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MG4 Urban “contra” BYD Dolphin

A MG, a marca chinesa mais vendida na Europa em 2025 (somou 307.282 registos, mais 26% do que em 2024, “contra” 186.612 da BYD, que cresceu 276%, no frente a frente com o ano precedente, beneficiando tanto do aumento da gama, como da expansão da rede), tem automóvel novo na rampa de lançamento: chama-se MG4 Urban, tem apenas motorizações elétricas e apresenta-se como concorrente do… BYD Dolphin!



O MG4 Urban, na gama do fabricante de origem inglesa que integra o portefólio da SAIC Motor, posiciona-se abaixo do MG4, automóvel com que partilha pouco mais do que o nome. O primeiro baseia-se numa plataforma de tração dianteira e mede 4,395 m, enquanto o segundo assenta numa arquitetura técnica de tração traseira e tem 4,287 m. Também nas suspensões traseiras, diferença importante: barra de torção no MG4 Urban, sistema com arquitetura multibraços no MG4.

 

No MG4 Urban, as baterias de fosfato de ferro e lítio (LFP) têm 43 kWh e 54 kWh de capacidade. A primeira alimenta motor com 150 cv e permite percorrer até 323 km entre recargas, enquanto a segunda fornece eletricidade a máquina com 160 cv e, segundo o fabricante, e proporciona autonomias de até 415 km. A marca anunciou preços apenas para o Reino Unido, o mercado europeu em que vende mais carros. Os números anunciados confirmam o posicionamento do compacto quer como o carro elétrico mais barato da MG, quer como concorrente de BYD Dolpihn, Citröen C3 e outros subcompactos com o mesmo tipo de motorização.


Reposicionamento do MG4 

A estreia do MG4 Urban no mercado europeu abre a porta ao reposicionamento do MG4, o primeiro carro chinês elétrico “acessível” à venda na região (2022). No ano passado, as vendas do modelo abrandaram 48%, comparativamente a 2024, para 26.818 unidades, segundo números da Dataforce, devido ao crescimento veloz da concorrência e à introdução de taxas alfandegárias que penalizam as importações da China de automóveis com a tecnologia.

 

Para relançar o MG4 na Europa, a marca modernizou o modelo, equipando-o com baterias maiores, com 64 kWh e 77 kWh de capacidade (beneficiando da segunda, até 544 km de autonomia), e melhorando-o dinamicamente. Em Portugal, preços a partir de 27.101 €. Anunciam-se “atualização tecnológica importante e progressos na qualidade do interior”. E, muito brevemente, relançamento do XPower com 425 cv e quatro rodas motrizes.



O MG4 Urban tem mala com 577 litros de capacidade, somando-se os 98 litros no compartimento sob a plataforma de carga e todo o espaço acima da chapeleira, o que não é o método de medição mais comum (e correto!…), e equipamento muito abundante, independentemente do preço acessível – de série, bancos dianteiros e volante aquecidos, quatro câmaras exteriores, conetividade sem fios para Android Auto e Apple CarPlay, sistema multimédia em ecrã tátil de 12,8’’ e instrumentação em monitor digital com 7’’.

 

A MG, recorda-se, prepara, ainda, a introdução de dois topos de gama (IM5 e IM6), de forma a competir com os dois Tesla mais bem-sucedidos na Europa: Model 3 e Model Y. No primeiro, com formato de berlina, baterias com 75 kWh e 100 kWh de capacidade (a segunda encontrar-se-á montada numa versão Performance capaz de percorrer até 711 km entre recargas). No segundo, um SUV, a marca proporá só o acumulador de energia maior.



Nos dois IM, arquiteturas elétricas de 800 V (carregamento mais potente e rápido), quatro rodas direcionais e sistema multimédia com monitor de 26’’. Antecipam-se duas potências: 291 cv (e tração traseira) nas versões “standard”, 767 cv (e tração integral) nas Performance com motores nos dois eixos (arranques 0 a 100 km/h em 3,2 s no IM5 e 3,5 s no IM6). Desconhecem-se, ainda, os mercados-alvo dos topos de gama, confirmando-se somente a comercialização no Reino Unido, na Noruega e na Suíça, três países que não integram a União Europeia e, por isso, não taxam a importação de automóveis elétricos “made in” China.

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