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Scuderia Ferrari apresenta SF-26

Atualizado: há 4 horas

SF-26 é o nome de batismo do monolugar da Scuderia Ferrari para a edição-2026 do Mundial de Fórmula 1, que coincide com a introdução de regulamento técnico novo na categoria-rainha do desporto automóvel e tem arranque programado para 8 de março, com o 40.º Grande Prémio da Austrália, 29.º no circuito Albert Park de Melbourne.  A dupla de pilotos mantém-se: Charles Leclerc e Lewis Hamilton. Em 2025, e só pela oitava vez em 76 temporadas no campeonato, zero vitórias…



A Scuderia Ferrari é, para a maioria dos fãs, o nome mais importante da Fórmula 1, independente do jejum longo de sucessos. Os italianos, no currículo, apresentam, em 76 temporadas na categoria – equipa com carreira mais longa e bem-sucedida na disciplina –, 16 títulos de construtores e 15 pilotos, mas não ganham o primeiro desde 2008, nem o segundo desde 2007 (Kimi Raikkonen). Mais: em 1122 grandes prémios, a formação de Maranello comemorou um recorde de 248 vitórias. Porém, em 2025, e só pela oitava vez na história, repetindo 1950, 1980, 1991, 1992, 2009, 2014 e 2020, zero triunfos!

 

Por tudo isto, 2026, ano de mudanças muito importantes no regulamento técnico, que obrigou ao desenvolvimento de geração nova tanto de monolugares, como de unidades de potência, representa (outra!) oportunidade de regresso ao topo, após a quarta posição dececionante no campeonato de construtores em 2025, atrás de McLaren, Mercedes e Red Bull. E, por isso, antes de viajar para Barcelona, para os primeiros cinco dias de trabalho em pista para preparar o arranque da temporada, a Ferrari apresentou o 90.º Fórmula 1 da Scuderia: o sucessor do SF-25 é o SF-26.



Estreia em Barcelona no dia 27 

A Fórmula 1 volta à ação no dia 26, no Circuito de Barcelona-Catalunha, Espanha, para cinco dias de Shakedown, programa que significa o início da preparação para a 77.ª edição do campeonato. Depois, até à Austrália, na agenda, duas sessões de testes em Sakhir, no Bahrain, ambas em fevereiro, a primeira de 11 a 13, a segunda entre 18 e 20. Em Montmeló, comunicou-o Frédéric Vasseur, o francês de 57 anos no comando da Scuderia, Ferrari de fora no primeiro dia de trabalho, a exemplo do que acontecerá com a McLaren, a bicampeã de construtores e vencedora do título de construtores no ano passado, com Lando Norris! E a Williams-Mercedes, pelas mesmíssimas razões da McLaren, decidiu não participar no evento…

 Andrea Stella, diretor da McLaren-Mercedes, admitiu que a equipa necessitava de “mais tempo de desenvolvimento” para iniciar os testes em pista em Barcelona, o que acontecerá apenas no segundo ou no terceiro dia do programa. Vasseur disse que a Ferrari entrará em cena só a partir do segundo, mas o cumprimento do plano está dependente da existência de condições climatéricas favoráveis. Durante este Shakedown de cinco dias, recorda-se, as equipas poderão apresentar-se em pista apenas em três. O francês também reconheceu a importância da apresentação do SF-26, descrevendo o momento como “emocionante. Assistimos à mudança mais importante na Fórmula 1 em 25 anos e, por isso, tivemos de começar tudo do zero: chassis, motor, bateria, pneus, etc. Trabalhámos muito num projeto que iniciámos há cerca de um ano e estou curioso para perceber como as equipas abordaram os regulamentos desportivo e técnico novos! É provável que todas tenham percorrido caminhos diferentes, o que torna tudo menos previsível. Estamos preparados para reagirmos de imediato a todos os obstáculos que encontrarmos neste caminho. O mais importante, neste momento, é contarmos com estabilidade na organização e pessoas empenhadas no cumprimento dos mesmos objetivos”, afirmou o francês.



Durante a apresentação do SF-26, Vasseur também deixou mensagem aos “tifosi”. “Muito obrigado pelo vosso apoio! É muito importante em todas as circunstâncias, como testemunhámos, repetidamente, no passado. E é-o para todos os membros da equipa, dos pilotos aos engenheiros e aos mecânicos”, concluiu.


“Desafio enorme” entusiasma Hamilton 

Lewis Hamilton, o piloto mais bem-sucedido na história da Fórmula 1 (sete títulos, 380 grandes prémios, 105 vitórias, 104 “poles”, 202 pódios) prepara-se para a 20.ª temporada no Mundial, a segunda com a Scuderia Ferrari. Na primeira, o britânico de 41 anos acabou o campeonato na sexta posição e sem vitórias ou pódios, facto que aconteceu pela primeira vez na carreira que iniciou em 2007, descontando-se, claro, a primeira posição na corrida de Sprint do Grande Prémio da China.



Hamilton, na apresentação do SF-26, manifestou-se confiante para o campeonato de 2026, mas também disse que terá de adaptar-se depressa à condução do carro novo, que é muito diferente da do ano passado. “As mudanças são ‘monumentais’. Nunca aconteceu nada igual no nosso desporto, pelo menos desde que cheguei à Fórmula 1. Todos tiveram de começar do zero, o que equilibra o jogo. Agora, vamos ver quem foi mais veloz no desenvolvimento e, sobretudo, quem teve as melhores ideias”, disse o britânico, que destacou o facto do monolugar com combinação de cores quase sem precedentes na Ferrari – esta decoração, visualmente, recorda o 312T e o 312T2 com que a Scuderia venceu o título de construtores em 1976! – ser mais compacto e leve do que o antecessor.

 

“Nós, pilotos, adaptamo-nos. O desafio maior será, certamente, o funcionamento da unidade de potência. É preciso perceber bem como recarregamos as baterias e utilizamos a energia em reta. Temos de tornar-nos muito eficientes, recorrendo às ferramentas que temos à nossa disposição para pouparmos combustível. E, claro, como as peças deste puzzle são todas as novas, temos de reaprender tudo. Penso que a comunicação com os engenheiros será fundamental para explorarmos todo o potencial do carro. A equipa trabalhou arduamente, acredito que seremos bem-sucedidos”, concluiu o britânico.

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