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Fórmula E em Londres: Félix da Costa 3.º

O alemão Pascal Wehrlein, num Porsche 99X Electric, venceu o penúltimo ePrix da Época 12 da Fórmula E, e o primeiro do fim de semana no circuito criado no ExCel de Londres, Inglaterra, e recuperou o comando Mundial de Pilotos, posicionando-se, por isso, na “pole position” para a corrida ao título de 2025-26. Conseguindo-o, repete a proeza de 2023-24, que também comemorou na capital do Reino Unido e torna-se só o segundo piloto a ganhar o campeonato de monolugares elétricos por duas vezes, depois do francês Jean-Éric Vergne (2017-18 e 2018-19).



Na corrida desta tarde no circuito semicoberto com 2,077 km e 20 curvas, o piloto de 31 anos da Porsche, marca que está a comemorar 75 anos de envolvimento no desporto automóvel, capitalizou muitíssimo bem tanto o arranque da “pole” como a proteção do companheiro de equipa Nico Müller, o segundo na grelha de partida. O suíço, nas primeiras voltas de ePrix que contou com 39 voltas, mais uma do que o previsto, devido a duas neutralizações da prova com bandeiras amarelas duplas, ambas na sequência de incidentes com os Lola-Yamaha – Zane Maloney primeiro, Lucas di Grassi depois –, permitiu que o alemão ganhasse vantagem suficiente de toda a concorrência direta e pudesse gerir o ritmo de corrida sem qualquer tipo de pressão.



A vantagem do alemão tornou-se ainda maior depois do segundo período de “Full Course Yellow (FCY), que penalizou, nomeadamente, Mitch Evans. O neozelandês da Jaguar já tinha cumprido a paragem obrigatória nas boxes para recarregamento da bateria do I-Type 7 e ativado o Attack Mode (350 kW e quatro rodas motrizes em vez de 300 kW e tração dianteira durante seis minutos), enquanto Pascal Wehrlein aproveitou o incidente com Lucas di Grassi (devido a avaria técnica, colidiu com o muro exterior da curva 9 da pista londrina) para realizar o Pit Boost.



“Um dia perfeito, com a vitória e a ‘pole position’. Acertámos na estratégia e o FCY beneficiou-nos. O Nico estava na segunda posição e também contribuiu para este sucesso da equipa, obviamente. O campeonato decide-se na última corrida, o que é espetacular. Este domingo, vamos tentar repetir o que fizemos hoje. E queremos tudo ou nada”, disse Pascal Wehrlein, que soma mais cinco pontos do que Dennis e 21 do que Evans – o último ePrix da temporada representa um máximo de 29. Até este sábado, nove pilotos com hipóteses (matemáticas) de ganharem o título, mas seis foram “eliminados” na ronda 16 de temporada com 17.


Este sábado, para o alemão, terceira vitória em 2025-26 e 11.ª na Fórmula E.
Este sábado, para o alemão, terceira vitória em 2025-26 e 11.ª na Fórmula E.

António mantém Jaguar no topo

O incidente com o brasileiro que coloca ponto final na carreira desportiva no ePrix deste domingo, que também tem início marcado para as 15h05, depois de sessão de qualificação durante a manhã (10h40), mas apenas conta com 35 voltas e dois períodos de ativação do Modo de Ataque (mais um do que na corrida desta tarde), num total de oito minutos (mais dois), teve impactos importantes na classificação e obrigou quase todas as equipas a mudança de estratégia. Entre os beneficiários, António Félix da Costa, que teve de deixar de preocupar-se com o companheiro de equipa envolvido na luta pelo título de pilotos e passou a competir pela conquista de mais pontos para a Jaguar, que comanda o Mundial de Equipas, mas está muito pressionada pela Porsche (separam-nas apenas cinco pontos).



Até à bandeira de xadrez, o piloto português ainda protagonizou uma mão cheia de duelos (venceu o mais empolgante ao britânico Dan Ticktum, da Cupra KIRO), mas acabou por garantir uma terceira posição agridoce, devido ao azar de Evans. Trata-se do quinto pódio na Época 12 e do 32.º na Fórmula E. “Feliz com o resultado, por manter a Jaguar no comando do Mundial de Equipas, mas a vantagem é pequena. E vimos o jogo da Porsche, que esperávamos, depois das duas primeiras posições na qualificação. Este domingo, temos de dar tudo tanto pelo Mitch, que ainda está na luta pela vitória no campeonato, como por nós”, disse-nos Félix da Costa.



Este domingo, ponto final na era GEN3

O português subiu a quinto no campeonato a ainda pode sonhar com um pódio no Mundial, uma vez que tem menos 20 pontos do que o terceiro, Mitch Evans. E, este domingo, numa corrida antecipada como “caótica”, devido quer às características do circuito, quer ao muito que ainda há por decidir, fim na era GEN3. Na Época 13, novos monolugares e regulamentos técnicos e desportivos (GEN4), mudanças nos plantéis tanto das equipas como dos pilotos e calendário mais extenso (21 ePrix).



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