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Renault: menos carros, mais receitas

há 7 horas
2 min de leitura

O Grupo Renault aumentou a faturação no terceiro trimestre do ano, apesar de ter vendido menos automóveis e de estar confrontado com a pressão crescente dos fabricantes chineses – este aumento da concorrência perturbou, principalmente, a Dacia. Entre julho e setembro, as receitas atingiram 11,596 mil milhões de euros, mais 1,5% do que no mesmo período de 2025, enquanto as vendas recuaram 6%, para 497.799 automóveis.



Esta evolução positiva nos resultados foi apoiada pela crescente eletrificação da gama e por uma estratégia que privilegia os canais de venda mais rentáveis. Na Europa, 64,8% dos ligeiros de passageiros do consórcio foram vendidos a clientes particulares, cerca de 20 pontos percentuais acima da média do mercado, enquanto as vendas através de rent-a-car e viaturas de demonstração foram reduzidas em 18%.


Os elétricos também são cada vez mais importantes para o Grupo Renault. As vendas dos modelos com a tecnologia aumentaram 84,7% no terceiro trimestre e passaram a representar 25,8% dos ligeiros de passageiros comercializados pela empresa. Na marca Renault, as vendas de elétricos progrediram 75,2% desde o início do ano, beneficiando do desempenho do 5 E-Tech Electric e da chegada ao mercado da nova geração do Twingo.



A marca registou 16.400 unidades do citadino elétrico durante o terceiro trimestre e já ultrapassou 26.000 exemplares vendidos desde o lançamento do automóvel, liderando o segmento A elétrico na Europa. A ofensiva prossegue com a renovação do Megane E-Tech Electric e com modelos como o Trafic Van E-Tech Electric.


Na Dacia, a situação é menos favorável. A marca romena do consórcio francês vendeu 144.175 automóveis no terceiro trimestre do ano, menos 12,8% do que no período homólogo de 2025, devido à exposição à crescente concorrência dos fabricantes chineses e à disponibilidade limitada de modelos elétricos e híbridos na gama. Para inverter a tendência, novo Spring, Sandero Hybrid e Striker na rampa de lançamento!



A pressão chinesa sente-se também fora da Europa, sobretudo na América Latina. Ainda assim, nos primeiros nove meses do ano, a Renault aumentou as vendas globais em 1,1%, para 1,179 milhões de automóveis, enquanto a Dacia recuou 9,7%, para 471.007 unidades. Já a Alpine registou um crescimento de 65,6%, para 12.269 desportivos.


Nos primeiros nove meses, o Grupo Renault faturou 41,848 mil milhões de euros, mais 7,1% do que no mesmo período do ano passado, apesar de as vendas terem diminuído 2,2%, para 1,662 milhões de veículos. A empresa mantém as previsões financeiras para 2026, apontando para uma margem operacional próxima de 5,5% da faturação. No final de setembro, os stocks ascendiam a 532.000 carros e a carteira europeia de encomendas correspondia a cerca de dois meses de vendas.

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