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BYD Atto 2 DM-i

Atualizado: 1 de mar.

Apresentado como o único automóvel concorrente no segmento B-SUV a dispor de tecnologia híbrida Plug-In (PHEV), o Atto 2 DM-i, de acordo com a BYD, combina o melhor de dois mundos: por um lado, permite até 90 km de condução em modo 100% elétrico; por outro, proporciona a liberdade dos cerca de 1000 km de autonomia combinada, o que elimina todas as ansiedades que associamos tanto aos raios de ação limitados dos carros elétricos, como aos tempos de recarregamento das baterias. E a marca chinesa tem, também, versão elétrica novo do mesmo subcompacto, que percorre até 430 km antes do acumulador ficar sem energia (chama-se Comfort).



A BYD continua em expansão e de forma muito sustentada. O ano passado, a marca chinesa vendeu 4.6 milhões de carros eletrificados em todo o mundo, tornando-se a líder tanto deste “ranking”, que combina elétricos (BEV) e PHEV, como do referente aos carros sem motores de combustão, à frente da norte-americana Tesla. Uma proeza digna de registo!

 

Em 2025, para manter o estatuto ganho em 2025, a BYD aposta na diversificação tecnológica. Fá-lo para conquistar o reconhecimento como marca de referência na área da mobilidade sustentável e não só como fabricante de carros elétricos. E é esta a razão por detrás da entrada em cena do Atto 2 DM-i (acrónimo de Dual Mode Intelligence), que tem variante de motorização que já encontramos noutros automóveis da marca, nomeadamente no Seal U e no Seal 6.

 

A BYD prevê que o sistema DM-i aumente, significativamente, as vendas do B-SUV com 4,33 m de comprimento. De resto, ainda este ano, em Szeged, Hungria, arranque da atividade na primeira fábrica da marca na Europa, com a produção dos modelos Dolphin Surf, Atto 2, Dolphin e Atto 3.



Imagem quase não muda 

Comparada com o Atto 2 que conhecemos, esta versão DM-i apresenta muito poucas diferenças, mas é 20 mm maior do que as homónimas equipadas só com motores elétricos, uma vez que mede 4,330 m de comprimento. À frente, destaque para os faróis LED com iluminação diurna mais fina, o desenho do para-choques dianteiro e a grelha de dimensões maiores, devido à necessidade de refrigeração do motor térmico). Para aumento da diferenciação, também existe elemento decorativo integrado na zona inferior. Somam-se, ainda, os logotipos específicos no portão. E anunciam-se quatro cores exteriores, mas só uma é nova (“Midnight Blue”).

 

O ponto mais relevante da versão DM-i é mesmo a motorização PHEV desenvolvida e produzida pela própria BYD. O sistema combina máquina elétrica, bateria LFP e motor 1.5 a gasolina com 43,04% de eficiência térmica. Este Atto 2 DM-i está disponível apenas numa versão Boost, com equipamento abundante, e acumulador de energia com 18 kWh de capacidade, o que permite percorrer até 90 km de forma 100% elétrica, de acordo com a homologação WLTP. A autonomia combinada, devido ao de combustível com 45 litros, ascende a 1000 km. A marca chinesa anuncia 212 cv, 300 Nm, 0-100 km/h em 7,5 s, velocidade máxima de 180 km/h e consumo combinado de 1,8 l/100 km.



A tecnologia Super Híbrida Plug-in permite que os automóveis equipados com o sistema Dual Mode funcionem quer como 100% elétricos (EV), quer como híbridos (HEV). E o motor a gasolina também tem um papel importante durante as viagens e atua como gerador de energia para alimentar a bateria, sendo necessário recarregá-la. Precisando-se de potência adicional, o programa HEV muda de forma de funcionamento, de série para paralelo, combinando os desempenhos dos dois motores.

