Mercedes-AMG GT SUV: 544, 816 ou 1169 cv
A Mercedes-AMG apresentou o GT SUV. É o primeiro modelo da divisão desportiva com o formato automóvel dominante desenvolvido integralmente pela companhia com 59 anos de história e apenas o segundo baseado na AMG.EA, plataforma para elétricos de altas prestações estreada em pelo GT 4 Portas Coupé (53 por 129.500 €, 55 por 160.500 €, 63 por 206.500 €). O topo de gama 63 combina três máquinas elétricas, tem até 1169 cv e 2000 Nm, acelera de 0 a 100 km/h em 2,7 s, atinge 200 km/h em 7,2 e, contando com AMG Driver’s Package, é capaz de 270 km/h.

O GT SUV tem mais duas versões, tal como o GT 4 Portas Coupé, todas com tração integral AMG Performance 4Matic+: na 53, dois motores síncronos e 544 cv; na 55, como na 63, três motores de fluxo axial, tecnologia mais compacta e com elevada densidade de potência, e 816 cv. No que respeita às baterias, 53 com acumulador de 106 kWh de capacidade, enquanto 55 e 63 podem contar com unidades de 106 ou 128 kWh de capacidade. E a arquitetura é de 800 V e as células (cilíndricas) são arrefecidas diretamente por líquido, facto que permite manter a potência de forma consistente até sob utilização muito intensa.
Potências de carregamento: 710 kW
Contando com a bateria de maior capacidade, 55 e 63 percorrem, respetivamente, até 620 e 720 km entre recargas. Para a versão 53, o GT SUV menos potente e mais eficiente, a Mercedes-AMG reivindica 597 a 668 km de autonomia. Os números do carregamento (potências e tempos da operação) também impressionam: a bateria de 106 kWh de capacidade permite até 600 kW em corrente contínua, enquanto a de 128 kWh recebe até 710 kW. Nas condições ótimas anunciadas pela marca, na segunda, recupera-se energia suficiente para 454 km de condução em 10 minutos e aumenta-se a carga no acumulador de 10 para 80% em 12 minutos. Na primeira, a mesma operação demora apenas 11 minutos. O sistema encontra-se preparado para funcionar em postos de 400 V, mudando de arquitetura, automaticamente, se não existir uma infraestrutura de 800 V.

Nos GT 55 e GT 63, dispõe-se de dois motores no eixo traseiro e outro no dianteiro, que atua, essencialmente, como unidade de reforço, entrando em funcionamento apenas quando é necessária potência extra, maior capacidade de regeneração de energia durante as desacelerações e travagens ou mais capacidade de tração. Em situações de carga reduzida, para diminuição das perdas, pode desligar-se através de uma unidade de desacoplamento. A distribuição independente de binário entre as máquinas posteriores permite ativa a vectorização do binário, função para mais agilidade, estabilidade e capacidade de aceleração à saída das curvas. Somam-se o aumento da rapidez de resposta e a redução da intervenção dos travões.
No GT 53, tecnologia diferente, um motor síncrono por eixo. Também neste caso, a máquina dianteira pode ser desacoplada e a traseira está associada a transmissão de 2 velocidades que contribui quer para a capacidade de aceleração, quer para a eficiência em autoestrada.

Suspensão ativa e direção traseira
A Mercedes-AMG, para o GT SUV, desenvolveu nova suspensão pneumática (AMG Active Ride Control+) – equipa o 63, é opcional no 55 e encontra-se indisponível no 53. Neste dispositivo, em vez de barras estabilizadoras, conta-se com mecanismo hidráulico ativo que modera os movimentos de inclinação longitudinal e lateral da carroçaria. A direção ativa do eixo traseiro proposta de série assegura que as rodas posteriores viram até 6º no sentido oposto ao movimento das dianteiras, abaixo de 80 km/h, ação que melhora agilidade. Acima, movem-se na mesma direção, o que aumenta a estabilidade.
Nas duas versões de topo, o AMG Race Engineer permite adaptar individualmente a resposta dos motores elétricos, o comportamento do chassis em curva e, ainda, o funcionamento do controlo de tração.
Sonoridade de motor V8 num elétrico
A Mercedes-AMG, no GT SUV com motorizações elétricas, mantém preserva parte da experiência sensorial proporcionada pelos automóveis desportivos que produz motores de combustão. O programa AMGFORCE Sport+ reproduz a sonoridade de uma mecânica de 8 cilindros no 55 e no 63 e de 6 cilindros no 53 – para propô-lo, a equipa de desenvolvimento recorreu a gravações reais de motores em carros com a insígnia da divisão! Este dispositivo também simula passagens de caixa, permite mudanças manuais em patilhas no volante e utiliza até vibrações nos bancos!
O GT SUV, na versão 63, mede 5,084 m de comprimento e 3,04 m entre eixos e tem mala com 607 litros, capacidade que aumenta para 1740 litros com o rebatimento dos encostos dos bancos traseiros. Soma-se o compartimento dianteiro (“frunk”), com 78 litros.
O primeiro SUV específico da AMG tem dianteira baixa, vias (muito) largas, guarda-lamas pronunciados e tejadilho com linha descendente dos pilares B para trás. No 55 e no 63, “spoiler” traseiro ativo muda automaticamente de posição a partir dos 150 km/h e lâminas móveis à frente regulam os fluxos de ar para a refrigeração. No habitáculo, a posição de condução é deliberadamente mais baixa do que em SUV convencionais e o painel combina instrumentação digital (10,2’’) com ecrã central (14’’) para o programa de infoentretenimento. Opcionalmente, monitor de 14’’ para o passageiro dianteiro.
Porsche Cayenne Electric como concorrente
O GT SUV é fabricado em Sindelfingen, na Alemanha, numa linha adaptada à nova AMG.EA. Os preços e a data de lançamento no mercado nacional ainda não foram anunciados. O Mercedes-AMG tem o Porsche Cayenne Electric como concorrente número um. No rival, versões com 442 cv (110.096 €), 666 cv (132.315 €) e 1156 cv (171.929 €). Para o topo de gama, o Turbo, anunciam-se 2,5 s de 0 a 100 km/h, 260 km/h de velocidade máxima e até 557 a 622 km de autonomia.






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