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Fórmula E em São Paulo

Menos uma equipa e dois carros, recorde de corridas, marca em estreia e um “rosto” novo entre os pilotos (Pepe Martí), e António Félix da Costa na Jaguar. A Fórmula E prepara a Época 12 e a despedida do Gen3 Evo adotado em 2024-25), na 11, e que sucedeu ao Gen3 introduzido em 2022-23, na nove.



Este sábado, em circuito com 2,933 km e 11 curvas no Sambódromo do Anhembi, quarta edição do ePrix de São Paulo, Brasil, e arranque da Época 12 da Fórmula E, a sexta consecutiva do campeonato de monolugares elétricos organizado a partir de 2014. Esta corrida com 30 voltas tem início marcado para as 17h05 de Portugal Continental, após sessão de qualificação das 12h40 às 13h48.

 

Encontrando-se carro novo (Gen4) na linha do horizonte, regulamentos desportivo e técnico quase sem mudanças (registam-se somente a redução no tempo da fase de grupos da qualificação, de 12 minutos para 10, e nas ativações do Attack Mode, de duas para uma, nas corridas com Pit Boost, a paragem nas boxes para carregar as baterias, o que não acontece em São Paulo).



Em 2025-26, número recorde de corridas (17) – na temporada inaugural (2014-15), 11. Trata-se, portanto, do campeonato mais extenso na história da categoria. Entre as novidades, a estreia de Jarama (Madrid, Espanha) no calendário, a organização de dois ePrix na China, com a manutenção de Shanghai e a reintrodução de Sanya no mapa da competição e, ainda, a transferência do ePrix de Miami de Homestead para o autódromo no complexo do Estádio Hard Rock que recebe o Grande Prémio de Fórmula 1 desde 2022. Jacarta e a Indonésia “saem de cena”.



McLaren e Maserati saem de cena 

A Fórmula E, na Época 11, registou máximos novos de fãs e audiências televisivas, mas tem menos uma equipa e dois monolugares nas grelhas de partida, devido ao adeus da McLaren, que esteve três temporadas na categoria. A formação britânica tem programas na Fórmula 1 e no IndyCar, e prepara-se para competir no Mundial de Resistência (WEC) a partir de 2027, com a ambição de repetir 1995 e ganhar as 24 Horas de Le Mans, a corrida mais importante do campeonato.

 

A Maserati também abandonou a competição, que também esteve três épocas na Fórmula E, mas o consórcio proprietário da marca italiana, a Stellantis, continuou com as duas licenças na categoria e somou a Citroën à DS! E, assim, pela primeira vez, marca francesa num campeonato de monolugares, de topo.



Entre os pilotos, mudanças maiores. O neerlandês Robin Frijns deixou a Envision e a Fórmula E (a equipa britânica substituiu-o pelo sueco Joel Eriksson, que prepara a primeira temporada completa no campeonato, depois de participar em 10 ePrix, de 2021 e 2024). O britânico Taylor Barnard (ex-McLaren) assinou pela DS Penske e substitui Jean-Éric Vergne. O francês esteve oito anos na estrutura, mas mudou-se para a Citroën, que também contratou o neozelandês Nick Cassidy, à Jaguar.


O adeus da Maserati significou a saída do campeonato do britânico Jake Hughes e o da McLaren fez com que o belga Stoffel Vandoorne, para continuar na categoria, aceitasse a função de piloto de reserva e testes da Jaguar, equipa nova de António Félix da Costa. O português representou a Porsche durante três temporadas. Nico Müller, suíço, transfere-se da Andretti para a marca alemã que acaba de anunciar a compra de segunda licença para o campeonato na Época 13 – contabilizando os dois carros da equipa-cliente, seis 9XX Electric a partir de 2026-27!


 

A formação norte-americana, para substituir Müller, contratou Felipe Drugovich, o brasileiro que esteve num ePrix em 2024-25, com a Mahindra, e desempenhava os cargos de piloto reserva e testes na escuderia de Fórmula 1 da Aston Martin. Mais: o alemão David Beckmann, que somou só um ponto em 2024-25 – menos, apenas Zane Maloney, de Barbados, na Lola-Yamaha ABT, com… zero! – foi substituído por Pepe Martí, espanhol que ainda compete na Fórmula 2, com a Campos Racing, na Cupra KIRO. E, finalmente, outra despedida: o britânico Sam Bird, após 11 épocas, 12 vitórias e 27 pódios em 141 ePrix, com Envision, Jaguar e McLaren, despediu-se da Fórmula E.

 

Recentemente, cumpriram-se os testes de pré-temporada em Valência, Espanha. O suíço Edoardo Mortara, da Mahindra, foi o autor da volta mais rápida, à frente do campeão em título, o britânico Oliver Rowland, da Nissan. Vale só o que vale!...



Estreia da Citroën Racing 

A Stellantis, proprietária da Maserati, decidiu inscrever outra marca do consórcio no Mundial de Fórmula E, em substituição do fabricante italiano de desportivos. E a escolha recaiu na Citroën, com o francês Jean-Éric Vergne e o neozelandês Nick Cassidy como pilotos do e-CX.