 

Na primeira experiência ao volante do Atto 2 DM-i, o primeiro ponto a destacar é a insonorização, já que o BYD não perde por completo o refinamento a bordo, exceto nos momentos em que o acelerador é pressionado a fundo, momento em que ouvimos o motor 1.5 a gasolina com mais contundência. No entanto, este B-SUV raramente “pede” esse tipo de condução, uma vez que o motor elétrico é utilizado, maioritariamente, como meio principal de deslocação, contando-se com carga na bateria. O percurso com cerca de 30 km não permitiu perceber o comportamento do sistema com o acumulador sem carga.



Utilizando os modos de condução Normal, Eco, Sport e Neve, alteram-se a forma como a potência é entregue e o funcionamento do sistema híbrido, encontrando-se diferenças notórias nas respostas. Em Eco, aceleração mais suave, ao contrário do que acontece em Sport. Em termos dinâmicos, este BYD sobressai pelas reações previsíveis e seguras, mesmo em curvas mais fechadas, mesmo privilegiando o conforto de rolamento à dinâmica na condução. A atuação da travagem regenerativa pode melhorar-se.

 

Integração Google 

No interior do Atto 2 DM-i, painel de instrumentos digital com 8,8’’, sistema multimédia com monitor de 12,8’’ – tem comando tátil e concentra os controlos de muitos funções do carro, embora este BYD mantenha diversos comandos físicos (regulação dos retrovisores exteriores, desembaciador do para-brisas, seletor dos modos de condução e volume do rádio, por exemplo).



O sistema multimédia conta com “software” melhorado e inclui controlo por gestos, assistente por voz melhorado (tecnologia IA Generativa). Novidade é, igualmente, a integração Google, que soma outro assistente virtual, Google Maps e Google Play para acesso a todos os tipos de aplicações. Cabe ao condutor a seleção do assistente preferido. O tejadilho panorâmico integra o equipamento de série e a mala tem 425 litros de capacidade (1335, rebatendo os encostos dos bancos traseiros).


O Atto 2 DM-i tem preços a partir de 33.990 € (na proposta “renting” da BYD, 459€+IVA por mês). Garantias: seis anos/150.000 km para o automóvel, oito anos/200.000 km para a bateria.

 

Disponível apenas numa versão Boost, o Atto 2 DM-i apresenta-se com jantes de 17’, bancos em pele vegan, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, visão panorâmica 360°, bancos dianteiros aquecidos, vidros traseiros escurecidos, carregador por indução para “smartphones” (50 W) e sistema “Vehicle-to-Load” (V2L) para a alimentação de dispositivos elétricos externos (potência máxima de 3,3 kW).



Elétrico ganha autonomia 

O Atto 2 também tem versão elétrica nova (Comfort), com autonomia de até 430 km, devido à bateria com mais capacidade (64,8 kWh em vez de 45,1 kWh). Esta mudança melhora, também, a potência de carregamento, que aumenta para até 155 kW, o que permite recargas de energia, de 30% para 80%, em 0h19. Com corrente alternada, à potência máxima de 11 kW, 0% a 100%) em pouco mais de 7h00.

 

Projetada para oferecer segurança, fiabilidade (mais de 500.000 ciclos de carga) e maior estabilidade de carregamento, a bateria LFP acrescenta cerca de 150 kg ao peso do Atto 2, embora esse aspeto seja compensado pelo aumento da potência e do binário para 204 cv/150 kW e 310 Nm, respetivamente. A versão Comfort acelera de 0 a 100 km/h em 7,9 s e tem velocidade máxima limitada a 160 km/h.



Tecnicamente, o Atto 2 Comfort mantém a construção “Cell-to-Body” (CTB), com bateria integrada, diretamente, no chassis. Nesta versão, novidade importante na suspensão traseira, que tem arquitetura multibraços e não a barra de torção das outras versões da gama. No interior, o elétrico tem os mesmos conteúdos do Atto 2 DM-i. Entre os equipamentos do Boost, bancos dianteiros com regulação elétrica e aquecimento. Por fim, a bagageira deste carro também é maior: capacidade mínima de 450 litros e máxima de 1370.

 

A versão elétrica nova é proposta por 37.990 € (“renting” da BYD desde 479€+IVA/mês). A garantia geral do automóvel é de seis anos/150.000 km e a bateria tem uma proteção de oito anos/200.000 km.

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