Toyota #7, permitindo-lhe consolidar a liderança nos momentos decisivos. E, assim, Kobayashi cruzou a linha de meta na primeira posição, garantindo a 51.ª vitória da Toyota no WEC, na sua 102.ª participação, o que corresponde a uma taxa de sucesso de 50%. O resultado também colocou a marca no comando dos campeonatos de 2026 (Construtores e Pilotos).

António Félix da Costa sexto, Filipe Albuquerque nono
Atrás do vencedor, o BMW #20 confirmou o regresso da marca alemã (apoiada por equipa belga…) ao topo da resistência. Após a vitória nas 6 Horas de Spa-Francorchamps, na Bélgica, na ronda dois do WEC-2026, a formação composta por Robin Frijns, René Rast e Sheldon van der Linde garantiu o segundo lugar – e o o primeiro pódio absoluto do fabricante de Munique em Le Mans desde a vitória de 1999, com o V12 LMR de Yannick Dalmas, Pierluigi Martini e Joachim Winkelhock.
O Toyota #8, que liderou durante grande parte da corrida, completou o pódio, terminando as 24 Horas a 20,417 segundos dos vencedores, enquanto o Cadillac #12 foi quarto classificado, a 32,381 s, condicionado por uma penalização (violação do excesso de velocidade durante a ativação de uma zona lenta no circuito) e por duas paragens adicionais nas boxes.

A Ferrari, a vencedora das três edições anteriores, nunca esteve na discussão pelo triunfo. Os três 499P não conseguiram acompanhar o ritmo dos líderes e o mais bem classificado foi “apenas” quinto, à frente do Alpine A424 #35 de António Félix da Costa. O outro português em Le Mans-2026, Filipe Albuquerque, foi nono, no V-Series.R #101 da equipa norte-americana Cadillac WTR.
Corvette ganha LMGT3, Inter Europol Competition vence LMP2
Na categoria LMGT3, vitória para a Corvette e a TF Sport, numa corrida marcada.
Partindo da 17.ª posição na grelha da categoria, o Z06 GT3.R #33, com Ben Keating, Nicky Catsburg e Jonny Edgar, não cometeu erros, nem recebeu penalizações ou esteve envolvidos em incidentes, combinação de fatores que permitiu à equipa estar na liderança nas fases decisivas. É a 10.ª vitória da marca da General Motors em Le Mans. O Lexus RC F GT3 #78 da Akkodis ASP Team foi segundo, à frente do Aston Martin Vantage AMR GT3 Evo #23 da Heart of Racing.
Entre os LMP2, a equipa polaca Inter Europol Competition confirmou que é referência de categoria que não integra o Mundial, ao conquistar a terceira vitória em quatro anos – desta vez comemorada com o segundo carro na segunda posição. Venceu o Oreca 07-Gibson #43 de Tom Dillmann, Nick Yelloly e Jakub Śmiechowski, à frente do “gémeo” #343. A Forestier Racing by Panis foi terceira
Na subcategoria LMP2 Pro/Am, vitória da CrowdStrike Racing by APR, equipa que tem a particularidade de competir com uma licença portuguesa.















































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