Citroën 2CV regressa em 2028!
- José Caetano

- há 7 horas
- 2 min de leitura
A Citroën prepara o regresso do 2CV, carro icónjco produzido pela marca francesa entre 1949 e 1990 – e fê-lo, também, em Portugal, na fábrica de Mangualde! Em 41 anos, fizeram-se e venderam-se mais de cinco milhões de Unidades. Esta geração nova integra-se na estratégia E-CAR da Stellantis para reforço da gama com carros acessíveis (15.000 €), todos equipados com motorizações elétricas, como E-AUTO informou AQUI.

Primeiro, a história do 2CV em Portugal. Mangualde representou o fim da linha do Citroën, uma vez que a unidade no nosso País manteve linha ativa após a paragem na produção em França (Levallois), que aconteceu em 1998. O último exemplar do Citroën fabricou-se a 27 de julho de 1990, dia que marcou o adeus a carro entre os automóveis mais emblemáticos de sempre. Agora, o futuro…
Este anúncio do regresso do 2CV aconteceu na conferência para apresentação do plano estratégico novo da Stellantis, consórcio proprietário da Citroën. De acordo com o programa, o citadino tem início de produção marcado para 2028, na fábrica de Pomigliano d’Arco, na região de Nápoles, Itália, e contará com preços abaixo de 15.000 €, mesmo apresentando-se equipado apenas com motorizações elétricas.

O 2CV, carro com nome inspirado no sistema de potência fiscal francês, surgiu em 1949 como proposta alternativa às formas de transporte primitivas disponíveis na época, sobretudo nas regiões rurais – no pós II-Guerra, conflito que arrasou quase toda a Europa, as carroças puxadas por cavalos eram dominantes, sobretudo fora das cidades. O Citroën sobressaia pelas formas muito peculiares, nomeadamente a linha do tejadilho e os faróis inspirados em… insetos, e contava com motores de 375 cc a 602 cc e potências entre 9 cv a 32 cv. No entanto, como pesava entre 475 kg e 575 kg, dependendo da versão, atingia velocidades máximas superiores a 110 km/h.
O administrador-delegado da Citroën, Xavier Chardon, anunciou poucos detalhes sobre o 2CV novo, mas confirmou a apresentação de estudo na edição de 2026 do Mondial de L’Auto (salão de Paris), entre 12 e 18 de outubro. E também comunicou a integração do carro no programa E-Car da Stellantis, que será desenvolvido com o apoio de parceiros. Assim, gastando-se menos dinheiro, acelera-se o processo e trava-se o custo, condições para o cumprimento da promessa de preço acessível.

A Stellantis também confirmou planos para a produção de um E-Car para a FIAT. A União Europeia (UE) prepara categoria automóvel nova (M1E) que não só protege a indústria da região das ambições expansionistas de (muitos) fabricantes chineses, como garante “supercréditos” de emissões aos construtores que produzam carros elétricos pequenos. A Citroën não anunciou a base do 2CV novo, mas sabe-se que o consórcio abandonou o plano para a produção da STLA Small, o que abre a porta à possibilidade de recurso a arquitetura desenvolvida com a chinesa Leapmotor. O fabricante euro-americano detém participação de 51% na divisão internacional da empresa asiática. E a nova STLA One destina-se apenas aos segmentos B, C e D.
Este regresso do 2CV confirma a tendência na indústria automóvel de recuperar os desenhos e os nomes de carros icónicos para a era da eletrificação – a FIAT fê-lo já com o 500e o Grande Panda Elétrico, e a Renault também adotou a “fórmula” para o 5, o 4 e o Twingo E-Tech Electric.




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