Arranque do WEC com Félix da Costa
- José Caetano

- há 19 minutos
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Este domingo (bandeira verde às 12h00 de Portugal Continental), em Imola, Itália, no Autodromo Enzo e Dino Ferrari, arranque, por fim, o Campeonato do Mundo de Resistência (WEC) de 2016, com 14 fabricantes e 35 carros em ação na pista com 4,909 km e 12 curvas. Em 2025, oito marcas comemoram vitórias, contabilizando-se as duas categorias da disciplina (Hypercar e LMGT3), facto que confirma o nível de competição que tem corrida mais mediática e importante do que o Mundial: as 24 Horas de Le Mans – e, este ano, a 13 e 14 de junho, na ronda três da temporada, realiza-se já a 94.ª edição.

No WEC-2026, a tempo inteiro, só um português. António Félix da Costa. O piloto, que representa a Jaguar TCS Racing no Mundial de Fórmula E – soma duas vitórias em seis ePrix e é quarto classificado no campeonato de 2025/26! –, compete com a Alpine, dividindo a condução do A424 #35 com o austríaco Ferdinand Habsburg e o francês Charles Milesi. A equipa abandona o WEC no final do campeonato, por decisão da administração do Grupo Renault, mas ambiciona resultados melhores ainda do que na temporada precedente, que terminou com uma vitória (6 Horas de Fuji) e três pódios.
Félix da Costa não deve, no entanto, preocupar-se muito com o futuro. O piloto de 34 anos assinou o contrato plurianual com a Alpine em outubro de 2025, antes de o Grupo Renault decidir que terminava a maioria dos programas desportivos, mas tem currículo no campeonato (campeão de LMP2 em 2022, ano em que ganhou a categoria em Le Mans, e três vitórias, 15 vitórias e, duas “poles positions” em 33 corridas no campeonato) e existem diversas equipas que preparam a estreia ou o regresso ao WEC, nomeadamente McLaren, Ford e Honda. E o representante de António, Tiago Monteiro, tem propostas nas mãos…

Em Hypercar, sai Porsche, entra Genesis
Este ano, na categoria de topo, “saída de cena” dos 963 da Porsche, que abandona o WEC, e entrada do Genesis, marca do Grupo Hyundai, com o GMR-001. Somam-se Aston Martin, BMW, Cadillac, Ferrari, Peugeot e Toyota. Em LMGT3, o número de fabricantes comprometidos com a disciplina não impressiona menos: nas grelhas de partida, Aston Martin, BMW, Chevrolet-Corvette, Ferrari, Ford, McLaren, Lexus, Mercedes-AMG e Porsche.
Na categoria principal, em 2025, a Ferrari ganhou todos os títulos – e venceu as 24 Hora de Le Mans pelo terceiro ano consecutivo, com o 499P! Em LMGT3, destaque para a Manthey, a bicampeã de equipas. Este ano, a equipa alemã persegue o “tri”, com os Porsche 911 GT3 R, mas Aston Martin, BMW, Corvette, Ferrari, Ford, Lexus, McLaren e Mercedes-AMG também conseguiram pódios na época passada, o que demonstra a competitividade do campeonato.
As 6 Horas de Imola
Originalmente, o WEC de 2026 tinha arranque marcado para 28 de março, com os 1812 km do Catar, em Lusail, mas a instabilidade na região do Golfo Pérsico, com os bombardeamentos de Israel e dos EUA ao Irão, e os ataques dos iranianos aos países vizinhos, impuseram revisão do calendário, nomeadamente a remarcação da corrida catari para 24 de outubro (ronda sete de temporada com oito etapas…). E, assim, a época arranca em Itália, com a quarta edição, e a terceira consecutiva, das 6 Horas de Imola. Em pista, 99 pilotos em 35 carros, 17 Hypercar e 18 LMGT3!
No Enzo e Dino Ferrari, num circuito que combina retas rápidas e curvas lentas, e tem superfície muito irregular, os hipercarros atingem, regularamente, velocidades próximas dos 315 km/h e percorrem quase dois terços da volta com o acelerador a fundo (e “obrigam”, em média, a 42 passagens de caixa). Em 2025, em Imola, festa dos “tifosi”, com a “pole” e a vitória do 499 #51 (Antonio Giovinazzi, James Calado e Alessandro Pier Guidi) – e o 60.º sucesso da marca italiana no campeonato!
No Prólogo que antecedeu o arranque do Mundial, igualmente em Imola, três 499P nas três primeiras posições, com o piloto italiano Antonio Fuoco, no #50, a assinar o melhor registo em Hypercar (1.31,177 m), e o compatriota Mattia Drudi, no Aston Martin Vantage AMR GT3 Evo da Heart of Racing no topo da tabela de tempos entre os LMGT3 (1.42,698 m).

Corrida 100 da Toyota
Em Imola, 100.ª participação da Toyota no WEC desde Silverstone-2012. A equipa apresenta-se com dois TR010 Hybrid muito modernizados e determinada a apagar as memórias de 2025 dececionante (só uma vitória, no Bahrain). No campeonato, mais corridas, e considerando todas as categorias, apenas Aston Martin, Ferrari e Porsche. Em 13 temporadas no campeonato, sempre com motorizações híbridas, 49 vitórias – cinco comemoradas nas 24 Horas de Le Mans, de forma consecutiva, de 2018 a 2022!... –, 109 pódios, 42 “poles” e 13 títulos, sete de construtores e seis de pilotos.
Este sábado, das 13h30 às 14h40, qualificação e Hyperpole (10 mais rápidos) para definição da grelha de partida para a corrida de domingo.



















































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