top of page
Logotipo | e-auto

WRC-2026 arranca com o Monte Carlo

No “pontapé de saída” da 54.ª edição do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), a 94.ª do Monte Carlo. Entre quinta-feira e domingo, com 66 equipas inscritas, 11 na categoria mais importante (Rally1), 1553,22 km para percorrer, com os 339,15 km ao cronómetro “arrumados” em 17 Provas Especiais de Classificação (PEC). O francês Sébastien Ogier detém o recorde de vitórias na prova (conseguiu a 10.ª em 2025, no princípio da caminhada para o 9.º título na disciplina, registo que igualou o máximo do compatriota Sébastien Loeb!).



Ogier, a exemplo do que sucedeu no ano passado, é o “ponta de lança” da Toyota, marca com cinco GR Yaris Rally1 inscritos no Monte Carlo e que persegue o sexto título de construtores consecutivo – e o 10.º no WRC (só a Lancia, fabricante que está de regresso ao Mundial, na categoria WRC2, tem mais, com 10). No entanto, o piloto de 42 anos não tem programa completo para a temporada de 2026, como também aconteceu na de 2025. Sébastien tem, todavia, a oportunidade de atacar a 10.ª vitória no Mundial.

 

Natural de Gap, França, precisamente a base do Monte Carlo, Ogier conta com 67 vitórias e 115 pódios no WRC. O francês estreou-se no Mundial em 2008 (México) e comemorou o primeiro êxito em 2010 (Portugal). Curiosamente, no nosso País, é, também, o piloto mais bem-sucedido, com sete triunfos. E Portugal é a ronda seis de campeonato com 14 etapas e que acaba somente a 14 de novembro, na Arábia Saudita, e representa o adeus aos Rally1 (na próxima temporada, regulamentação técnica nova e promessa de mais competição e concorrentes – marcas e pilotos).



Para o Monte Carlo, e como habitualmente, a expetativa é tempo frio, lama, gelo e neve! No entanto, esta quarta-feira, no Shakedown com 4,25 km realizado próximo de Gap, condições climatéricas muito diferentes do antecipado e, sobretudo, piso seco. Nas cinco primeiras posições, cinco GR Yaris Rally1. Takamoto Katsuta foi o mais rápido, com 2.31,8 m, impondo-se a Ogier por 1,3 s. Seguem-se, nas tabelas de tempos, Oliver Solberg, Elfyn Evans e Sami Pajari. Kalle Rovenpera, o campeão de 2023 e 2024, decidiu experimentar os monolugares no Japão, ingressando, com o apoio da Toyota, no campeonato Super Formula – aos 25 anos, o finlandês ainda sonha com oportunidade na… Fórmula 1.



No entanto, independentemente do que aconteceu no Shakedown, o Monte Carlo é o rali mais imprevisível do WRC, devido às mudanças constantes tanto do clima, como do asfalto – muitas vezes, e durante a mesma PEC, os pilotos encontram-no seco, molhado, gelado e coberto por neve! Assim, nestas condições tão especiais, estratégia importante para o sucesso, nomeadamente em matéria de escolhas de pneus. E, neste domínio, a experiência representa uma mais-valia. Mais um ponto a favor de Sébastien Ogier…


Hyundai (e M-Sport Ford…) “contra” Toyota 

A Toyota apresenta-se no arranque do WRC de 2026 após conseguir 11 vitórias nos 14 ralis de 2024, resultados que posicionaram a marca no topo da tabela das mais bem-sucedidas do campeonato que a Federação Internacional do Automóvel (FIA) criou em 1973, com 105 primeiros lugares em rondas do Mundial – a Citroën soma 102, a M-Sport Ford 94, a Lancia 73 e a Peugeot 48. A Hyundai, rival número um da equipa chefiada por Jari-Matti Latvala e Juha Kankkunen, e baseada em Jyväskylä, Finlândia, tem “apenas” 33, mas ambiciona, com os i20 N Rally1 (três em ação no Monte Carlo), contestar a hegemonia do adversário nipónico.



Na equipa sul-coreana, que perdeu Ott Tänak (o estónio abandonou o WRC após o campeonato de 2025), o “ponta de lança” é o belga Thierry Neuville, o campeão do mundo de 2024 e vencedor do Monte Carlo em 2020 e 2024. Apoiam-no, neste rali, Adrien Fourmaux, francês que cumpre a segunda temporada na categoria de topo do campeonato, e o neozelandês Hayden Paddon, que está de regresso a Mundial que deixou no final de 2018 – noutras rondas do calendário, a terceira máquina da Hyundai encontrar-se-á nas mãos de Dani Sordo, o piloto espanhol que assegurou o título de 2025 no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR)!

 

A M-Sport Ford, no Monte Carlo, apresenta-se com três Puma Rally, uma vez que o luxemburguês Grégoire Munster, no Mundial, tem presença confirmada apenas na prova de arranque do campeonato. Os outros pilotos são os norte-irlandeses Josh McErlean e Jon Armstrong. Dois jovens ambiciosos em equipa sem os argumentos das rivais asiáticas.



Lancia regressa ao Mundial na categoria WRC2 

Finalmente, na categoria WRC2, regresso ao Mundial de marca icónico: a Lancia – os italianos são, ainda, os detentores do recorde de títulos de construtores (10). O fabricante do consórcio Stellantis, que também é o recordista de vitórias no Monte Carlo (13), regressa ao campeonato que abandonou, oficialmente, no fim de 1991. Fá-lo com o Ypsilon Rally2 HF Integrale, o francês Yohan Rossel e o búlgaro Nikolay Grazin!

 

Neste Monte Carlo-2026, e pela primeira vez desde 2008, existe até superespecial noturna na zona do Port Hercule – o percurso coincide com o circuito de Fórmula 1 e tem 2,69 km de extensão.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page