O Jaguar E de Félix da Costa em 2026/27!
- José Caetano

- há 8 horas
- 2 min de leitura
A Fórmula E tem encontro marcado na próxima semana (dias 21 e 22), no Circuito de Paul Ricard, França, para apresentar a quarta geração do monolugar elétrico. O GEN4, recorda-se, tem estreia em competição confirmada para o campeonato de 2026/27 (Época 13), com arranque planeado para dezembro.

A Jaguar TCS Racing, a equipa de António Félix da Costa – cumpridas as primeiras seis rondas de campeonato com 17, o piloto português, após vitórias em Jeddah e Madrid, é quarto classificado no Mundial, com 64 pontos, menos 19 do que Pascal Werhlein, alemão da Porsche –, desenvolveu protótipo para o “Gen4 Unleahed”, o proto-TYPE, com decoração inspirada nos registos de dados de velocidade no circuito de Mónaco – a “joia da coroa” do campeonato de monolugares elétricos – com as quatro gerações de carros de corrida utilizados pela formação britânico.
A decoração, di-lo a Jaguar, pretende ilustrar o ritmo dramático de progresso tecnológico na Fórmula E, campeonato em que a Jaguar compete desde 2016, ano em que o GEN1 ainda estava ativo, como parte da estratégia de «correr para inovar». A título de exemplo, e utilizando dados derivados do simulador de última geração «driver-in-the-loop» da Jaguar TCS Racing, prevê-se que o GEN4, na configuração de alta carga aerodinâmica e com 600 kW de potência, saia do túnel do Mónaco e atinja 277 km/h de velocidade máxima antes de iniciar a travagem para a Nouvelle Chicane.

Logo, comparativamente, é 30 km/h mais rápido do que o atual I-TYPE 7 (GEN3 Evo), que atinge 245 km/h no mesmo local, na especificação de potência de 350 kW, e quase 80 km/h mais veloz do que o I-Type 1 (GEN1), que tinha apenas 150 kW (160 kW com a ativação do FanBoost) conseguiu “só” 199 km/h no simulador.
A era GEN4 prolongar-se-á até à temporada 16 do Mundial (2030) e marcará uma evolução revolucionária no desempenho dos monolugares elétricos da Fórmula E, com um aumento de potência de 350 kW para 600 kW, a introdução de tração integral ativa permanente e a capacidade de regeneração de energia de 700 kW durante as desacelerações e travagens. A equipa britânica, com a participação no campeonato, ambiciona desenvolver tecnologias que possa transferir quase instantaneamente para os futuros automóveis da Jaguar, que serão 100% elétricos.
















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