Félix da Costa perde pódio em Berlim
- José Caetano

- 12 de jul. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 14 de jul. de 2025
Mitch Evans, em Jaguar, ganhou a primeira corrida do penúltimo fim de semana da Época 11 do Mundial de Fórmula E em Berlim, Alemanha, que ainda não decidiu o título, devido ao abandono do piloto que lidera o campeonato, Oliver Rowland, da Nissan. O português António Félix da Costa, da Porsche, acabou em terceiro, mas toque em adversário originou a penalização (5 s) por detrás da “queda” para a 10.ª posição.

A ronda 13 da edição de 2024-25 do Mundial de Fórmula E não decidiu o campeão da Época 11 da competição de monolugares elétricos. O britânico Oliver Rowland, da Nissan, acabando-a em primeiro ou segundo, conquistara o título, mas o piloto mais bem-sucedido da temporada, devido a travagem mal calculada, abandonou na volta 33 de corrida que teve 41, depois de colisão com rival (Stoffel Vandoorne, da Maserati), e adiou a comemoração para o final do ePrix de domingo (15h05 em Portugal Continental), ou para o último fim de semana da temporada, no ExCel de Londres, Inglaterra, nos dias 26 e 27.

Este sábado, no circuito em Tempelhof, aeroporto desativado na capita alemã que recebeu a Fórmula E pela 20.ª vez desde 2015, vitória de Mitch Evans, da Jaguar. O neozelandês ganhou pela segunda vez nesta Época 11 e 14.ª na categoria, número que o torna no piloto mais bem-sucedido na história da competição, a par de Sébastien Buemi (Envision), com 14 triunfos. Evans arrancou da “pole position” – a qualificação, devido à chuva em Berlim, teve formato muito diferente do habitual, “arrumando-se” a grelha de partida de acordo com os tempos registados apenas na fase de grupos, devido ao cancelamento dos “duelos” – e nunca perdeu o comando da ação de corrida que paragens nas boxes para recarregamentos das baterias dos monolugares elétricos.

Rowland é campeão este domingo se…
Mitch Evans, que não vencia desde a primeira ronda da temporada, em São Paulo, Brasil, a 7 de dezembro de 2024, resistiu muito bem à pressão de Pascal Wehrlein, da Porsche, que ambicionava a vitória para conseguiu aproximar-se mais de Oliver Rowland nas contas do campeonato. Ainda assim, o alemão, com o máximo de 89 pontos por atribuir, reduziu a desvantagem para o britânico, que abandonou, após travagem mal calculada que terminou em colisão noutro monolugar, de 69 pontos para 50 (Wehrlein também conseguiu o ponto de bónus pela autoria da volta mais rápida do ePrix). E, assim, este domingo, Rowland, para ganhar o título, precisa de somar mais nove pontos do que Wehrlein!

António Félix da Costa qualificou-se em sexto, manteve sempre entre os primeiros e, após a segunda ativação (obrigatória) do Attack Mode, programa que garante 50 kW de potência extra aos monolugares elétricos (passam a contar com 350 kW!…) e aciona as quatro rodas motrizes, tocou no Maserati de Jake Hughes, ação que foi penalizada com a soma de 5 s ao tempo final. E, assim, português apenas 10.º em vez de terceiro, classificação que também representou a perda de uma posição no Mundial, de terceiro para quarto. Matematicamente, o título ainda é possível (está a 73 pontos de Rowland), mas…

Este domingo, também após qualificação durante a manhã, cumpre-se a ronda 14 do campeonato. As previsões meteorológicas apontam para outro dia de chuva na capital alemã. Em Berlim, duas novidades, ambas originadas por participações na quinta corrida de 2025 no Mundial de Resistência (WEC), as 6 Horas de São Paulo, Brasil – Sérgio Sette Câmara substitui Norman Nato na Nissan e o estreante Felipe Drugovich encontra-se no lugar de Nyck de Vries na Mahindra.
















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