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VW e Cupra (con)vencem UE

A Comissão Europeia (CE) respondeu positivamente a pedido apresentado pela Volkswagen (Anhui) Automotive Co., companhia criada pelo maior fabricante de automóveis na Europa para aumentar os ritmos de desenvolvimento e produção de viaturas elétricos e híbridos Plug-In (Novas Energias) na China, para isentar o Cupra Tavascan da taxa de 20,7% sobre o imposto de 10% que paga desde 2024.



O Tavascan, em 2025, representou somente 11% das vendas da marca da SEAT (36.000 unidades), penalizado, obviamente, pela tributação imposta pela União Europeia (UE) aos automóveis elétricos fabricados na China (a Volkswagen faz o Cupra em Hefei, na província de Anhui), mas é o primeiro beneficiário de medida inscrita num mecanismo novo que alivia a pressão nas tensões comerciais entre os dois blocos.

 

O Grupo Volkswagen, como contrapartida por esta isenção do pagamento da taxa compensatória de 20,7% que incide sobre o Tavascan desde 2024, imposto que é somado aos 10% que incidem sobre os produtos “made in” China, comprometeu-se com quota de importações e investimentos expressivos na produção de carros elétricos na UE, comunicou a CE. A tarifa, recorda-se, foi adotada para penalizar a atribuição por Pequim de subsídios aos fabricantes de automóveis alimentados só por baterias, benefícios contestados por Bruxelas.



O Grupo Volkswagen tem investimentos importantes em Anhui, a fábrica do Cupra Tavascan, e esta isenção tarifária garante-lhe a recuperação das margens de lucro perdidas com a introdução da taxa que penalizava as importações da China, e que também penalizava, fortemente, os números da divisão espanhola do consórcio – só nos primeiros nove meses do ano passado, os resultados operacionais da SEAT registaram uma quebra de 96%, comparativamente ao período homólogo de 2024, para 16 milhões de euros, devido, também, aos impostos pagos pelo carro elétrico chinês.

 

O acordo da CE com o Grupo Volkwagen é o primeiro após a adoção de norma que “abre a porta” à hipótese de todos os fabricantes de automóveis pedirem isenções de impostos para os carros elétricos produzidos na China que pretendam importar para a Europa. De acordo com fontes, existem construtores chineses que pensam na apresentação de pedidos iguais, nomeadamente a BYD, que ambiciona vender mais viaturas elétricas e híbridas Plug-In nesta região, mesmo encontrando-se em contagem decrescente para o início da atividade na primeira fábrica no continente (Hungria).



BMW negoceia Mini com a UE 

O Grupo BMW, na China, produz os Mini Aceman e Cooper Elétrico e os alemães, segundo as mesmas fontes, estão a negociar com Bruxelas a adesão a programa que obriga à prática de “preços mínimos” para a manutenção da competitividade de todos os automóveis elétricos “made in” Europa. Os carros da marca britânica do consórcio de Munique são fabricados em colaboração com a Great Wall Motor e, como o Cupra Tavascan, pagam uma tarifa adicional de 20,7%.

 

O Grupo BMW encontra-se entre os fabricantes de automóveis que moveram ação judicial contra a UE para contestarem a decisão “protecionista” de Bruxelas, facto que não impede as partes de negociarem este acordo, tanto mais que o construtor de Munique acredita em entendimento antes do julgamento com início previsto só para meados do ano. A CE não comenta quaisquer negociações. “Como dissemos repetidamente, a nossa porta encontra-se aberta para discutirmos tudo, se o tema for abordado da forma correta”, disse porta-voz da Comissão.

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