Preços dos elétricos caem 18% na Alemanha
- José Caetano

- há 7 minutos
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Os preços dos automóveis elétricos (BEV) na Alemanha estão a tornar-se cada vez mais acessíveis, como demonstra a diminuição de 18% registada em termos reais na Alemanha entre 2020 e 2025, conclui estudo conjunto do International Council on Clean Transportation (ICCT) e do instituto Fraunhofer ISI. Depois de ajustados à inflação e à evolução das características dos modelos, durante o mesmo período, os preços reais dos automóveis com motores de combustão interna aumentaram cerca de 2%.

Independentemente destes resultados, que confirmam o progresso na mobilidade elétrica, o preço médio de tabela dos carros com baterias em vez de depósitos de combustível aumentou de cerca de 37.000 € para 53.000 €, também no período de 2020 a 2025. Esta evolução deve-se, sobretudo, à introdução de modelos maiores e mais sofisticados, como Sport Utility Vehicles (SUV) e automóveis posicionados nos segmentos superiores, e não por agravamento direto nos preços dos modelos comparáveis. Atualmente, os carros concorrentes nas gamas média e média-alta representam cerca de 73% da oferta elétrica.
Custo das baterias também diminuiu
No mesmo período, os automóveis elétricos passaram a propor mais autonomia e melhor desempenho, consequência direta dos investimentos massivos da maioria das marcas na evolução tecnológica. O número de modelos no mercado também aumentou de forma expressiva, de 38 em 2020 para 159 em 2025. Já o de veículos com motores de combustão interna diminuiu de 275 para 194.
O segmento dos citadinos continua com menor oferta elétrica. Em 2025, existiam somente 19 modelos na categoria, “contra” 35 com motores térmicos. Importante é, igualmente, a redução dos custos das baterias – de 2020 a 2025, diminuíram de 21% a 24% em termos nominais, situando-se, atualmente, entre os 130 e os 140 € por kWh de capacidade. Ajustando os preços à taxa de inflação, a descida é ainda mais expressiva: 35% a 37%.
Há margem para descidas adicionais
Todavia, esta redução de custos ainda não foi totalmente refletida nos preços para os consumidores. Explicação: no período do estudo, a autonomia média progrediu cerca de um terço. Isto indica que os fabricantes de automóveis canalizaram parte das poupanças para melhorias técnicas ou para amortizarem os investimentos em investigação e desenvolvimento.
Patrick Plötz, do Fraunhofer ISI, acredita que há margem para descidas adicionais: “A significativa redução dos custos das baterias ainda não se traduziu totalmente em preços de tabela mais baixos, o que indica potencial para novas reduções nos automóveis elétricos, de forma a torná-los mais acessíveis para número maior de consumidores, condição para a democratização e massificação da tecnologia”.

Os investigadores também falam na importância de mais estabilidade regulatória, nomeadamente na imposição de metas consistentes para redução das emissões de CO2, como fator determinante para incentivar mais investimento por parte dos construtores, com o objetivo de aumentar a oferta e acelerar a redução de preços. É este o caminho para a eletrificação do automóvel, concluem.










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