Novo BMW X5 tem versão iX5
- José Caetano

- há 2 dias
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É o primeiro automóvel da BMW apresentado com cinco tecnologias de propulsão e tem estreia no mercado programado para novembro, primeiro apenas com duas mecânicas de combustão interna (gasolina e gasóleo), mas ambas propostas com sistemas híbridos de 48 V (MHEV). Em 2027, introdução da versão elétrica iX5, que é inédita no catálogo da marca da hélice e tem uma autonomia (WLTP) prevista de 845 km, e de dois híbridos Plug-In capazes de percorrerem cerca de 100 km sem a emissão de gases de escape. Em 2028, lançamento do iX5 Hydrogen com pilha de combustível (Fuel Cell) alimentada a hidrogénio!

A BMW apresentou o X5 em 1999 e, em duas décadas e meia, vendeu mais de três milhões de unidades do Sport Activity Vehicle (SAV) produzido nos EUA, na unidade de Spartanburg (Carolina do Sul). O automóvel que “sai de cena” surgiu no outono de 2018. E o novo mantém quer as dimensões muito generosas dos antecessores, com cerca de cinco metros de comprimento (4,994 m) e mais de três entre eixos (3,035 m), quer o interior com cinco lugares, independentemente da versão. Como concorrentes, Audi Q7, Mercedes-Benz GLE, Porsche Cayenne/Cayenne Electric e Volvo XC90/EX90.
O X5-2026 não é membro da nova geração de automóveis Neue Klasse – baseia-se numa variante muito otimizada da plataforma CLAR, mas adota diversas soluções estreadas pela BMW no primeiro elemento da família, o iX3-2025, nomeadamente no desenho (dianteira e traseira) ou na apresentação e na tecnologia incorporadas no painel de bordo, a razão por detrás das muitas semelhanças entre os dois SAV! Os faróis recorrem a LED adaptativos e, como os farolins, contam com sistema de iluminação capaz de executar sequências de boas-vindas e de despedida quando o carro é aberto ou fechado.

A BMW, para o novo X5, adotou puxadores de portas muito semelhantes aos que a Ford desenvolveu para o Mustang Mach-E, equipando o SAV com pega do tipo asa que beneficia o desempenho aerodinâmico e aciona o mecanismo motorizado de abertura e fecho. Existem jantes de 21’’, 22’’ e 23’’ – as primeiras são propostas de série nas versões 40d xDrive, 40 xDrive e 50e xDrive; as segundas, apenas na M60e xDrive e, entre as 11 opções propostas, quatro integram a gama da Individual para personalização do novo automóvel.

Desenho e tecnologias Neue Klasse no interior
A perceção do interior é de qualidade (materiais e montagem). A BMW socorreu-se de soluções desenvolvidas para os Neue Klasse (iX3 e i3) para garantir uma experiência de utilização mais digital, repetindo a fórmula experimentada pela primeira vez no novo Série 7. O painel de bordo conta com Panoramic iDrive (superfície horizontal para a projeção de informações montada à largura da base do para-brisas, com os dados mais importantes, nomeadamente a velocidade e o nível de combustível no depósito ou de carga na bateria, apresentados na zona à frente do condutor), ecrã central de grandes dimensões (17,9’’) para acesso a quase todos os programas do automóvel (climatização, navegação, som, etc.) – o sistema operativo baseado no Android é o mais moderno da marca alemã e conta com assistente virtual Alexa da Amazon otimizado com inteligência artificial como sistema de reconhecimento de voz (assim, interpretação correta de instruções com linguagem natural) – e volantes com desenhos pouco convencionais (todos com comandos que reagem ao tato de forma háptica e são, maioritariamente, retroiluminados). E somam-se o Head-Up Display com tecnologia de realidade aumentada e o monitor (14,6”) para o passageiro dianteiro.

