Híbridos atraem donos de carros elétricos
Cada vez mais proprietários de carros elétricos admitem escolher uma solução híbrida na próxima compra de automóvel. A percentagem aumentou de 23% em 2025 para 28% este ano, de acordo com o EV Index 2026, estudo elaborado pela empresa neerlandesa de tecnologia de localização HERE Technologies e pela consultora automóvel britânica SBD Automotive.

As respostas consideraram híbridos convencionais, híbridos Plug-In e elétricos com extensores de autonomia e refletem a procura de maior flexibilidade nas viagens longas e em situações em que os acessos às infraestruturas públicas de carregamento continuam a ser problemáticas. Este estudo inquiriu mais de 4000 condutores nos EUA, França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido, Índia e Austrália, incluindo proprietários de automóveis elétricos e de carros com motor de combustão interna.
Apesar do aumento do interesse pelas motorizações híbridas, os resultados não indicam uma rejeição dos elétricos. Globalmente, 64% dos proprietários de BEV inquiridos admitem comprar novamente um automóvel com esta tecnologia. No Reino Unido, a percentagem chega aos 87% e na Alemanha aos 78%, enquanto em Itália não excede os 48%.

Os resultados devem-se à experiência de utilização, melhor do que a antecipada antes da compra, na maioria dos caros: 68% dos proprietários dizem mesmo que o carregamento superou as expectativas e 67% afirmam o mesmo relativamente à autonomia.
Carregamento ainda condiciona viagens
No entanto, de acordo com o mesmo estudo, isto não significa que os problemas desapareceram os problemas. Mais de metade dos inquiridos, ou 54%, admite já ter evitado pelo menos uma viagem devido à preocupação de não encontrar um ponto de carregamento, enquanto 59% encontraram, também pelo menos uma vez, um posto público avariado quando pretendiam carregar.

É a diferença entre a experiência positiva no dia a dia e as dificuldades ocasionais nas deslocações longas que explicar o interesse crescente pelas tecnologias que combinam a eletrificação com um motor de combustão interna. Todavia, o estudo alerta que estes números medem apenas intenções e não significam que 28% dos proprietários de carros elétricos considerem, de facto, a troca para um híbrido.
Entre os proprietários de automóveis com motor de combustão, só 17% apontam um automóvel elétrico como a opção mais provável para a sua próxima compra – ou contrato de utilização.
O preço passou também a assumir mais importância. A relação preço/produto é apresentada por 36% dos inquiridos como o principal motivo para a compra de um elétrico, à frente dos custos de utilização inferiores, referidos apenas por 34%, ou das vantagens ambientais, que obtiveram 33% de respostas.

Marcas chinesas ainda geram resistência
Finalmente, a origem da marca ainda influencia a decisão de compra, conclui este estudo de 2026. Entre os condutores inquiridos, 73% admitem considerar um carro de uma marca japonesa e 69% um modelo de origem europeia. As marcas sul-coreanas e norte-americanas obtiveram 63% de respostas, enquanto apenas 45% dos proprietários admitiram considerar a compra de um automóvel de uma marca chinesa. A participação de proprietários norte-americanos neste trabalho explica estes resultados.






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