BYD: 300.000 elétricos num só mês
A gigante chinesa BYD comercializou 305.743 ligeiros passageiros puramente elétricos em outubro, um novo máximo mensal que representa uma subida de 37,4% relativamente ao período homólogo de 2025 e de 11,9% face a setembro. Foi a primeira vez que a marca ultrapassou a barreira das 300.000 unidades. O registo de outubro representou o terceiro recorde mensal consecutivo.

Já os híbridos Plug-In da BYD não tiveram um desempenho mensal tão positivo, com 177.382 automóveis vendidos, menos 17,2% do que em outubro de 2025. Em conjunto, as duas motorizações representaram 483.125 automóveis comercializados, mais 10,6% do que no mês homólogo do ano passado. Os modelos puramente elétricos corresponderam a 63,3% deste volume, contra 51% em outubro de 2025.
Estes números dizem respeito a todas as marcas do consórcio, incluindo, além da marca-mãe, a Fangchengbao, a “premium” Denza e a Yangwang, divisão dedicada aos automóveis de luxo e de elevadas prestações. Contabilizando também os 7043 comerciais, as vendas globais do fabricante chinês atingiram 490.168 unidades, mais 11% do que há um ano.

Exportações quase duplicam
Com 170.194 veículos destinados a mercados fora da China, as exportações da BYD cresceram 103% em relação a outubro de 2025, embora tenham recuado 5,8% comparativamente a setembro deste ano. Cerca de 35% dos veículos vendidos pelo fabricante chinês em outubro tiveram como destino mercados internacionais.
No mercado doméstico, pelo contrário, os 319.974 veículos comercializados representaram uma descida de 10,6% relativamente ao período homólogo de 2025, apesar da recuperação de 13,1% face a setembro. Estes resultados refletem as dificuldades que a BYD continua a enfrentar na China, num contexto de concorrência cada vez mais intensa entre os fabricantes locais.

No acumulado dos primeiros 10 meses de 2026, a BYD comercializou 3.621.744 veículos de novas energias (NEV), incluindo automóveis elétricos, híbridos Plug-In e comerciais, menos 2,16% do que no mesmo período de 2025.
Deste volume, 1.935.700 unidades corresponderam a ligeiros passageiros elétricos, mais 5,8% do que entre janeiro e outubro do ano passado. Em sentido contrário, os híbridos Plug-In, com 1.625.969 unidades, registaram uma quebra de 11%, confirmando a diferença de desempenho entre as duas tecnologias.

A evolução das exportações assume, por isso, uma importância cada vez maior na estratégia da BYD. Nos primeiros 10 meses do ano, o fabricante chinês colocou 1.513.154 veículos nos mercados internacionais, um crescimento de 93,75% relativamente ao mesmo período de 2025.
Em contrapartida, as vendas na China diminuíram 27,8% no acumulado do ano, para cerca de 2,1 milhões de veículos. A expansão internacional está, assim, a ser decisiva para compensar a contração no mercado doméstico, permitindo à BYD limitar a quebra das vendas globais a pouco mais de 2%.






Comentários