Xiaomi mais perto da rentabilidade
- João Isaac
- 20 de ago.
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Atualizado: 21 de ago.
A gigante chinesa da eletrónica de consumo que decidiu somar-se à indústria automóvel, no segundo trimestre do ano, já perdeu “só” o equivalente a pouco mais de 400 € por carro vendido. A previsão mais recente é de que a divisão responsável pela gama de carros elétricos possa registar os primeiros lucros ainda antes do final do ano.

A Xiaomi Auto, de acordo com os resultados comerciais que acaba de anunciar, que são referentes ao segundo trimestre do ano, a Xiaomi Auto poderá estar perto da tão ambicionada rentabilidade. Durante o período considerado, as perdas acumuladas ascenderam a cerca de 35 milhões de euros, com um volume de vendas de 81.302 automóveis. Isto significa que os prejuízos rondaram o equivalente a “apenas” 400 € por cada carro elétrico comercializado na China, resultado que permite antecipar o registo de lucros ainda em 2025, de acordo com o homem-forte da empresa, Lei Jun.
Comparativamente ao último trimestre do ano passado, período em que registou perdas equivalentes a cerca de 82 milhões de euros para vendas acumuladas de 69.697 automóveis (isto é, cerca de 1180 € de prejuízo por carro), os resultados apresentados agora são muito mais positivos, com uma redução nas perdas por unidade na ordem dos 63%.

O preço médio de venda dos automóveis elétricos da Xiaomi também registou um aumento considerável de cerca de 10,9%, comparando o último trimestre de 2024 com o segundo trimestre de 2025. Este incremento explica-se, em grande medida, com a introdução da versão desportiva Ultra (topo de gama) da berlina SU7.
Até ao final de maio, a Xiaomi entregou mais de 258 mil unidades do SU7, mas a estrela do momento é o YU7, Sport Utility Vehicle (SUV) introduzido recentemente no mercado chinês e que está a registar uma grande procura, facto que tem originado, inclusivamente, à adoção de medidas polémicas por parte do fabricante chinês.
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