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Fórmula E em Londres: corrida(s) aos títulos!

É o fim de semana de todas as decisões na Época 12 do Mundial de Fórmula E e o ponto final na era GEN3, que teve início na nove (2022/23). Sábado e domingo, em Londres, em circuito com 2,077 km e 20 curvas no ExCel, centro de exposições da capital do Reino Unido, decidem-se os títulos de pilotos e equipas, uma vez que a Porsche, pelo segundo ano consecutivo, assegurou a vitória do de construtores na penúltima ronda da temporada, em Tóquio, Japão. Matematicamente, nove pilotos e cinco equipas podem sagrar-se campeões. Isto demonstra a competitividade do campeonato de monolugares elétricos…



A Fórmula E encontra-se em Londres pela oitava vez, sexta consecutiva no ExCel. Trata-se, todavia, do adeus a este anfiteatro com características únicas localizado paredes-meias com as antigas docas da cidade. O circuito atravessa os pavilhões do complexo, obrigando os pilotos a passagem por superfície interior lisa e pouco aderente que contrasta com o asfalto que encontram na zona exterior. Somam-se a largura muito reduzida e as mudanças de elevação e iluminação. Tecnicamente, garantem-nos, não há pista mais exigente no calendário do campeonato. Todavia, na Época 13 (2026/27), com a novo monolugar elétrico GEN4, muito mais potente e rápido do que atual, o campeonato muda-se para Brands Hatch, que dista cerca de 40 km da capital britânica e tem 14 grandes prémios de Fórmula 1 no currículo, de 1964 a 1986.



Dennis, Evans e Wehrlein favoritos

No campeonato de pilotos, somente cinco pontos os primeiros três classificados, Jake Dennis (Andretti), Mitch Evans (Jaguar) e Pascal Wehrlein (Porsche) – somam, respetivamente, 146, 144 e 141. O segundo, neozelandês de 32 anos, ainda nunca conquistou um título nesta categoria. O primeiro, britânico de 31, ganhou a Época 9, e o do terceiro, alemão de 31, venceu a 10.


O campeão da 11, Oliver Rowland (Nissan), é quarto na classificação, com menos 14 pontos do que o compatriota. Num fim de semana que representa o máximo de 58 pontos, também está na “corrida”. Passa-se o mesmo com o português António Félix da Costa (Jaguar), sexto, a 33 pontos de Dennis!



António Félix da Costa determinado

“Para este fim de semana, três objetivo em cima da mesa: lutar pelo campeonato, uma missão difícil, mas não impossível, assegurar o título de equipas, que é muito importante para nós, e apoiar o Mitch, se tiver de fazê-lo, que está em segundo no Mundial. Dois dias tensos, sob pressão, mas sinto-me determinado e motivado. O desporto é isto. Resta-me meter o capacete e ir para a luta”, disse Félix da Costa.


Evans abandona a Jaguar no fim da temporada, após 10 temporadas com a Jaguar. O neozelandês, o piloto que detém o recorde de vitórias na Fórmula E (16), registo a que soma 141 ePrix, 38 pódios ou 10 “poles”, representará a estreante Opel GSE na Época 13 (francês Théo Pourchaire como companheiro de equipa).



Di Grassi e Buemi despedem-se

Também em Londres, ponto final na carreira de Lucas di Grassi (Lola-Yamaha), piloto brasileiro de 42 anos que está na categoria desde o arranque em 2014 – ganhou a corrida de estreia, em Pequim! – e venceu a Época 3, e o adeus ao campeonato de Sébastien Buemi (Envision), o suíço de 37 campeão da 2, que decidiu concentrar-se no WEC, campeonato em que contabiliza quatro títulos mundiais – e quatro triunfos nas 24 Le Mans –, todos com a Toyota.


“São as minhas duas últimas corridas como piloto profissional, depois de 30 anos de competição. A Fórmula E ocupa um lugar muito especial na minha história, por ter feito parte do campeonato desde o início. Vi a competição passar de uma ideia em que poucos acreditavam para uma das séries mais competitivas e inovadoras do automobilismo mundial”, exclamou Lucas di Grassi.



Pit Boost na corrida de sábado

Nos dois dias, corridas às 15h05 depois de qualificações às 10h40. Neste sábado, no programa, ePrix com 38 voltas e paragens obrigatórias para recarregamento de baterias dos monolugares elétricos (Pit Boost), o que diminui o tempo de ativação do Attack Mode de oito minutos para seis – este programa aumenta a potência de 300 kW para 350 kW e aciona o sistema de quatro rodas motrizes, uma mais-valia numa pista com estas características! No domingo, sem Pit Boost, 34 voltas, mas só se não existirem intervenções (demoradas) do Safety Car, o que é muito raro no ExCel.


No Mundial de Equipas, a Jaguar apresenta-se em Londres com mais 14 pontos do que a Porsche, mas ainda existe um máximo de 94 por atribuir, o que faz com até a quinta classificada no campeonato, a Citroën Racing, possa sonhar com o título – contabiliza menos 91 do que a formação inglesa! Também neste caso, difícil, sim, impossível, não!



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