Toyota vence em Fuji e comanda WEC
A Toyota comemorou a 10.ª vitória nas 13 edições das 6 Horas de Fuji integradas no calendário do Mundial de Resistência (WEC). Esta corrida foi decidida por uma aposta estratégica bem-sucedida no último período de intervenção do Safety Car. O trio Ryo Hirakawa, Sébastien Buemi e Brendon Hartley, no GR010 #8, derrotou o Alpine A424 #36 de Victor Martins e Jules Gounon por apenas 0,591 s e assumiu o comando da classificação de construtores e pilotos. Em LMGT3, primeira posição para o BMW M4 GT3 Evo #32 do Team WRT.

Competindo numa pista de que é proprietária, a Toyota foi capaz de transformar corrida que a Alpine tentava ganhar pela segunda época consecutiva numa vitória muito importante para as contas do WEC. Considerando somente a era Hypercar, que teve início em 2021, em cinco edições das 6 Horas de Fuji, três triunfos para a marca nipónica (2026 depois de 2022 e 2023)! É o 52.º sucesso desde 2012, o 23.º na era Hypercar e o terceiro este ano.
Durante grande parte das seis horas, a Alpine, que teve os dois A424 posicionados na primeira linha da grelha de partida, controlou a prova. Os hipercarros franceses mantiveram-se entre os candidatos à vitória durante cerca de cinco horas, mas acidente do McLaren #58 da Garage 59 obrigou à entrada do Safety Car e a Toyota arriscou. O GR010 #8, que rodava na sexta posição, parou nas boxes e recebeu só o combustível necessário para chegar ao final da corrida, mantendo os pneus.
A BMW adotou estratégia semelhante para o M Hybrid V8 #15, enquanto a Alpine foi mais conservadora na abordagem ao final da corrida, montando quatro pneus novos no A424 #36 e dois no lado esquerdo do A424 #35. A opção fez com que os hipercarros franceses fizessem operações mais lentas e perdessem posições. Em compensação, nos derradeiros 20 minutos, contara com aderência extra. Martins superou o Aston Martin de Marco Sorensen, o Alpine de Charles Milesi e o BMW de Dries Vanthoor, e iniciou a perseguição ao Toyota.
Nas últimas voltas, o francês aproximou-se rapidamente de Ryo Hirakawa, mas o japonês resistiu à pressão e recebeu a bandeira de xadrez com tão-somente 0,591 s de vantagem, a diferença mais pequena de sempre entre hipercarros de marcas diferentes na categoria principal do WEC.

Hirakawa, Buemi e Hartley tornaram-se, assim, a primeira equipa a vencer duas provas em 2026 (Fuji depois de Imola) e passaram para o comando do Mundial de Pilotos. O Alpine #36 terminou em segundo e o BMW #15 foi terceiro. O A424 #35, quarto classificado, assegurou à marca francesa que abandona o campeonato no final da temporada o melhor resultado coletivo no WEC. O Cadillac V-Series.R #38 completou o “top-5”.
Já a Peugeot conquistou o melhor resultado da temporada (sexta classificada com o 9X8 #94) numa corrida muito difícil para a Ferrari: pontuou somente com o 499P #51, décimo, resultado que compromete as ambições da marca no campeonato.
BMW vence em LMGT3
Em LMGT3, o final da corrida também foi muito disputado. O BMW M4 GT3 Evo #32 da Team WRT, conduzido por Darren Leung, Sean Gelael e Augusto Farfus, venceu depois de arrancar da 14.ª posição da grelha – o primeiro triunfo este ano e o sexto vencedor em seis rondas do WEC de 2026!
O Safety Car originado pelo acidente do McLaren #58 também teve influência na classificação da categoria. Na derradeira paragem, a Racing Team Turkey decidiu manter pneus usados no Corvette Z06 GT3.R #34, permitindo a Charlie Eastwood regressar à pista na liderança, à frente do Corvette #33 da TF Sport, conduzido por Nicky Catsburg.

Farfus, apenas sexto no relançamento da corrida, tinha pneus novos e aproveitou-os, ultrapassando, sucessivamente, o Porsche #92 da Manthey, o McLaren #10 da Garage 59 e o Ford Mustang #77 da Proton Competition. Depois, superou Catsburg e iniciou a perseguição a Eastwood. O piloto brasileiro, a menos de 20 minutos da bandeira de xadrez, passou para o comando.
A corrida, porém, não estava decidida. Mattia Drudi, no Aston Martin Vantage AMR LMGT3 #27 da Heart of Racing, também recuperou muitas posições, e aproximou-se bastante do BMW. Farfus, todavia, resistiu à pressão e venceu por apenas 1,062 s! A TF Sport não esteve no pódio, mas ganhou vantagem no comando do Mundial e Jonny Edgar manteve a liderança entre os pilotos, à frente do parceiro de equipa Nicky Catsburg.
O WEC prossegue a 18 de outubro, com as 6 Horas de Barcelona, seguindo-se a última prova da temporada, as 6 Horas de Monza, a 8 de novembro.







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