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VW ID. Era 9X só para a China

Ainda antes da sua apresentação oficial, o Ministério da Indústria e Tecnologia de Informação da China revelou as principais características do novo VW ID. Era 9X, o mais recente automóvel da marca de Wolfsburg, Alemanha, destinado só ao mercado chinês.



Desenvolvido pela “joint-venture” estabelecida entre o fabricante alemão e a SAIC (um dos “gigantes” do sector naquele país, em cuja órbita gravitam marcas como a MG, a Maxus ou a Roewe), pode ser considerado como a versão de produção do protótipo ID. Era Concept, desvendado no Salão de Xangai de 2025, e deverá ser lançado lá mais para o final do ano, esperando-se que a sua primeira aparição em público tenha lugar em abril, no Salão de Pequim.


E, apesar de ter comercialização confinada a uma região (relativamente…) restrita, já que o maior Sport Utility Vehicle (SUV) 100% elétrico da VW noutras paragens deverá ser o Touareg novo, esperado para 2029, o que não falta ao ID. Era 9X são motivos de interesse. Nomeadamente, ser um dos maiores SUV do grupo: em termos de comprimento e de distância entre eixos (fica aquém só do Bentley Bentayga EWB) – embora seja de admitir que o futuro Audi Q9 possa ter um porte equivalente, ou, mesmo, um pouco maior (dado que, neste particular, nem o AUDI E7X, também destinado apenas ao mercado chinês, lhe consegue fazer frente, sendo uns bons 158 mm mais curto). Não menos importante, este é, igualmente, o primeiro carro do grupo VW a fazer uso de motorizações elétricas com extensor de autonomia, confirmando, por um lado, a crescente popularidade que esta solução de propulsão tem vindo a granjear na China, e, por outro, a importância que o maior mercado automóvel do mundo tem para a saúde financeira do maior construtor europeu.



Ou seja, quanto mais não fosse pelos seus 5,207 m de comprimento, 1,997 m de largura, 1,810 m de altura, e 3,070 m de distância entre eixos, o ID. Era 9X já seria um automóvel que só muito dificilmente passaria despercebido. Mas a isso há ainda que juntar uma aparência exterior não pouco ostensiva, definida com base numa nova linguagem estilística, especificamente criada para os automóveis da VW vendidos na China, mas que, de algum modo, não deixa de fazer lembrar o maior dos Range Rover… Ainda assim, vale a pena destacar os grupos óticos dianteiros e traseiros bastante finos, o logótipo da VW iluminado à frente e atrás, os puxadores das portas escamoteáveis (que, curiosamente, serão proibidos na China a partir de 2027…), o pequeno defletor montado no extremo posterior do tejadilho, e as jantes de generosas dimensões (20” ou 21”).


Do interior ainda não existem imagens disponíveis, mas o espaço destinado a passageiros e bagagens só pode ser amplo, distribuindo-se os seis ocupantes que está apto a transportar por outros tantos bancos individuais. Antevendo-se, igualmente, que, no habitáculo, marquem presença as mais recentes inovações da VW e, principalmente, da SAIC no ecossistema digital chinês (atente-se, por exemplo, no sensor de LiDAR montado no tejadilho).



Mas a maior novidade do ID. Era 9X é, indubitavelmente, o seu sistema de propulsão totalmente elétrico, porém, coadjuvado por um motor térmico com a função de extensor de autonomia. No caso, o 4 cilindros a gasolina de 1,5 litros da família EA211 fabricado pela SAIC Volkswagen, a funcionar no mais eficiente ciclo Miller, sobrealimentado por um turbocompressor de geometria variável (tecnologia derivada da utilizada pela Porsche), e capaz de debitar 141 cv. A sua única missão é operar como gerador, e recarregar a bateria de “alta tensão” (sempre fornecida pelo consórcio CATL-SAIC) quando a respetiva carga se aproxima do fim, não existindo qualquer ligação entre este e as rodas.

 

Pelo que a fazer mover o ID. Era 9X está, na versão de acesso, um motor elétrico traseiro de 295 cv, alimentado por uma bateria LFP (fostato de ferro e lítio) com 51,1 kWh de capacidade, e 390 kg de peso. Nesta configuração, a autonomia elétrica é de 267 km, e o consumo médio de 5,95 l/100 km (em ambos os casos, segundo a norma chinesa CLTC, mais favorável do que a europeia), prevendo-se que a autonomia total possa rondar os 1000 km. Não se conhecendo ainda dados relativos à aceleração 0-100 km/h, a velocidade máxima anunciada é de 200 km/h, e o peso de uns elucidativos 2600 kg.



Fazendo uso do mesmo motor elétrico traseiro, mas, desta feita, alimentado por uma bateria NMC (níquel-manganês-cobalto), com 65,2 kWh de capacidade, e 387 kg de peso, a variante intermédia do ID. Era 9X promete 340 km de autonomia em modo totalmente elétrico, e os 20 kg adicionais que regista na balança não terão, à partida, influência no consumo de gasolina, nem na velocidade – sendo, em ambos os casos, anunciados os mesmos valores que para a versão “de entrada”.

 

Por fim, no topo da oferta, estará a derivação que, recorrendo à mesma bateria com 65,2 kWh de capacidade, monta um motor elétrico adicional no eixo dianteiro, o que garante a tração integral, e um rendimento combinado de 510 cv. Neste caso, a autonomia elétrica é de 321 km, o consumo médio de gasolina de 6,27 l/100 km, e o peso do conjunto de 2700 kg.



Resta referir que esta recente entrada da VW no sector dos elétricos com extensor de autonomia não ficará limitada ao ID. Era 9X, e nem sequer à China. Nos EUA, está já confirmado o lançamento, por parte da sua subsidiária Scout Motors, da “pick-up” Terra e do todo-o-terreno Traveler com esta tecnologia (no caso, fazendo uso de um motor a gasolina atmosférico da própria VW), com uma autonomia elétrica na casa dos 250 km, e total superior a 800 km. Havendo quem aposte que, muito em breve, outras marcas do grupo alemão lançarão as suas propostas neste domínio, tanto no mercado norte-americano como no europeu.

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