 

A Citroën, ao contrário da Maserati, produz e vende carros populares e conta com gama cada vez mais diversificada de motorizações elétricas ou eletrificadas. Esta entrada no Mundial de Fórmula E, coincide, temporalmente, com uma ofensiva de produtos novos e permite à marca desenvolver e promover todas as competências tecnológicas. E, simultaneamente, proporciona-lhe acesso a plataforma relevante para atividades de comunicação e marketing.



A Maserati, durante a participação no Fórmula E, participou em 27 ePrix, somando três vitórias, uma por época, as duas primeiras com o alemão Maximilian Günther (2022-23 e 2023-24), a terceira com o belga Stoffel Vandoorne (2024-25). A equipa montada em parceria com a MSG, entidade que sucedeu à Venturi e está baseada no Mónaco, estreou-se no campeonato em 2023, na Cidade do México, e também conseguiu sete pódios e duas “poles”. E é a parceira Citroën Racing.


A Citroën Racing (ex-Citroën Compétitions e Citroën Sport) opera na dependência da Stellantis Motorsport, divisão desportiva liderada pelo francês Olivier Jansonnie (Jean-Marc Finot reformou-se após o fim do Mundial de Resistência) e tem história muito bem-sucedida no desporto, com vitórias e títulos nos ralis e na velocidade – em monolugares – competiu só Fórmula Bleue, em França, durante as décadas de 1960 e 1970.



No currículo da marca, quatro triunfos no Rali Dakar, oito títulos de construtores e nove de pilotos no WRC (entre 2003 e 2019, com Sébastien Loeb e Sébastien Ogier como “pontas de lança”, conquistou 102 primeiros lugares em rondas do Mundial, e três títulos de equipas e três de pilotos no WTCC (sempre com o piloto argentino José María López como protagonista).

 

A Citroën Racing, para o Mundial de Fórmula E, conta com o mesmo monolugar da DS Penske. E Vergne e Cassidy figuram entre os pilotos mais bem-sucedidos nesta cagetoria. O primeiro, francês, tem 35 anos e acabou a Época 11 na sexta posição. No campeonato, 146 ePrix, dois títulos, 11 vitórias e, ainda, 38 pódios. O segundo, neozelandês de 31, abandonou a Jaguar como vice-campeão. Na categoria, em 79 corridas, 11 vitórias e 25 pódios.



Félix da Costa na Jaguar 

E-AUTO antecipou-o em primeira-mão, em abril, imediatamente após a ronda 5 da Época 11, em Miami, EUA: António Félix da Costa deixou a Porsche para ingressar na Jaguar. Ian James (ex-McLaren) é o diretor novo de equipa que mantém o piloto neozelandês Mitch Evans. É a quinta equipa do português na categoria.

 

Félix da Costa, 34 anos, estrou-se na Fórmula no segundo ePrix, em Putrajaya, na Malásia, a 22 de novembro de 2014 (Amlin Aguri), e esteve em 144 ePrix, em 146… O português ganhou o título de 2019-20 (Época 6) e registou 12 vitórias, 27 pódios, oito “poles” e quatro voltas mais rápidas! Em 11 temporadas, 912 pontos (111 em 2024-25, campeonato que acabou na quinta posição) e 342 voltas no comando de corridas.



Na categoria, mais ePrix do que António, apenas o brasileiro Lucas di Grassi (147), da equipa Lola-Yamaha, e Vergne (146). E, mais vitórias, só o Sébastien Buemi, da Envision, Mitch Evans (14), e Sam Bird (12). O português, com o neozelandês, que prepara a 10.ª temporada na Jaguar, forma a dupla de pilotos mais bem-sucedida na Fórmula E – juntos, contam com 370 ePrix, 26 vitórias, 60 pódios e 18 “poles”!

Em 2025-26, mudança de ciclo, com o britânico ex-McLaren Ian James na direção da equipa, sucedendo a James Barclay, o homem-forte da McLaren para o WEC.

 

“Estamos muito felizes por podermos contar com o António na Jaguar TCS Racing. Tem 11 temporadas neste campeonato, habituou-nos a níveis de competitividade e consistência fora de série. A forma como aborda esta competição alinha-se com os nossos valores. Temos a dupla de pilotos mais excitante da Fórmula E”, disse o britânico.



Mitch Evans, amigo muito próximo de Félix de Costa, também deu as boas-vindas ao português. «É o início de era entusiasmante. O António traz muita energia nova para equipa, e partilha a nossa ambição de vitórias e títulos”, disse o neozelandês de 31 anos. “Sinto-me muito honrado por poder representar uma marca com uma história tão rica e estou muito entusiasmado com este capítulo da minha carreira. Pretendo superar os limites e comemorar vitórias e títulos”, exclamou o ex- Aguri, Andretti, BMW, DS Techeetah e Porsche.

 

A Jaguar TCS Racing estreou-se na Fórmula E no campeonato de 2016, no ePrix de Hong Kong. Em nove épocas, somou 127 ePrix, 22 corridas, 53 pódios, 13 “poles”, e campeã de equipas e construtores na Época 10 (2023-24). Falta-lhe, no entanto, o título de pilotos. O António com a Jaguar também “abriu a porta” ao regresso do piloto português ao WEC, com a Alpine, equipa com que também tem contrato de dois anos. Na estreia com o hipecarro A424, piloto mais veloz em Sakhir, Bahrain.

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