Volkswagen ID.3 GTI com 326 cv em 2027
A Volkswagen revelou o novo ID.3 GTI, desportivo 100% elétrico que chegará aos principais mercados europeus durante o primeiro trimestre de 2027 e que, com 326 cv, se assume como o automóvel de produção em série mais potente nos 50 anos de história da mítica sigla GTI.

Desenvolvido a partir do novo ID.3 Neo, o GTI mantém a configuração de motor traseiro e tração posterior. A Volkswagen anuncia 240 kW/326 cv e 545 Nm, 0- 100 km/h em 5,6 s e velocidade máxima limitada eletronicamente a 200 km/h.
Potência e binário são exatamente os mesmos do anterior ID.3 GTX Performance. O novo GTI é, no entanto, uma décima de segundo mais rápido no arranque de 0 a 100 km/h (5,6 contra 5,7 s) e representa uma mudança de filosofia e identidade: a Volkswagen, de forma progressiva, está a abandonar a designação GTX para transportar a histórica sigla GTI para a era elétrica.

Esta estreia acontece precisamente na comemoração dos 50 anos do lançamento do primeiro Golf GTI. O carro apresentado em 1976 tinha um motor 1.6 de 110 cv. Cinco décadas depois, o ID.3 GTI quase triplica essa potência e leva a fórmula desportiva para um compacto elétrico de tração traseira.
Todavia, antes da entrada em cena do ID.3 GTI, introdução do ID. Polo GTI (226 cv, 290 Nm, 0-100 km/h em 6,8 s e 175 km/h), primeiro Volkswagen elétrico a utilizar a sigla, cujo lançamento está previsto para o último trimestre do ano.
Quase 600 km de autonomia
A energia é fornecida pela maior bateria disponível no ID.3 Neo, com 79 kWh de capacidade útil, o que permite à marca anunciar uma autonomia próxima dos 600 km (WLTP) para o GTI. O carregamento rápido em corrente contínua pode atingir 183 kW, sendo necessários apenas 0h29 para aumentar a energia no acumulador de 10% para 80% da capacidade máxima de armazenamento.
Para comparação, o ID.3 Neo equipado com a mesma bateria de 79 kWh de capacidade pode percorrer até 630 km (WLTP). Potência, pneus e afinação desportiva penalizam a eficiência do GTI, carro que também tem um comportamento próprio, por contar com suspensão adaptativa DCC, direção progressiva e Launch Control (controlo de arranque), além de uma afinação específica do motor e dos sistemas eletrónicos.
Este modelo estreia ainda um modo GTI, que é selecionável em botão específico no volante. Quando ativado, altera a resposta do sistema propulsor e do chassis para as configurações mais desportivas e muda a iluminação ambiente do habitáculo para vermelho. E a tração traseira introduz um elemento novo. Desde a primeira geração do Golf GT, a sigla esteve sempre associada à tração dianteira.
A transformação estética. Na dianteira destaca-se a faixa vermelha entre os faróis, numa referência direta à moldura vermelha da grelha do Golf GTI original.
As novas jantes de liga leve de 20’’’, denominadas Wörthersee, prestam homenagem ao célebre encontro de entusiastas Volkswagen realizado durante décadas junto ao lago austríaco com o mesmo nome. A gama inclui cinco cores: Vermelho Tornado e Cinzento Moonstone sólidos, além de Prata Scale, Preto Grenadilla e Branco Glacier metalizados.
O interior segue a mesma lógica. O vermelho surge no volante, costuras, painel de bordo e bancos, enquanto os estofos recuperam, numa interpretação moderna, o famoso padrão axadrezado, uma das imagens de marca do Golf GTI desde 1976.







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