No novo SAV do fabricante de Munique, para acesso ao compartimento de carga, o portão é simples e não duplo, o que sucede pela primeira vez no X5. A capacidade da bagageira varia em função da versão: 650 litros com motores de combustão ou elétricos (contando-se com os segundos, à frente, sob o “capot”, há “frunk” para a arrumação, por exemplo, dos cabos de alimentação da bateria), apenas 525 litros com as motorizações híbridas Plug-In. Não foram divulgadas informações sobre o Hydrogen, mas os depósitos encontrar-se-ão posicionados sob o piso, entre eixos, como nos iX5. Dispondo-se de suspensão pneumática, há possibilidade de adaptar a altura ao solo da plataforma de carga.
Motorizações com potências de 313 cv a 612 cv
No arranque da carreira comercial da quinta geração do X5, mecânicas a gasolina e gasóleo, ambas com 6 cilindros em linha, 3 litros, injeção direta, turbo e sistema MHEV de 48 V com máquina elétrica (18 cv/13 kW e 200 Nm): no 40 xDrive, 400 cv, 580 Nm, arranque 0-100 km/h em 5,4 segundos, velocidade máxima de 250 km/h; no 40d xDrive, 286 cv, 650 Nm (temporariamente, 313 cv, 670 Nm), arranque 0-100 km/h em 6,1 segundos, velocidade máxima de 230 km/h.

No início de 2027, iX5 60 xDrive com dois motores elétricos, um dianteiro (249 cv), outro traseiro (329 cv), alimentados por bateria com 141 kWh de capacidade. Para a autonomia, a promessa é de até 845 km (WLTP). A arquitetura de 800 V assegura mais potência e rapidez de carregamento, anunciando-se até 460 kW em corrente contínua. O nome iX5 não é novo na BMW. O fabricante estreou-o em 2019, no IAA de Frankfurt, quando apresentou o “concept” do SAV com a tecnologia de pilha de combustível (Fuel Cell). Dois anos depois, introduziram-se os primeiros protótipos funcionais, que tinham sistema desenvolvido com a Toyota. Em 2023, arranque da frota-piloto com cerca de 100 exemplares, que já percorreu mais de um milhão de quilómetros. No entanto, versão Hydrogen em produção só a partir de 2028.
Também no princípio de 2027, dois híbridos Plug-In na nova gama X5: 50e xDrive e M60e xDrive. No primeiro, mecânica a gasolina com 6 cilindros em linha, 3 litros e 313 cv, motor elétrico com 197 cv e bateria com 26,5 kWh de capacidade; a BMW reivindica 489 cv, 700 Nm, aceleração de 0 a 100 km/h em 5 segundos, velocidade máxima de 242 km/h e autonomia elétrica de até 102 km. No segundo, utiliza-se a tecnologia PHEV do primeiro, mas a mecânica a gasolina tem 426 cv e 540 Nm e o rendimento do sistema progride para 612 cv e 800 Nm; assim, arranque de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos, velocidade máxima de 250 km/h ou autonomia elétrica de até 98 km.
E, entre os sistemas de assistência à condução, Driving Assistant Professional, que opera até 130 km/h sem o contacto permanente das mãos com o volante, mesmo se obriga o condutor a manter-se atento à estrada (e há câmara a monitorizá-lo de forma permanente). Trata-se de versão mais desenvolvida de sistema apresentado no iX3 (mudança autónoma de faixa de rodagem, depois de confirmação visual da manobra, apoio às entradas e saídas em autoestradas/vias rápidas com recurso à função Entry-2-Exit e assistência à navegação em cidade com o Address-2-Address).
Ecossistema industrial na Carolina do Sul (EUA)
A produção do X5 em Spartanburg tem início marcado para 2026. O iX5 apresenta-se como o primeiro automóvel elétrico fabricado pela BMW na unidade localizada no estado norte-americano da Carolina do Sul, que beneficiou de investimento na ordem dos 1,7 mil milhões de dólares (ao câmbio atual, 1,56 mil milhões de euros). O pacote permitiu a ampliação e a modernização da infraestrutura industrial, mais a construção de fábrica para baterias na mesma região (Woodruff), que também está quase pronta a produzir. A marca alemã, em 2030, pretende montar seis carros com a tecnologia nos EUA.




































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