Elétricos, chineses e Tesla aceleram mercado
Em setembro, na Europa, as matrículas de novos automóveis aumentaram 10%, comparativamente com o mesmo período de 2025. Os modelos equipados com motorizações elétricos atingiram uma quota recorde de 30% e os fabricantes de origem chinesa também somam e seguem, com 14,5% do mercado – na prática, isto significa que um em cada três carros registados no continente era elétrico e um em cada sete pertencia a marca da China!

Estes indicadores apresentam-nos a velocidade da transformação em curso no mercado europa. Em termos homólogos, em setembro, e de acordo com dados provisórios da Dataforce, que representam 98% dos registos na União Europeia (UE), Reino Unido, Islândia, Noruega e Suíça, progresso de 10% nas matrículas. Nos primeiros nove meses de 2026, no frente a frente com janeiro-setembro de 2025, o crescimento acumulado é de 6,1%, mas a alteração na distribuição das motorizações foi mais rápida em setembro do que noutro mês deste ano, como demonstra o aumento de 60% na quota dos modelos elétricos para um máximo histórico de 30%!
Desde o início do ano, de acordo com os números da Dataforce, as matrículas de automóveis com motorizações elétricas progrediram 42%, beneficiando tanto do aumento dos preços dos combustíveis como dos incentivos à compra disponíveis em países como Alemanha, França e Itália. E soma-se, obviamente, o crescimento da oferta de modelos mais acessíveis.

Melhor mês de 2026 para a Tesla
A Tesla posicionou-se entre as marcas que mais contribuíram para o aumento nas matrículas de elétricos. O fabricante norte-americano teve o melhor mês de 2026, com crescimento de 71%, comparativamente a setembro de 2025, aproveitando o habitual reforço das entregas no final de cada trimestre.
O Model Y foi o mais modelo mais vendido durante setembro (40.971 unidades), à frente do Model 3 (25.057) – progressos de 55% e 106%, respetivamente. Recorda-se que o primeiro é fabricado em Berlim, na Alemanha, e o segundo em Shanghai, na China.
Marcas chinesas já valem 14,5%
Os fabricantes chineses também conseguiram um novo recorde mensal, com um aumento de 104% face a setembro do ano passado, para uma quota de 14,5%! E, assim, no acumulado dos primeiros nove meses do ano, as vendas de automóveis de marcas da China mais do que duplicaram, com um aumento de 102% (e quota de 10,5%.

A Leapmotor protagonizou a progressão mais expressiva, com aumento de 324% nas matrículas, para 14.382 unidades. A marca apoiada internacionalmente pela Stellantis, consórcio que detém 51% da operação do fabricante nos mercados de exportação, ocupa já a quinta posição entre os fabricantes chineses presentes no mercado europeu.
Outras marcas chinesas com crescimentos impactantes nos números de registos na Europa em setembro: Chery (263%), XPeng (229%), Geely (151%), BYD (102%) e SAIC (21%), a proprietário da MG. E estes resultados surgem num momento em
que a UE pensa na adoção de novas medidas para aumentar a produção local e o conteúdo europeu nos automóveis vendidos na região, nomeadamente através da associação de apoios à compra de elétricos a critérios quer de produção, quer de incorporação industrial europeia.

Gasolina e Diesel perdem mais terreno
O crescimento nas matrículas de automóveis elétricos (e eletrificados) teve como consequência uma nova redução nos registos dos motores tradicionais (gasolina e gasóleo). As vendas dos primeiros diminuíram 10%, mas ainda correspondem a 35% do mercado. As do segundo recuaram 19% e passaram a representar apenas 7,1% de quota.
Em contrapartida, nos híbridos Plug-In, aumento do número de matrículas (25%), para 12% de quota. Os híbridos sem carregamento externo progrediram 9,3% e já representaram 13,4% das matrículas na Europa.
Por fabricantes, e concentrando-nos apenas nos pesos “pesados” tradicionais na Europa, progressos mais modernos. Em setembro, comparativamente ao mesmo mês de 2025, a Stellantis cresceu 5,1%, a Mercedes-Benz 4% e a Toyota 1,1%. Os números da BMW mantiveram-se estáveis, enquanto a Ford recuou 18%, a Nissan 14%, o Grupo Volkswagen 2,8%, a Hyundai-Kia 2,7% e o Grupo Renault 0,8%.






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